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Editorial

IC: Ampliam-se os Horizontes

IC: Ampliam-se os Horizontes

Oswaldo Tadeu Greco




Desde o início da década de 90, um grande número de pesquisadores têm voltado suas atenções para o de tratamento de pacientes com grave disfunção ventricular. Apesar da gama de medicamentos disponível na atualidade, a otimização da terapia medicamentosa não tem produzido os resultados esperados, com conseqüente aumento do número de pacientes que procuram atendimento médico-hospitalar e da freqüência das internações.

Frente a esses pacientes com poucas opções de tratamento, foi necessário lançar mão de todo o conhecimento científico disponível e propor alternativas capazes de lhes assegurar benefícios.

A estimulação multissítio vem sendo amplamente discutida na Reblampa como um recurso terapêutico muito útil, rotineiramente empregada em um grande número de instituições em todo o mundo, com excelentes resultados.

Ainda assim, dificuldades de várias ordens têm impedido sua ampla disseminação nos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil. Além do despreparo dos profissionais de algumas regiões do país, há dificuldades de implantação de outros procedimentos associados, na tentativa de melhorar as condições de pacientes cardiopatas em estado terminal.

Outros obstáculos a superar são as contra-indicações em algumas patologias, os pacientes que não respondem ao procedimento ou que não se enquadram precisamente nas indicações e normas já padronizadas.

Persiste, portanto, o desafio: o que fazer para superar esses obstáculos e proporcionar benefícios aos pacientes em questão?

Esta edição da Reblampa, oportunamente distribuída durante o Congresso da SBCCV, está voltada para a divulgação de alternativas terapêuticas atuais e conta com a colaboração de colegas empenhados na construção do conhecimento em cardiologia.

Os primeiros três artigos apresentam formas de abordagem de pacientes sem mais alternativas, como o uso de suporte circulatório em casos de falência ventricular ou choque cardiogênico, que visam a estabilização hemodinâmica de tais pacientes até que seja possível utilizar uma terapia mais eficiente, como a revascularização miocárdica ou até mesmo o transplante cardíaco.

Merece destaque o trabalho muito bem feito pelo grupo do Dr. Raul Garillo, da Argentina, com novos dados sobre desfibriladores em pacientes na América Latina.

Enfim, espero que esta edição da Reblampa possibilite a divulgação de novos assuntos na área da cardiologia, com ênfase na estimulação cardíaca, e também estimule a participação dos colegas que desejam colaborar com novas idéias e iniciativas que confiram qualidade, conteúdo e continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido.


Oswaldo Tadeu Greco
Editor da Reblampa

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