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Resumo

Resumos dos temas livres apresentados no XX Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas

Resumos dos temas livres apresentados no XX Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas

Departamento de Arritmias e Eletrofisiologia Clínica (Daec/SBC), Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial (Deca/SBCCV)

03 a 06 de Dezembro de 2003 - Rio de Janeiro - RJ


Índice por Autor - Nº do Trabalho




1 - O Eletrocardiograma de Alta Resolução na Cardiopatia Arritmogênica

Cleonilce Rodrigues de Souza Destro, Paulo R. B. Barbosa, Eduardo C. Barbosa, Alfredo S. Bomfim, Silvia Boghossian, Ricardo Ribeiro, Paulo Ginefra

Fundamentos: A cardiopatia arritmogênica (CA) está associada a presença de arritmia ventricular. Potenciais tardios ventriculares (PTV) podem ser detectados pelo ECGAR. Objetivos: Avaliar a sensibilidade do ECGAR para identificar PTV na CA. Métodos: Doze indivíduos com diagnóstico de CA (18-63 anos, 9 fem), apresentando TVNS, sem bloqueio completo de ramo, foram submetidos ao ECGAR no domínio do tempo. Foram avaliados: duração da ativação ventricular (DUR), RMS40, LAS40 do vetor magnitude (VM), nas freqüências de corte de 25, 40 e 80 Hz,com o filtro Butterworth bidirecional. A identificação de PTV baseou-se em: 1) pelo menos duas das três variáveis anormais em pelo menos 1 banda passante, 2) pelo menos duas das três variáveis anormais em pelo menos 2 bandas passantes. Resultados: O número de batimentos, o nível de ruído e a FC foram,61,3±12,7 bpm, 0,35±0,11 µV e 771±369 batimentos, os valores em 25 Hz, 40 Hz e 80 Hz DUR 104,7±10,2 ms, 103,7±11,1 ms e 97,7±8,6 ms, RMS40 29,9±20,2 µV, 17,0±10,7 µV e 10,7±7,2 µV, e LAS40 34,0±8,5 ms, 41,7±8,1 ms e 49,8±19,4 ms. A estratégia (1) apresentou 91,7% de sensibilidade e a (2), 66,7%. A presença de PTV nas bandas 25, 40 e 80 Hz foram 41,7%, 83,3% e 58,3%. Comparando a estratégia (1) a cada uma das bandas foi observada diferença significativa com os resultados 25 Hz (p=0,03). Conclusão: A prevalência de PTV ao ECGAR na CA é elevada e depende da banda empregada. A estratégia que combina as três bandas apresenta mais elevada capacidade diagnóstica para sua identificação.






2 - Mapeamento Eletrocardiográfico Torácico no Diagnóstico da Síndrome de Brugada

Cleonilce Rodrigues de Souza Destro, Eduardo C. Barbosa, Alfredo S. Bomfim, Silvia Boghossian, Ricardo Ribeiro, Henrique Velloso, Paulo Ginefra

Fundamentos: A Síndrome de Brugada é uma doença de incidência pouco conhecida e significativa mortalidade.O diagnóstico diferencial com outras causas que podem gerar supradesnível do segmento ST-T nas derivações V1 a V3 é importante para evitar investigações adicionais desnecessárias. Relato de casos: Foram estudados 2 casos com suspeita eletrocardiográfica da Síndrome de Brugada. Caso 1 - masc., 41 a, pardo, natural da Pb, assintomático, tendo realizado ECG para exame periódico de rotina. Caso 2 - masc., 44 a, pardo, natural do RJ, assintomático, tendo realizado ECG para risco cirúrgico de herniorrafia inguinal. Ambos apresentavam supradesnível do segmento ST >1 mm de V1 a V3, com morfologia de convexidade superior, sem história familiar de cardiopatia ou morte súbita precoce. Após mapeamento torácico com os eletrodos de V1 a V3 no 5º EIC, houve diminuição do supradesnível de ST e desaparecimento da morfologia típica da Síndrome (ST-T "coved"). O ECG realizado em posição ortostática demonstrava redução do supradesnível de ST-T em relação à posição de decúbito. O teste provocativo com procainamida 500mg IV (registro do 2º ao 5º EIC) foi negativo, sem modificação do segmento ST. Os 2 pacientes tinham em comum coração verticalizado na radiografia de tórax. O primeiro apresentava biotipo longilíneo e o segundo era portador de pectus escavatum. Conclusão: O ECG pode apresentar um falso BRD e supradesnível do segmento ST-T em precordiais direitas em indivíduos com corações verticalizados. Nesses casos, o mapeamento eletrocardiográfico torácico, além de uma anamnese cuidadosa e do teste da procainamida, podem afastar o diagnóstico da Síndrome de Brugada.






3 - Agentes Antiarritimicos na Fibrilação Atrial. Um Novo papel no Contexto de uma Terapia Híbrida?

Antonio da Silva Menezes Júnior, Humberto G. Moreira, Murilo T. Daher, Cristiane M. Nascente

Fundamentos: Terapia Híbrida se refere a qualquer combinação de drogas antiarritmicas com tratamento não farmacológico. Tipicamente, uma das modalidades aumenta a organização atrial, o que facilita o outro tratamento (Carsten et al,2002). Objetivo: Verificar o número de eventos de fibrilação Atrial(FA) em pacientes com drogas associado tratamento não farmacológico ( marcapasso dupla-câmara com algoritmo de superestimulação- DDD+). Casuística e Metodologia: Estudo prospectivo, longitudinal, randomizado, único cego, cruzado com 24 pacientes(P) portadores de síndrome bradi-taquicardia (DNS) e Doença de Chagas (100%), classe funcional I e II. FE: 67+/-5 %. Divididos em 4 grupos: A ( DDD+ e Atenol 100mg ), B (DDDR e Atenol 100mg), C(DDD+ sem Atenol) e D ( DDDR sem Atenol). Os grupos A e B e grupos C e D foram cruzados após 3 meses, sendo que neste período relizamos em todos os grupos Holter 24 horas 3 canais, Telemetria ( Contador de Eventos e AMS) e Teste de QOL (SF 36). Analise estatistica feita pela ANOVA, teste de T Student e Correlação de Wilcoxon. Resultados: O grupo A estatisticamente mostrou uma redução (p=0,03) no número de eventos de FA em relação aos outros grupos, além de melhora dos índices de qualidade física e mental pelo SF-36(p). Conclusão: A associação de beta-bloqueador com a terapia com marcapasso diminuiu o número de eventos de FA de forma significativa.






4 - Síndrome de Jervell-Lange-Nielsen

Eduardo Arrais Rocha, Roberto Farias, Vera Marques, Almino Rocha, Tatiana Pereira, Maurício Scanavaca, J. N. Paes

Introdução: A síndrome do QT longo congênita (SQTC) é uma entidade rara, descrita em 1956, relacionada a mutações no gen que codifica o Ikr ( canal iônico retificador de potássio), tendo sua forma autossômica dominante (Romano-Ward) e recessiva (Jervell-Lange-Nielsen), esta mais rara (6-10% das SQTC), associada a surdez e com alta incidência de morte súbita. Objetivo: O trabalho visa relatar o caso de um paciente, masculino, cor negra, filho único, 3 anos e 7 meses, sem relato de morte súbita na família, com história de síncopes recorrentes, surdez congênita e eletrocardiograma (ECG) com intervalo QTc de 580 ms. Relato de caso. Paciente com longa história de síncopes, desde 1º ano de vida,algumas com convulsões, sem pródromos, relacionada a stress físico ou psicológico. Apresentava Holter sem arritmias ventriculares e Ecocardiograma normal. Foi iniciado metoprolol 50 mg/dia e fornecido orientação familiar. Não houve modificação dos episódios com medicação, sendo indicado simpatectomia cérvicotorácica. No pós-operatório,durante aplicação de medicação injetável, apresentou Torsades com parada cardíaca, sendo reanimado por 1 hora com sucesso e sem seqüelas. Optado por implante de desfibrilador interno. Ocorreram 105 choques eficazes durante 13 meses, estandohá 4 meses sem choques. Entretanto apresentou "tempestade arrítmica" ("Storm"), com seqüência de 48 choques apropriados no mesmo dia, culminando por choques externos devido bateria esgotada, apresentando óbito no mesmo dia. Conclusão e Comentários: O caso descrito relata uma síndrome clínica extremamente grave, rara, e subdiagnosticada. A mortalidade é elevada mesmo com todo tratamento efetivado.






5 - Hipertireoidismo por Doença de Graves e BAV Total

Eduardo Arrais Rocha, Ana Rosa Quidute, Almino Rocha, Roberto Farias, Vera Marques, Tatiana Pereira, Erirtônio Barreto, Hilário Menezes

Hospital Prontocárdio - Fortaleza-CE

Introdução: A presença de taquiarritmias cardíacas na vigência de hipertireoidismo já é bem documentada, porém a presença de bloqueio átrio-ventricular total(BAVt) representa complicação bastante rara. Um possível mecanismo responsável pelo desenvolvimento de BAVt na vigência de hipertireoidismo é a presença de um processo inflamatório intersticial no nó átrio-ventricular (AV). Objetivo: Relatar o caso de uma paciente internada com hipertireoidismo que cursou com BAV total com importante repercussão hemodinâmica. Caso clínico: CCR, 32 anos, feminina, solteira foi admitida com queixa de desconforto respiratório e dor torácica há 1 semana. Relatava que há 1 dia tinha iniciado tratamento para hipertireoidismo com propranolol 40mg/dia e propiltiuracil 100mg. No exame físico, freqüência de 100-120 bpm, pressão arterial 130/80mmHg, pele quente, tremores finos de extremidades, retração palpebral; ritmo cardíaco regular sem sopros; apresentava bócio difuso volumoso, consistência fibroelástica. Houve piora no quadro clínico, cursando com precordialgia e hipotensão arterial após 24 hs da internação, sendo detectado através do eletrocardiograma a presença de BAVt sendo necessário a passagem de marcapasso provisório de emergência devido importante instabilidade hemodinâmica. Foi mantido o uso do antitireoidiano e iniciado corticóide. Após 3 dias, realizou Holter que evidenciou apenas bloqueio atrioventricular de 1 grau, sendo retirado marcapasso provisório. Comentários e conclusão: O trabalho relata a importância de se pensar em BAV na presença de hipertireiodismo, assim como de se realizar eletrocardiograma sistematicamente nestes pacientes.






6 - Estimulação Biventricular em Pacientes Chagásicos

Antonio Vitor Moraes Junior, Simões G. Maduro, A. M. Guimarães, Richard Crevelaro

Objetivos: resultados a curto e médio prazo de implante de marcapasso biventricular para ressincronização cardíaca em pacientes chagásicos Materiais e Métodos: foram acompanhados prospectivamente 17 p (12M/5F), idades de 32 a 78 anos (M=60 a), com classe funcional (CF) III (41%) e IV(59%), submetidos a implante de MP biventricular, com seguimento de 2 a 30 meses (M=11m). O ecocardiograma evidenciava fração de ejeção média = 25,5% e DDFVE = 71,4mm, com todos apresentando QRS > 130 ms ao ECG, sendo 9 p (53%) com MP prévio (5 DDD/3 VVI). Os pacientes encontravam-se sob uso de drogas para ICC, em suas doses máximas toleradas. Todos os implantes foram realizados utilizando-se eletrodos convencionalmente usados para seio coronário, guiados por venografia coronária. Resultados: Todos os pacientes (100%) foram submetidos com sucesso ao sistema de estimulação biventricular pelo seio coronário. As medidas intra-operatórias de VE foram: onda R de 7 a 20mV(M=12), impedância de 520 a 1000W, e limiar de comando de 0,3 a 1,5V (M=0,62); com 30 dias: onda R média = 7,9 mV, impedância média = 583W, e limiar médio = 1,7. Após 30 dias, a CF encontrava-se em I (29,4%), II (47,1%) e III (23,5%). As complicações foram: piora de ICC em 3 p (2 por FA e 1 por perda da estimulação do VE), 1 p teve deslocamento de eletrodo de seio coronário, e 1 p apresentou estimulação de parede torácica, 2 p com reinternação por ICC. Conclusão: No grupo de pacientes chagásicos com grave comprometimento da função ventricular estudado, a estimulação biventricular mostrou-se um método extremamente útil para tratamento coadjuvante da ICC.






7 - Estudo Hemodinâmico no Intra-Operatório de Implante de Marcapasso DDD para Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH)

Antonio Vitor Moraes Júnior, Richard Crevelaro, Simão G. Maduro, E. M. Ayres, A. M. Guimarães

Santa Casa de Ribeirão Preto

Objetivos: realizar o implante de marcapasso DDD em pacientes com CMH obstrutiva grave, em casos refratários ao tratamento clínico, guiando-se por medidas diretas de gradiente sistólico (GS). Materiais e Métodos: estudamos 4p (3M/1F) com CMH, com GS médio entre ventrículo esquerdo(VE)/aorta(Ao) de 107 mmHg ao estudo hemodinâmico intra-operatório, com idade média=56 anos. Todos encontravam-se em classe funcional III ou IV (NYHA), em uso de doses máximas permitidas de betabloqueadores em todos, e amiodarona em 2 p. Durante o implante de marcapasso, membros da equipe de hemodinâmica simultaneamente realizavam as medidas de GS, através de cateteres introduzidos por via femoral. O eletrodo ventricular era implantado na região apical que mais produzisse redução de gradiente agudamente, com vários graus de intervalo AV programados. Resultados: após implante na região apical escolhida, com pelo menos 3 variações de intervalo AV, tivemos significativa redução do GS médio para 47 mmHg no intra-operatório, e para < 30 mmHg no seguimento ecocardiográfico > 3 meses de implante. Todos os pacientes apresentaram melhora de classe funcional já nas 3 semanas de pós-operatório, persistindo tais melhoras a longo prazo. Observou-se que o ECO pré-operatório subestimou o GS quando comparado com estudo hemodinâmico no momento do implante. Conclusão: quando indicado como alternativa não-farmacológica para a CMH obstrutiva, o marcapasso bicameral pode ser implantado com utilização de 2 equipes simultaneamente (marcapasso + hemodinâmica), propiciando uma escolha mais adequada e fiel para o sítio de estimulação ventricular.






8 - Otimização da Estimulação Convencional para Biventricular, em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), Refratária a Tratamento Clínico Otimizado

Simão Gonçalves Maduro, Antonio Vitor Moraes, Richard Crevelaro, A. M. Guimarães

Objetivos: Utilizar a terapia de ressincronização cardíaca (TRC), como tratamento coadjuvante em portadores de ICC, com classe funcional (CF) III/IV e estimulação cardíaca artificial (ECA) prévia. Materiais e Métodos: Demonstramos nossa experiência de 11 pacientes (9M/2F), com idade de 32 a 81 anos (M=59a), sendo as etiologias: Mioc.Chagásica (82%), Valvar (9%) e Isquêmica (9%). A fração de ejeção média, ao ecocardiograma, foi de 23% e o DDFVE de 69,5mm. Os pacientes estavam em CF III=36%, CF IV=64%, com QRS>130ms, terapêutica medicamentosa otimizada e ECA (VVI=27% e DDD=73%). Resultados: Todos foram submetidos a TRC, guiados por venografia coronária, com sucesso (100%). Os parâmetros médios de estimulação intra-operatórios: onda R=13mV, impedância=855?, e limiar= 0,74V. Após 30 dias: onda R =6,5mV, impedância=743?, e limiar=1,8V. Houve 2 casos com aumento de limiar, 1 de estimulação muscular e 1 de morte súbita. Após 30 dias os pacientes estavam em CF I=27%, CF II=55% e CF III=18%. Conclusão: A TRC mostrou-se muito eficaz, em pacientes com ECA prévios, CF avançada e com limitação medicamentosa. A ECA prévia facilitou o controle de freqüência cardíaca em pacientes com bradicardia, e comodidade na manipulação do eletrodo de seio coronário, considerando que os eletrodos atrial e/ou ventricular encontravam-se em estágio "crônicos".






9 - Disautonomias e Síndrome de Shy-Drager

Eduardo Arrais Rocha, Roberto Farias, Almino Rocha, Vera Marques, Fernando J. N. Paes, José N. Paes

Hospital Prontocárdio / Hospital Monte Klinikum - Fortaleza-CE

Vários distúrbios no controle autonômico associados com intolerância ortostática foram identificados. Estas disfunções do SNA podem ser acompanhadas de alterações em outros órgãos, com sinais e sintomas neurológicos compatíveis com parkinsonismo ou disfunção cerebelar. Objetivo: analisar as características desta população de pacientes disautonômicos. Casuística: foram realizados 172 exames de TILT TESTE, tendo 14 pacientes padrão de resposta disautonômica. Observou-se acometimento visceral em 44%. Parkinsonismo foi observado em 28% dos casos e disfunção cerebelar em 7%. 35,8% dos pacientes apresentaram quadro compatível com a Síndrome de Shy-Drager (pandisautonomia primária com sinais neurológicos de parkinsonismo ou disfunção cerebelar), enquanto 23% com de falência autonômica pura (componente de hipotensão ortostático exclusivo). A resposta clínica foi favorável em 100%, com redução no número e tipo dos episódios, entretanto todos eles continuaram com algum grau de sintomatologia (tonturas ou lipotímia), sendo que 55% ainda apresentaram síncopes.Apesar de ser uma patologia grave, progressiva e freqüentemente incurável, os pacientes disautonômicos devem ser identificados, cuidadosamente estudados e tratados, considerando o resultado inicial satisfatório, o que representa enorme ganho na qualidade de vida destes pacientes e conforto para os familiares. O TILT teste representa exame fundamental na investigação de pacientes com suspeita de Disautonomia.






10 - Estenose de Veias Pulmonares após Ablação de Fibrilação Atrial: Caracterização Funcional, Evolução e Influência da Estratégia de Ablação

Eduardo B. Saad, Antonio Rossillo, Cynthia P. Saad, Robert A. Schweikert, Walid I. Saliba, Nassir F. Marrouche, Andrea Natale

Introdução: A estenose de veias pulmonares (VP) é uma potencial complicação do isolamento das VPs para tratamento de fibrilação atrial (FA). O impacto de diferentes técnicas de ablação na incidência de estenose assim como a caracterização funcional destas lesões não estão bem esclarecidas. Objetivos: Avaliar a incidência de estenose de VPs de acordo com diferentes técnicas de ablação e caracterizar a repercussão funcional na circulação pulmonar de diferentes graus de estenose. Métodos e Resultados: Isolamento das VPs foi efetuado em 608 pacientes (pts) - 81% do sexo masculino, idade média 51 anos. Destes, o isolamento foi guiado por mapeamento eletro-anatômico em 71 pts e por mapeamento circular em 537 pts (isolamento distal - 25 pts; isolamento ostial guiado por angiografia - 102 pts; isolamento ostial guiado por ecocardiografia intracardíaca (ICE) - 140 pts; isolamento ostial guiado por ICE + aplicação de energia guiada pela formação de microbolhas ao ICE - 270 pts). Estenose severa (> 70%) foi detectada em 21 pts (3.4%) por tomografia espiral, enquanto estenose moderada (50-69%) e leve (<50%) ocorreu em 27 (4.4%) e 47 pts (7.7%). A incidência de estenose severa foi de 15.5%, 20%, 2.9%, 1.4% e 0%, respectivamente para as diferentes técnicas de ablação. A presença de sintomas se correlacionou com o acometimento de mais de uma VP com estenose severa (p=0.01), enquanto todos os pts com estreitamento leve e moderado eram assintomáticos. Neste último grupo, a cintilografia de ventilação/perfusão foi normal, exceto em 4 pts com discreta redução da perfusão por acometimento das VPs direitas. Por outro lado, evidências funcionais de redução do fluxo pulmonar foram evidenciadas em todos os pts com estenose severa. Progressão do grau de estenose foi evidenciado em 8.8% dos pts durante o acompanhamento, enquanto regressão ocorreu em 10.4%. Conclusões: A cintilografia de ventilação/perfusão é um bom método para avaliação da repercussão funcional da estenose de VPs desenvolvidas após ablaçào de FA. Graus moderados e leves de estenose não estão associados ao desenvolvimento de sintomas e parecem não ter repercussões significativas no fluxo pulmonar. A incidência de estenose severa de VPs está em declínio com o uso de métodos de imagem capazes de assegurar um posicionamento ostial nas VPs e guiar a aplicação de energia. A possibilidade de progressão das lesões torna necessária a repetiçào periódica de métodos de imagem para a sua detecção.






11 - Importância da Veia Pulmonar Inferior Direita na Iniciação e Recorrência de Fibrilação Atrial

Eduardo B. Saad, Antonio Rossillo, Nassir F. Marrouche, Walid I. Saliba, Robert A. Schweikert, Andrea Natale

Introdução: O isolamento ostial das veias pulmonares (VP) é um procedimento curativo em pts selecionados com fibrilação atrial (FA). O papel da VP inferior direita (VPID) na iniciação da FA e a real necessidade do isolamento desta veia ainda são motivo de controvérsia. Objetivo: Avaliar o papel da VPID no processo de iniciação de episódios de FA e na recorrência da arritmia após procedimento ablativo para isolamento das VPs. Métodos e Resultados: 428 pts (111 do sexo feminino, idade média 55±11 anos) foram submetidos a isolamento das VPs pela técnica de mapeamento circular para tratamento de FA sintomática e refratária a múltiplos antiarrítmicos. A VP arritmogênica gerando batimentos prematuros atriais desencadeadores de FA foi identificada nos primeiros 246 pts. Das 465 VPs arritmogênicas, 74 (15%) era a VPID. Destes 74 focos, 52 (70%) foram detectados em pts com FA persistente ou permanente e 22 (30%) em pts com FA paroxística (p=0.05). Recorrência de episódios de FA ocorreu em 81/428 pts (19%) em follow-up médio de 310±105 dias após o procedimento ablativo inicial. Um segundo procedimento foi efetuado em 41 pts (9%) e 50 VPs foram identificadas como responsáveis pela recorrência da FA. A VPID era o foco desencadeador da FA em 11 pts (22%). Conclusões: A VIPD é responsável pela iniciação de FA em aproximadamente 15% dos pts se apresentando com FA e 20% do pts com recorrência após isolamento das VPs. A relevância da VIPD parece ser maior em pts com FA persistente ou permanente. O isolamento desta veia deve ser sempre considerado em pts com FA submetidos à ablação para maximizar as chances de cura.






12 - Eventos Embólicos e Formação de Trombos durante o Isolamento das Veias Pulmonares em Pacientes com Fibrilação Atrial: Impacto de Diferentes Protocolos de Anticoagulação e do Uso da Ecocardiografia Intracardíaca

Eduardo B. Saad, Antonio Rossillo, Nassir F. Marrouche, Walid I. Saliba, Robert A. Schweikert, Andrea Natale

Introdução: O isolamento das veias pulmonares (VP) é um tratamento eficaz para pacientes (pts) com fibrilação atrial refratária ao tratamento farmacológico. As complicações tromboembólicas são importantes fatores limitantes desse procedimento. Objetivo: Avaliar a incidência de formação de trombos e eventos embólicos durante o isolamento das VPs com o uso de diferentes esquemas de anticoagulação e monitorização contínua por ecocardiografia intracardíaca (ICE). Métodos e Resultados: 785 pts (idade média 54 anos, 83.5% sexo masculino) foram submetidos a isolamento das VPs para tratamento de fibrilação atrial sintomática e refratária ao uso de antiarrítmicos. A técnica de ablação utilizada foi a aplicação de energia controlada pela temperatura ou pela formação de microbolhas à monitorização com ICE. Os pacientes foram divididos de acordo com o protocolo de anticoagulação utilizado durante o procedimento: a) grupo I (n=194) - o tempo de coagulação ativado (TCA) era mantido entre 250 a 300 seg; b) grupo II (n=180) - TCA mantido entre 300 a 350 seg + infusão venosa do inibidor de GP IIbIIIa Eptifibatide (135 ug/kg bolus + 0.5ug/kg/min); c) grupo III (n=411) - TCA mantido entre 350 a 400 seg. Formação de trombo ("char") foi evidenciada em 69 pts (35.5%) do grupo I, 5 pts (2.8%) do grupo II e 8 pts (1.9%) do grupo III. Eventos tromboembólicos foram detectados em 7pts (3.6%), 3 pts (1.7%) e 2 pts (0.5%), respectivamente (p=0.01 - grupo I vs grupo III). Em todos os casos onde se visualizou a formação de trombos pela monitorização com ICE houve correlação com achados macroscópicos de coagulação na ponta do cateter. A anticoagulação mais intensa com Heparina foi associada com uma significativa redução de eventos tromboembólicos mesmo após descartar os pacientes que foram submetidos a ablação guiada pelo ICE + microbolhas (p=0.04). Conclusões: Protocolos mais agressivos de anticoagulação com Heparina reduzem a incidência de complicações embólicas durante o isolamento das VPs. O uso associado de inibidores plaquetários potentes não resulta em benefício adicional. A monitorização com ICE é extremamente útil para detecção precoce e manejo imediato da formação de trombos.






13 - Impacto do Posicionamento do Cabo Eletrodo em Seio Coronário para Ressincronização Ventricular: Mortalidade e Acompanhamento Ecocardiográfico à Longo Prazo

Eduardo B. Saad, Antonio Rossillo, Walid I. Saliba, Robert A. Schweikert, Bruce L. Wilkoff, Nassir F. Marrouche, Andrea Natale

Introdução: A estimulação cardíaca biventricular é uma terapia promissora para o tratamento da insuficiência cardíaca congestiva (ICC). O real impacto do posicionamento do cabo eletrodo nos diferentes ramos venosos do seio coronário (SC) é ainda mal definido. Objetivo: Avaliar a resposta clínica e a mortalidade à longo prazo em pacientes com ICC após o implante de cabo eletrodo em diferentes ramos anatômicos do SC. Métodos e Resultados: Foram avaliados 230 pacientes (idade média 66 anos, 73% sexo masculino) com ICC severa que foram submetidos à terapia de ressincronização ventricular através de implante de cabo eletrodo em diferentes ramos do SC para estimulação do ventrículo esquerdo. Nos pacientes do grupo I (n=66) o cabo foi implantado em um ramo venoso anterior ou antero-lateral; no grupo II (n=167) o cabo foi implantado na circulação venosa posterior (ramo posterior ou póstero-lateral). Após o implante, houve melhora significativa da capacidade funcional em ambos os grupos: a) grupo I - NYHA classe 3.1 para 2.7, p=0.0001; b) grupo II - NYHA 3.1 para 2.3, p=0.0001). Em contraste com o grupo I onde não houve melhora da fração de ejeção do VE (pré-implante 18% vs 20% pós-implante, p=NS), os pacientes do grupo II apresentaram melhora significativa (pré 19% vs 27% pós, p=0.002). Apesar da melhora da função ventricular no grupo II, não se observou diferença na mortalidade entre os dois grupos (grupo I - 13.6% vs grupo II - 17.9%) após acompanhamento médio de 18.2 meses. Conclusões: A estimulação do VE através de um ramo da circulação posterior do SC está associada a uma melhora moderada mas significativa da função ventricular e da capacidade funcional quando comparada a estimulação por um ramo anterior. A localização, porém, não parece ter influencia na mortalidade.






14 - Focal and Linear Endocardial and Epicardial Catheter-Based Cryoablation of Normal and Infarcted Ventricular Tissue

André Luiz Buchele Dávila, Christopher Houghtaling, Godfred Holmvang, Paulo Gutierrez, Jeremy N. Ruskin, Vivek Y. Reddy

This study primarily sought to compare the histological characteristics of endocardial and epicardial cryolesions created by a focal cryoablation catheter in normal caprine and porcine animal models, as well as document the features of epicardial linear cryolesions created in a porcine chronic infarct model. Method and Results: Eighty focal endocardial cryoapplications and 28 focal epicardial cryoapplications were delivered to 8 normal caprine and 4 normal swine. Twenty-one linear applications were delivered along the border of infarcted epicardial tissue of a porcine chronic infarct model. In-vivo MRI were obtained after ablation. Histological characteristics of cryolesions and biophysical parameters of cryoenergy delivery were obtained for focal (endocardial and epicardial) and linear (epicardial only) cryoapplications. Endocardial focal cryolesions in normal animals measured 9.7 ± 0.4 mm in length, 7.3 ± 1.4 mm in width, and 4.8 ± 0.2 mm in depth, whereas epicardial cryolesions in normal animals measured 10.2 ± 1.4 mm in length, 7.7 ± 2 mm in width, and 4.6 ± 0.9 mm in depth (P>.05). Epicardial linear cryolesions in the porcine chronic infarct model measured 36.5 ± 7.8 mm in length, 8.2 ± 1.3 mm in width, and 6 ± 1.2 mm in depth, and the mean depth of linear cryolesions applied to the border of infarct scar tissue as measured by MRI was 7 ± 0.7 mm. Conclusion: Cryoablation can create deep lesions when deployed on the ventricular epicardium. Endocardial and epicardial cryolesions created by a focal cryoablation catheter are similar in size and depth. The ability to rapidly create deep linear cryolesions may prove to be of benefit for substrate-based catheter ablation.






15 - Acompanhamento Clínico de Pacientes Chagásicos com Bloqueio AV Total e Portadores de Marcapasso Cardíaco: 29 anos de Seguimento

Oswaldo Tadeu Greco, Augusto Cardinalli Neto, Adalberto Menezes Lorga Filho, Rinaldo Costa, Garzon SAC, Adalberto Menezes Lorga, R. A .Bogdan, F. Vidal, Roberto Vito Ardito

IMC - Instituto de Moléstias Cardiovasculares, São José do Rio Preto, Brazil

Introdução: A doença de Chagas é caracterizada como uma doença crônica com alteração histopatológica importante, linfomolonuclear multifocal, responsável por uma denervação autonômica, disfunção do nó-sinusal, bloqueios átrio-ventriculares, arritmias ventriculares complexas e morte súbita. Material e Métodos: Foram acompanhados 2.506 pacientes chagásicos com bloqueio átrioventricular por 29 anos de seguimento após implante de marcapasso cardíaco artificial. Destes pacientes, 43% eram do sexo feminino com idade média de 56,5 anos (variando entre 15 e 78 anos). Resultados: Foram analisados de acordo com sua idade, sexo e expectativa de vida. A taxa de sobrevida total pelo teste "log-rank" foi de 17,6% após 29 anos. Alguns pacientes morreram neste período e as causas mais freqüentes de morte foram a Insuficiência Cardíaca com 32% e a Morte Súbita com 41%. Os pacientes do sexo feminino tiveram uma taxa de sobrevida maior neste período (11%). Quando comparamos este grupo de chagásicos com um grupo de não-chagásicos após 20 anos, a curva de sobrevida "Kaplan-Meyer" é similar (p>0.001). Conclusões: Pacientes chagásicos do sexo masculino morrem mais que os do sexo feminino e a curva de sobrevida destes pacientes com bloqueio A-V total foi de 17.6% após 29 anos de acompanhamento.






16 - A Infusão Intrapericárdica de Triamcinolona Previne a Pericardite Associada ao Mapeamento e Ablação Epicárdica

André Luiz Buchele Dávila, Christopher Houghtaling, Paulo Gutierrez, Jeremy N. Ruskin, Vivek Y. Reddy

30% dos ptes submetidos a ablação epicárdica apresentam sinas de leve a intensa pericardite. Esse estudo avaliou o efeito da injeção intrapericárdica de triamcinolona (T) e acido hialurônico (AH) na prevenção da pericardite após instrumentação epicárdica. Métodos: 25 suínos de 34±4 Kg foram submetidos à punção pericardica transtoracica guiada por fluoroscopia com agulha de Touhy. Foi realizado mapeamento da superficie epicardica dos ventriculos por 1 hora com Carto e, ao final do mapeamento, aplicados 10 min de RF nas superficies epicardicas dos atrios. Os animais foram aleatoriamente subdivididos em 5 grupos: 1 - Controle; 2 - Grupo T 2mg/kg; 3 - Grupo T 0,5 mg/kg; 4 - AH de Alta Viscosidade e 5 - HA de Baixa Viscosidade. T foi injetada ao final do procedimento enquanto o AH foi injetado na dose de 10 cc antes do mapeamento e após a ablação. Os animais foram sacrificados apos 2 semanas para analise histologica do pericardio. A intensidade da pericardite foi classificada de acordo com a presença de aderências intra e extrapericardicas e a espessura do pericarido e intensidade da reação inflamatória. Resultados: Ocorreu hemopericardio após a punção pericardica em 12 animais, distribuidos entre os 5 grupos. Não houve diferença entre os grupos Controle e AH que apresentaram intensa pericardite. Entretanto, a infusão de 0,5 mg/kg de T previniu a pericardite em 2 animais e reduziu sua intensidade em outros 2. Não foi observado pericardite no grupo T 2mg/kg. A presença de hemopericardio não se associou a intensidade da pericardite. Conclusão: A infusão intrepericardica de 2 mg/kg de triamcinolona previne a pericardite que ocorre após a ablação epicardica em modelo animal.






17 - Doença de Chagas versus Doença Arterial Coronária. Uma Comparação entre Grupos de Pacientes, tratamento com Cardioversor-Desfibrilador.

Estudo Latino-Americano ICD-LABOR Oswaldo Tadeu Greco, José Carlos Pachón Mateos, R. Garillo, Oscar Oseroff, W. Reyes, R. Rabinovich, A. Ventura

IMC São José do Rio Preto-Brasil, Instituto Dante Pazzanesse-Brasil, Universidade Salvador, Hospital Castex , Casa de Galícia, Hospital Israelita, Cordis

Objetivo: A comparação da clínica e mortalidade da doença de Chagas (Ch) e doença arterial coronária (DAC) tratado com cardioversor-desfibrilador implantável (CDI). Material e Método: De Junho/1994 até Março/2003, estão envolvidos 111 investigadores clínicos de 56 centros médicos e 7 países da América Latina. E incluíram 456 pacientes (P) portadores de CDI Biotronik. Deste grupo, 176 P (38,6%) tem DAC e 123 P (27%) tem doença de Chagas (Ch). Resultados: As diferenças entre estes grupos foram avaliadas: Idade média DAC 63,8 anos e Ch 59,9 anos (p < 0,012) ; sexo feminino DAC 11,8%, CH 45,5% (p > < 0,01); FEVE DAC 32,5%, Ch 37,5% (p > < 0,035). Os modos avaliados dos pacientes no estudo foram como segue: morte súbita: DAC 29,6%, Ch 68,4% (p > < 0,022), sem morte súbita: DAC 70,4%, Ch 31,4% (p > < 0,008). Usando o modelo de regressão de Cox estabelecemos dois fatores de risco independentes de morte para DAC (FEVE e sexo). Nenhum fator de risco foi verificado para Ch. Durante as avaliações (26,9 mais ou menos 27,6 meses), a taxa de mortalidade geral e cardíaca foram similar para ambos os grupos. Conclusões: 1. Ch e DAC têm diferentes populações em termos de idade, sexo e FEVE e critérios de avaliação dos pacientes. 2. FEVE e sexo têm valor preditivo exclusivamente para DAC. 3. A mortalidade geral e cardíaca foram similar em ambos os grupos estudados. 4. O resultado de nossa análise sugere que não é conveniente indicar diretamente o implante de CDI.






18 - As Freqüências de Uso das Funções de Programação e de Diagnóstico dos Marcapassos estão Correlacionadas com o Benefício: Estudo Multicêntrico

Mauro Cosme Gomes de Andrade, J. Vasconcelos, R. Araújo, S. Melo, H. G. Nascimento, Eduardo Arrais Rocha, N. A. Rey H do Coração, MS; Soc Beneficente, MS; H São Lucas da PUC, RS;

H do Coração, RN; SOS Cardio de Florianópolis; H Prontocárdio, CE; Grupo H N Senhora da Conceição, RS

Introdução: Os marcapassos (MP) atuais oferecem uma gama completa de funções de programação que permitem ao médico ajustar o tratamento cardíaco para cada paciente individualmente. Objetivo: averiguar o processo de programação do MP na prática clínica habitual. Material e Método: 400 pacientes (P), em vários paises, que tiveram um MP Philos implantado serão monitorados por um período de 1 ano. Resultados: Os resultados da análise preliminar dos dados de 76 pacientes após 3 meses de acompanhamento mostram que as várias funções do MP foram ativadas com freqüência diferente, e uma correlação positiva significativa foi observada entre a freqüência de uso da função de programação e seu benefício (coef. correlação=0,89; p < 0,01). O seguinte resultado foi encontrado para a freqüência de uso das várias funções de diagnóstico do MP: a freqüência de uso variou entre 12-97% e também houve correlação positiva significativa com o benefício (coef. correlação=0,69; p < 0,01). Conclusão: Esses primeiros resultados verificados na análise preliminar de um pequeno grupo de P sugere que as funções de programação e estatística de um MP moderno diferem consideravelmente em seus usos e benefícios. Para otimizar o uso do MP na prática clínica, uma redução nas funções essenciais de programação e estatística pode ser considerada para as funções-padrão geralmente pré-ajustadas.






19 - Bloqueio Atrioventricular Total e Avançado Idiopático em Pacientes entre 20 a 40 anos: Envelhecimento Precoce do Sistema de Condução e/ou Prenúncio de Cardiopatias Futuras?

Mitermayer Reis Brtio, Carlos Eduardo S. Miranda, Rubens Nassar Darwich.

Hospital Prontocor / Socor - Belo Horizonte - MG

Fundamento: A maioria dos pacientes ( ptes ) com bradiarritmias sintomáticas que requerem o implante de marcapasso definitivo MP definitivo(IMPD) são idosos. Consequentemente, os adultos jovens na faixa etária entre 20 a 40 anos estão pouco representados nos estudos de resultados após o implante de MP. Objetivo: Definir as causas de doenças do sistema de condução e avaliar a sua evolução clínica. Material: Entre 03/93 a 11/02 foram estudados 11 ptes com bloqueio atrioventricular total e avançado (BAVTA) idiopático, com idade entre 20 a 40 anos, os quais foram submetidos ao IMPD, bicameral. Resultados: O ECG prévio ao IMPD era normal em 4 ptes. O distúrbio de condução do ramo esquerdo (DCRE) ocorreu em 63.3% dos ptes: hemibloqueio anterior esquerdo (HBAE) em 4 ptes, bloqueio completo de ramo esquerdo (BCRE) com desvio do eixo QRS para a esquerda em 2 ptes e bloqueio bifascicular (BRD + HBAE+BAV 2:1) em 1 pte. Somente um pt manteve-se em ritmo sinusal e os demais dependentes do MP. Todos os ptes foram submetidos a extensa investigação etiológica do BAVTA, sem ser evidenciado 1 causa específica. A evolução clínica de todos os pts foi benigna em um período de FU de 46.9 +- 5.6 meses. Conclusões: 1 - O BAVTA idiopático na faixa etária entre 20 a 40 anos é raro e o DCIV mais comum, prévio a instalação do BAVT, é o acometimento do ramo esquerdo do feixe de His, seja como o HBAE ou BCRE. 2 - Seria este subgrupo de ptes, uma vez instalado o BAVT, candidatos a estimulação biventricular ou somente do VE? Estudos futuros com maior número de ptes e com um período mais longo de FU poderão trazer informações adicionais sobre estes questionamentos.






20 - Taquicardia Incessante Atrioventricular Nodal Reentrante: Heterogenecidade dos Padrões de Condução das Vias Rápida e Lenta

Mitermayer Reis Brito, Carlos Eduardo S. Miranda, Cicero Azulay, Antonio A. Nascimento

Fundamento:As taquicardias (T) supraventriculares(TPSV) incessantes(I) são raras e merecem um cuidadoso mapeamento eletrofisiológico(MEEF) para a diferenciação dos tipos de TPSV e para o tto definitivo pela ablação por radiofrequência.(ARF) As T podem ter como origem 1 T atrial, uma T com de 1 via anômala(VA) e, uma T por reentrada no Nó AV (TRAVN). A mais freqüente TI dentre as TRNAV é a forma incomum ( rápida/lenta).Objetivo: descrever as características EEF destas T. Material e método: um pte do sexo masc (46a)- pte Nº1 e outra feminina (56a)- pte Nº2 c/ episódios freqüentes e prolongados de T. Ambos foram submetidos a EEF e ARF, que evidenciaram em ambos TRNAV A T típica representa 75-80%% das TRNAV, onde a condução anterógrada (CA) é por via lenta(VL) e a condução retrógrada (CR) por via rápida (VR) e com intervalo HA< 70 ms. A T tipo lenta/lenta constitui 10-13% das T, onde o intervalo AH>220ms e HA ? a 70 ms. A T tipo rápida/lenta-4% das TRNAV apresenta o intervalo AH 160ms. Resultados: No pte N.º 1 observou-se períodos de T por reentrada tipo rápida/lenta c/ intervalos AH=120ms, HA=280ms, alternando c/ T tipo lenta/rápida, intervalos AH=320ms ,HA=70ms, sugerindo CA por uma outra VL. No pte Nº2, ocorreu T por reentrada tipo rápida/lenta constante, c/ intervalos AH=100ms, HA=320ms Conclusões: 1- As TRNAV I são raras e estão em grande parte associadas a heterogenecidade das propriedades de condução das VR/L 2- A presença no mesmo pte de 2 prováveis VL e 1 VR é muito rara e pode predispor a apresentação I destas T 3- As T com intervalos VA longos exigem um MEEF detalhado para um adequado tto definitivo.






21 - Influência da Ortostase no Comportamento Funcional dos Grandes Vasos Arteriais. Uma nova Perspectiva no Entendimento da Adaptação Cardiovascular ao Ortostatismo e da Fisiopatologia da Síncope Vasovagal

Jorge Elias Neto, Guilherme Futuro, Luis Carlos Bevilacqua, Ricardo Kuniyoshi, Fernando Gomes, Nevelton Heringer Filho, Wercules Oliveira, Eduardo Alberto de Castro, José Geraldo Mill, Roberto Sá Cunha

Fundamento: A diminuição da complacência arterial relacionada ao envelhecimento e à hipertensão arterial encontra-se bem definida na postura supina. Entretanto não existem estudos clínicos avaliando o efeito dinâmico da ortostase na distensibilidade aórtica. Objetivo: Avaliar a influência da postura ortostática, comparando a postura supina, sobre a distensibilidade aórtica e a interferência da idade, pressão arterial (PA) e freqüência cardíaca (FC) sobre os grandes vasos durante o estresse gravitacional. Pacientes e métodos: Foram estudados 93 adultos (42±16 anos). A medida da velocidade de onda de pulso (VOP) carótida-femoral foi usada como índice de rigidez aórtica em três fases distintas: em decúbito supino (fase basal), durante teste de inclinação (TI) com 70º/20minutos (fase de pé), e após retorno ao decúbito supino (fase de recuperação). Simultaneamente à medida da VOP, realizaram-se medidas da PA e da FC em todas as fases do protocolo. Resultados: Observou-se um incremento significativo na VOP durante o TI (VOPp) quando comparadas a fase basal e a de recuperação (11,7±2,5m/s vs 10,1±2,3m/s e 9,5±2,0m/s, respectivamente; P < 0,001). A pressão arterial sistólica (r=0.55, r=0.46 e r=0.39 respectivamente; P < 0.001) e a idade (r=0.59, r=0.63 e r=0.39 respectivamente; P < 0.001) se correlacionaram com a VOP em todo as fases. A idade e a PAS foram definidas como os principais preditores independentes da VOPp respondendo por 49% da variância total durante o TI (r2 = 0,490). Uma correlação negativa foi observada entre a VOP e a FC durante o TI (r2 =- 0,13; P < 0,001) a qual não esteve presente na fase basal. Conclusões: Os indivíduos estudados apresentaram uma elevação da VOP durante a postura ortostática, a qual foi influenciada, de forma positiva, pela idade e pela PAS e negativamente pela FC. Esse padrão de resposta dinâmica da VOP, durante a mudança para a postura ortostática,, pode ser explicada pelo aumento da pressão hidrostática em nível da aorta abdominal, a qual apresenta um menor raio e um maior módulo elástico, gerando uma aceleração da onda de pulso. Considerando que esta resposta leve a uma antecipação do componente refletido da onda de pulso central, durante a postura ortostática, podemos especular que este mecanismo tenha um papel fundamental na adaptação cardiovascular ao ortostatismo, bem como na fisiopatologia da síncope vasovagal.






22 - Comportamento Dinâmico da Complacência Aórtica Associado a Mudança de Postura: Efeito do Sexo e Implicações na Fisiopatologia da Síncope Vasovagal

Jorge Elias Neto, Guilherme Futuro, Luis Carlos Bevilacqua, Ricardo Kuniyoshi, Fernando Gomes, Nevelton Heringer Filho, Wercules Oliveira, Eduardo Alberto de Castro, José Geraldo Mill, Roberto Sá Cunha

Fundamento: Encontra-se bem estabelecida uma maior prevalência de síncope vasovagal e intolerância ortostática em jovens do sexo feminino. A análise do comportamento funcional das grandes artérias, durante a ortostase, poderia colaborar no entendimento da fisiopatologia da síncope e sua maior incidência neste sexo. Objetivo: Investigar o comportamento da distensibilidade aórtica durante o estresse gravitacional, bem como o padrão de resposta e a influência das variáveis antropométricas e hemodinâmicas sobre as grandes artérias considerando a influência do sexo. Pacientes e Métodos: Foram estudados 40 adultos jovens normais, sem antecedentes de síncope, divididos em dois grupos, de acordo com o sexo, sendo 12 indivíduos do sexo masculino (24±6 anos) (GI) e 28 indivíduos do sexo feminino (24±7 anos) (GII). Foi usada a medida da velocidade de onda de pulso (VOP) carótida-femoral como índice de rigidez aórtica em três fases distintas: em decúbito supino (fase basal), durante teste de inclinação (TI), utilizando inclinação em 70º/20 minutos (fase de pé), e após retorno ao decúbito supino (fase de recuperação). Simultaneamente à medida da VOP, realizaram-se medidas da pressão arterial e da freqüência cardíaca em todas as fases do protocolo. Resultados: O GI apresentou níveis basais da pressão arterial sistólica (PAS) mais elevados (127±9 mmHg vs 113±12 mmHg; P. Conclusão: Em ambos os grupos identificaram-se uma elevação da VOP durante a postura ortostática. Todavia observou-se uma elevação mais significativa da VOP no GI. A observação de um incremento significativamente inferior na VOPp, e o conseqüente retardo no retorno do componente refletido na onda de pulso, em comparação ao sexo masculino, pode traduzir a existência de características anatomo-funcionais distintas entre os sexos, em nível dos grandes vasos, que podem interferir no padrão de resposta a ortostase e consequente maior predomínio de síncope em jovens do sexo feminino.






23 - Utilização do Mapa de Poincaré na Avaliação da Modulação Autonômica Cardíaca antes e depois de Episódios de Taquicardia Ventricular não-sustentada em Portadores de Cardiopatia Chagásica Crônica

Rosana Maria Silva de Oliveira, Paulo César de Jesus, Luiz Fernando Junqueira Júnior

Trata-se de um estudo retrospectivo onde foram analisados 21 episódios de taquicardia ventricular não sustentada (TVNS) em 17 portadores de cardiopatia chagásica crônica, com disfunção autonômica basal, submetidos a monitorização ambulatorial de 24 horas (Holter). O objetivo foi avaliar e comparar a função autonômica cardíaca, utilizando um método não-linear de análise da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) denominado mapa de Póincaré. Feito análise em 3 situações funcionais: um período de 5 minutos escolhido de forma casual e não probabilística, um período de 5 minutos imediatamente antes e outro de igual duração imediatamente depois dos episódios de TVNS. Para análise estatística foram utilizados testes não-paramétricos (Mann-Whitney e Wilcoxon). A diferença estatística foi considerada significante com p < 0,05. Como resultado foi observado que não houve diferença estatística significante quando se comparou o momento casual com o momento imediatamente antes dos episódios de TVNS. Houve diminuição nas medianas dos índices SD2 e área da elipse (p=0,02 e 0,04, respectivamente) quando se comparou o momento antes com o depois dos episódios. Conclusão: O mapa de Poincaré tem vantagens em relação ao método tradicional de mensuração da VFC por não depender da estacionariedade do traçado. No presente estudo não houve alteração na modulação autonômica antes dos episódios de TVNS e foi observada uma alteração da já existente disfunção autonômica cardíaca expressa por aumento da atividade simpática e/ou redução da atividade parassimpática depois dos episódios de TVNS, entretanto não se pode concluir se esta alteração é causa ou conseqüência do fenômeno arrítmico.






24 - Relevância do Contexto Clínico nas Características de Apresentação da Taquicardia Ventricular à Monitorização Dinâmica dos Cardiopatas Chagásicos

Rose Mary Ferreira Lisboa da Silva, Ana Ludimila E. Cancela, Rodrigo S. Marinho, Antonio L P Ribeiro, Manuel O. C. Rocha

Dada a importânica da prevenção primária da morte súbita, o contexto clínico e as características da taquicardia ventricular (TV) podem ser relevantes para identificar os pacientes (pts) de risco. Objetivo: Analisar a associação entre as variáveis clínicas e as características específicas da TV na cardiopatia chagásica crônica (CCC). Casuística e Métodos: Foram estudados 53 pts com CCC e TV (> 4 episódios e/ou > 10 batimentos/episódio) detectada ao Holter (24 h, 3 canais). A idade (Id) média foi de 49.8 anos e 23 pts eram do sexo masculino (SM). A fração de ejeção média (FE) foi de 0.46. O bloqueio de ramo (BR) direito estava presente em 28 pts e de ramo esquerdo em 3. Durante o exame, 29 pts relataram sintomas [14 com pré-síncope/síncope (S)] c/ correlação (C+) em 7 pts. Resultados: CF: média do ciclo de frequência máximo/min; Mono: pts c/ TV monomórfica; AS: anormalidade segmentar; *p < 0.05. Houve correlação direta entre nTV e o número de extra-sístoles ventriculares. Conclusões: A Id, a história de S, presença de BR, AS e C+ não influenciaram as características da TV. Pts c/ FE < 40% apresentaram maior CFTV e pts c/ maior densidade ventricular nTV maior. A TV Mono predominou no SM.








25 - Seria o Dímero D Normal Excludente da Presença de Trombos Atriais em Pacientes com Fibrilação Atrial Crônica?

Filipe Moura Moreira, Thiago R Rodrigues

Hospitais Socor e Felício Rocho - BH/MG

Fundamentos: Os produtos de degradação da fibrina - D Dímero - ( DD ) têm sido utilizados como marcadores de trombogênese em pacientes (pts) com embolia pulmonar e trombose venosa profunda (Kelly,2002). É possível que o valor preditivo negativo do DD normal seja elevado para afastar a presença de trombos atriais ( TA ) na fibrilação atrial crônica ( FAC ). Objetivo: Avaliar a relação entre a presença de TA em ptes com FAC detectados pelo ecotransesofágico ( ETE ) e a dosagem sérica de DD pelo método ELSA. Metodologia: Selecionou-se 30 pts cardiopatas em FAC, 18 homens, idade média de 59,4 anos, que foram submetidos ao ETE. No dia do ETE procedeu-se a dosagem de DD segundo o método ELFA - Enzyme Linked Fluorescent Assay ( Referência 68 a 400 ng/ml ). Correlacionou-se o valor do DD com a presença ou não de TA. Resultados: Dos 30 pts, em 5 detectou-se a presença de TA e em 25 pts ela foi negativa. Nos 5 pts com TA o valor sérico da média do DD foi de 1.275 ng/ml ( DP 133,1) enquanto que nos 25 pts sem TA o valor médio do DD foi de 342,3 ng/ml ( DP 142,6 ) - p < 0,001 ( IC 95% e IE 0,05), sendo que destes, somente em 6 pts o valor foi superior ao de referência. Considerando o ETE como "padrão-ouro" para detecção de TA, nossos resultados demonstraram um número de falsos negativos de 0% ( valor preditivo negativo de 100% do DD para presença de TA ) com um número de falsos positivos próximo a 30%. Conclusão: 1- É promissor a utilização do DD como marcardor de TA em pts com FAC. 2 - Em 30% dos pts em FAC sem TAs ao ETE, havia sinais séricos de fibrinólise elevada ( DD > 400 ng/ml). Possivelmente trombos menores que 2 mm elevem o valor do DD antes de serem visiveis ao ETE.






26 - Terapia da Síncope por Hipersensibilidade do Seio Carotídeo: Marcapasso ou Medicamento?

Filipe Moura Moreira

Hospital Socor - BH - MG

Fundamentos: Pacientes (pts) portadores de síncope por hipersensibilidade do seio carotídeo (HSC) apresentam em sua grande maioria mecanismo misto (cardioinibitório e vasodepressor) causador dos sintomas (Benditt, 1995). Tem se observado resultados satisfatórios no tratamento de síncopes neuromediadas com drogas inibidoras da recaptação da serotonina (Di Girolamo, 1999). Relapsos de síncope nos portadores de HSC em que se indicou marcapasso (MP) são muito inconvenientes. Objetivo: Avaliar a resposta terapêutica da HSC com uso de paroxetina independentemente de seu mecanismo principal. Métodos: Estudo prospectivo em amostra por tipicidade de 13 pts masculinos com idade média de 71 anos portadores de HSC que tinham uma média mensal de 1,4 síncopes ou pré síncopes bastante limitantes que usaram paroxetina na dose de 20 mg dia por 90 dias. A confirmação diagnóstica da HSC era realizada por massagem do seio carotídeo (MSC) segundo protocolo de Weiss and Baker (1933) após estímulo postural em Tilt, ocasião em que os pts confirmaram a similaridade dos sintomas. Foram repetidas MSC quinzenais durante o "follow up". Resultados: No 55º dia de acompanhamento um pt relapsou a síncope levando ao implante de MP DDDR com "rate-drop response" (RDR) programado em Tilt. Os outros 12 pts permaneceram assintomáticos durante os 90 dias e nenhum deles apresentou HSC durante as MSC do protocolo. O pt que relapsou no 55º dia recorreu sua síncope 4 dias após o implante do MP. Conclusão: 1- A paroxetina foi bastante eficaz na remissão dos sintomas e no aumento do limiar de tolerabilidade à MSC; 2- O uso de MP com RDR falhou no tratamento da síncope.






27 - Avaliação Ergoespirométrica de Pacientes com Marcapasso Dupla-Câmara com e sem o Sensor de Estimulação de Malha Fechada (CLS)

Antonio da Silva Menezes Júnior, Humberto Graner Moreira, Murilo Tavares Daher, Cristiane Metran Nascente

Introdução: O sensor de malha fechada CLS integra o marcapasso ao sistema de regulação cardiocirculatória do paciente, permitindo variações da freqüência cardíaca (FC) diante de stress físico. Objetivos: Avaliar o desempenho físico e a capacidade cardiorrespiratória de pacientes com sensor de estimulação cardíaca CLS. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, cruzado, duplo-cego. Os pacientes foram randomizados em dois grupos, baseados na programação do modo de estimulação: DDD e DDD-CLS. Após 2 meses foi feita a primeira avaliação, na qual foi realizado teste ergoespirométrico. Em seguida os pacientes foram cruzados e 2 meses depois uma nova avaliação foi realizada. A análise estatística foi realizada utilizando Teste T de Student para comparação entre os grupos (alfa=5%, IC=95%). Resultados: Foram avaliados 50 pacientes, 54% masculino e média de idade de 62±8 anos. Os pacientes com programação DDD-CLS demonstraram melhora significativa quando se comparou os índices de capacidade cardiorrespiratória obtidos através da Ergoespirometria. Houve uma diminuição do déficit cronotrópico (p=0,001) e uma melhora significativa Débito Cardíaco (p=0,018), MET máximo (p=0,032), VO2max (ml/kg.min) (p=0,004) e Consumo Miocárdico de O2 - MVO2 (p=0,007) em favor dos pacientes com sensor CLS. Além disso, os pacientes com CLS atingiram um nível de esforço maior (em km/h a 10% de inclinação) quando comparados com DDD (p=0,01). Conclusões: A estimulação com sensor CLS provê uma variação pronunciada da FC, aproximando-se da resposta fisiológica normal ao exercício e, com isso, melhorando não só a resistência ao esforço máximo como também a capacidade cardiorrespiratória.






28 - Sinus Rhythm (SR) 2 Years after Electrical Cardioversion (ECV) of Patients with Atrial Fibrillation (AF). Treatment and Risk Factors for Relapse

Steen Juul-möller, S Juul-Möller, MD, PhD

University Hospital, Malmö, Sweden

Methods: 609 consecutive patients referred for ECV were randomised to amiodarone treatment (3 weeks prior and 3 months after ECV followed by metoprolol treatment) or metoprolol only (1 week prior and during follow-up) and followed for a maximum of 2 years (368 patients). Pats were included independent of age, concomitant cardiac diseases or duration of AF. Results: Long duration (> 12 months) of AF was a negative prognostic factor for sinus rhythm (SR) during f-u. But neither age, clinical heart failure, atrial diameter, LVEF, hypertension nor valve disease carried negative prognostic information concerning relapse into AF. 75% of the patients regained SR after ECV. Of these had 48% SR after 12 months and 40% SR after 24 months. Patients treated with metoprolol had significantly better survival in SR than patients treated with amiodarone (p=0,006). Conclusions: Most of the traditional risk factors for relapse to AF after ECV showed to be valid in a rather unselected population of AF patients. Also, metoprolol seems to be effective in keeping SR after ECV.






29 - Single Sheath Lead Extraction - As Effective as Laser?

Eivind S. Platou, Magnus Heldal

Centre for Arrhythmias, Ullevål University Hospital

Our centre is serving most of the country of Norway for pacemaker and ICD lead extractions. We have adopted a single sheath technique (originally devised by Dr. Bongiorni, Pisa), which we believe is more effective and gentle than the original double sheath technique. Material and Methods: Since we started the service in 1997, we have treated 102 patients, median age 66 years (range 7-97 years), with 165 leads. Seventy-eight percent of the extractions were performed on infections, the rest were elective. Median age of all leads is 7 years (range 0,1-25 years). Median age for leads extracted by traction alone is one year (range 0,1-9 years). Median age of leads extracted by single sheath technique is 9,5 years, range 0,3-25 years. The single sheath technique was used in 68% of extractions, traction alone 23%, i.v. "fishing" 4% and double sheath technique in 5%. We start with a gentle traction and then proceed to single sheath technique after applying a locking wire (Spectranetics or Cook). The sheath is mounted with a Cook Pin Vise and is gently pushed down the lead with rapid rotation. Results: Complete success has been achieved in 96% of the lead extractions and clinical success has been achieved in 97%. The last 89 leads were extracted completely. Median "sheath-time" is 12 min., range 1-195 min. We have used Cook's Electrosurgical Dissection system once in a difficult ICD lead extraction. Conclusion: The single sheath technique appears to be effective and gentle with 100% success for the last 89 patients (incl. 3 ICD leads). The technique appears to be at least as rapid and effective as laser extraction. Serious complications to the single sheath technique are uncommon.






30 - Uso da Polissonografia com Análise da Variabilidade da Frequência Cardíaca na Síncope Neurocardiogênica

Fatima Dumas Cintra, Dalva Poyares, Angela Y Matsui, Denise M. Araujo, Guilherme Demarchi, Angelo A V de Paola.

Introdução: O sono REM é um estado onde ocorre uma modulação autonômica especial. O objetivo é determinar alterações no sistema nervoso autônomo que pudessem refletir em uma maior susceptibilidade ao desencadeamento do reflexo vasovagal, em pacientes com síncope neurocadiogênica(SNC). Materiais e Métodos: Foram estudados 37 pacientes e 16 controles. Foi realizada a polissonografia (PLS), com monitorização pelo sistema holter. A análise da variabilidade foi foi realizada:1) domínio do tempo nas 24 horas;2) domínio da frequência em 2 intervalos de 5 minutos correspondentes ao maior sono REM e NÃO REM. O índice de variação simpática (IVS) foi definido como: LF REM - LF NÃO REM. Resultados: A análise nas 24 horas não mostrou diferença. A análise durante o sono encontra-se na tabela abaixo. Conclusão: A PLS com análise da variabilidade da FC mostra supressão simpática em pacientes com SNC.








31 - Escore de Risco de RASSI para Predição de Mortalidade a Longo Prazo na Cardiopatia Chagásica Crônica (CCC)

Anis Rassi Junior, Anis Rassi, Sérgio Gabriel Rassi, Alexandre Gabriel Rassi, Gustavo Gabriel Rassi, Maurício Ibrahim Scanavacca

Este estudo de coorte prospectivo teve como objetivos avaliar o valor prognóstico de parâmetros demográficos, clínicos e laboratoriais sobre a mortalidade na CCC e descrever escore de risco a partir da combinação de variáveis com significado prognóstico independente. Casuística e métodos: Entre 1986 e 1991, 424 pac. consecutivos foram submetidos à avaliação clínica e laboratorial (ECG, R-x tórax, Holter de 24h, Var. FC, teste ergométrico e ecocardiograma) e seguidos até o óbito ou até a data da última avaliação (1997 e 1998). O desfecho primário foi morte por todas as causas e a análise de sobrevida baseou-se nas curvas atuariais de Kaplan-Meier e nos modelos uni e multivariável de Cox. Resultados: Após tempo de acompanhamento médio de 7,9±3,2 anos foram observados 130 (30,7%) óbitos, a maioria (81 ou 62%) subitamente. Análise de Cox identificou 6 preditores independentes de mortalidade: sexo masculino (HR=1,76; p=0,03), classe funcional III/IV da NYHA (HR=2,37; p=0,006), baixa voltagem de QRS no ECG (HR=1,92; p=0,04), cardiomegalia no R-x de tórax (HR=2,07; p=0,017), déficit contrátil de VE no eco (HR=2,27; p=0,006) e TVNS no Holter (HR=2,41; p=0,01). A utilização de escore de risco calculado a partir da soma aritmética de pontos atribuídos a esses seis fatores, com base em seus hazard ratios e nas curvas de Kaplan-Meier (0 ponto para a ausência do fator de risco, 1 ponto para sexo masculino e baixa voltagem de QRS, e 2 pontos para as demais variáveis) permitiu classificar os pacientes em subgrupos de baixo (0-3 pontos), médio (4-5 pontos) e alto risco (6-10 pontos), com taxas atuariais de sobrevida de 90%, 59% e 16% após 10 anos de acompanhamento, respectivamente.






32 - Implante Pediátrico de Cardioversor-Desfibrilador pela Via Transtorácica Transatrial

Roberto Costa, Martino Martinelli Filho, Kátia Regina da Silva, Elisabeth Sartori Crevelari, Wagner Tetsuji Tamaki, José Carlos Tavares da Costa Jr., Sérgio Almeida de Oliveira

Introdução: O uso de cardioversor-desfibrilador implantável (CDI) em crianças é raro, não havendo sistemas projetados com essa finalidade. Objetivo: Relatar o uso de técnica transtorácica transatrial para implante de CDI em lactente e propor sua utilização nos implantes pediátricos. Relato do caso: C.S., sexo feminino, 23 meses de idade, apresentou três episódios de parada cardiorrespiratória por fibrilação ventricular, devidos à Síndrome do QT longo congênito, todos revertidos por manobras convencionais de ressuscitação cardiopulmonar e desfibrilação transtorácica externa. Recebeu indicação de implante de CDI e de estimulação cardíaca como coadjuvantes para o uso de beta-bloqueador. Técnica operatória: Sob anestesia geral foi realizada toracotomia ântero-lateral direita, pericardiotomia longitudinal. Através de bolsa no átrio direito, foi introduzido o cabo-eletrodo ST Jude 1580 na cavidade atrial direita. Sob fluoroscopia o cabo, de fixação ativa, foi implantado no ápex do ventrículo direito. A seguir, um outro cabo-eletrodo, Medtronic 4968, epicárdico bipolar, foi implantado na superfície da parede lateral do átrio direito. Após tunelização dos cabos para o flanco direito, o gerador de pulsos St Jude V240 foi implantado em loja submuscular. O teste intra-operatório mostrou capacidade de detecção da fibrilação ventricular e desfibrilação com 15 joules. Conclusão: A abordagem transatrial mostrou-se uma boa opção para o implante de CDI em crianças de baixo peso permitindo, inclusive, o implante de sistemas atrioventriculares.






33 - Fatores de Risco para Mortalidade de Crianças Submetidas a Implante de Marcapasso Transvenoso Permanente

Roberto Costa, Martino Martinelli Filho, Wagner Tetsuji Tamaki, Elizabeth Sartori Crevelari, Silvana A D Nishioka, Anísio A A Pedrosa, Luiz Felipe P Moreira, Sérgio Almeida Oliveira

Introdução: Não foram descritos até o momento fatores de risco para mortalidade de crianças portadoras de marcapasso cardíaco artificial permanente. Objetivos: Avaliar a taxa de sobrevivência e os fatores de risco para a mortalidade em crianças submetidas a implantes transvenosos. Material e Métodos: De 1981 a 2000, 99 crianças foram submetidas a implante de marcapasso endocárdico pela veia femoral e seguidas prospectivamente. A idade variou de um dia a 13 anos (mediana = 3 anos). A etiologia da bradicardia foi congênita em 39, trauma cirúrgico em 54 e outras causas em seis pacientes. Foram avaliados os fatores de risco para a mortalidade (idade no momento do implante; sexo; etiologia do distúrbio da condução; insuficiência cardíaca grave; bloqueio atrioventricular avançado; arritmia grave; silhueta cardíaca; presença de defeito ou prótese intracardíacos) por testes uni e multivariados (Fisher, "t" de Student e Cox) e por curvas de sobrevida (Kaplan-Meier e teste de log-rank), com significância para p < 0,05. Resultados: O seguimento médio de 7,1 ± 5,3 anos mostrou 18 óbitos por: insuficiência cardíaca terminal (5); infecção (5); morte súbita (2) ou outras causas (6). A sobrevida atuarial foi de 85%, 79,5% e de 74,2% aos cinco, 10 e 15 anos, respectivamente. Foram identificados fatores de risco independentes para mortalidade: a presença de defeitos ou próteses intracardíacos (p=0,0001), a idade (p=0,028) e o tamanho da silhueta cardíaca (p=0,035). Conclusões: Defeitos ou próteses intracardíacos, menor idade no momento do implante e área cardíaca aumentada são fatores de risco determinantes para a mortalidade em crianças portadoras de marcapasso transfemoral.






34 - Marcapasso Permanente pela Via Transfemoral em Crianças: Resultados Tardios

Roberto Costa, Martino Martinelli Filho, Wagner Tetsuji Tamaki, Elizabeth Sartori Crevelari, Silvana A D Nishioka, Anísio A A Pedrosa, Luiz Felipe P Moreira, Sérgio Almeida Oliveira

Introdução: A dificuldade de se compatibilizar sistemas de estimulação às reduzidas dimensões da parede torácica e do calibre das veias tem favorecido os implantes epimiocárdicos em crianças. Objetivo: Propor o uso da veia femoral para o implante de marcapasso em crianças e avaliar sua evolução. Métodos: No período de 1981 a 2000, 99 crianças foram seguidas prospectivamente. A idade variou de 1 dia a 13 anos (mediana = 3 anos). Sistemas unicamerais foram implantados em 92% dos pacientes. Sob anestesia geral, o(s) cabo(s)-eletrodo(s) foram implantados pela veia femoral, sendo mantida alça de eletrodo no átrio direito. O gerador de pulsos foi alojado na fossa ilíaca. Foram analisados a incidência de complicações, a duração dos sistemas, as causas de retirada e o número de reoperações necessárias por meio de testes uni e multivariados ("t" de Student, exato de Fisher e proporcional de Cox) e pelas curvas livres de eventos (Kaplan-Meier e log-rank) com significância para p < 0,05. Resultados: O seguimento máximo foi de 18,2 (média = 5,3 ± 5,0 anos). O tempo médio de utilização dos cabos-eletrodos transfemorais foi de 48,9 ± 44,0 meses e a retirada do sistema foi motivada por: falha na função de estimulação em cinco casos, infecção em oito e causas eletivas em nove. A expectativa de utilização dos cabos-eletrodos foi de 87,6% aos dois anos, de 73,8% aos cinco, e de 31,8% após 10 anos de acompanhamento. Para a manutenção dos sistemas foram necessárias 105 reoperações, uma a cada seis anos, em média. Conclusão: Os implantes transfemorais, utilizados em crianças de todas as idades, apresentaram excelente desempenho e durabilidade, com baixos índices de complicações.






35 - Aspectos Psicológicos do Paciente Submetido ao Cardioversor- Desfibrilador Implantável

Marcelo Jose Ferreira Soares, Antonio Carlos Brandi, Carlos Alberto Santos, Osvaldo Tadeu Grecco, Augusto Cardinalli Neto, Cristiane Maia Waeteman, Josiani Merlotto

A adoção do modelo biopsicossocial em saúde levou a uma crescente preocupação com o impacto da doença sobre o funcionamento global do paciente e a associação entre doença crônica e sofrimento emocional tem sido extensamente estudada. Pacientes com arritmias cardíacas podem ser hoje tratados com novos procedimentos, que impedem a morte súbita. Entretanto, alguns destes procedimentos podem ser considerados estressores importantes, tanto do ponto de vista físico como psicológico, prejudicando a qualidade de vida do paciente e familiares. Objetivo: Descrever os procedimentos de orientação frente às reações emocionais de pacientes portadores de arritmia cardíaca utilizando cardioversor desfibrilador implantável. Método: Pacientes atendidos no departamento de cardiologia de um hospital escola e que necessitam do implante de um cardioversor desfibrilador, recebem orientação da psicóloga que atua na área de cardiologia. Entrevistas são realizadas com o paciente e familiares antes e após o implante, no retorno para consulta médica de rotina. Resultados: Aspectos abordados durante a orientação psicológica incluem alterações no estilo de vida e riscos após o implante. Manuais de orientação sobre os procedimentos são disponibilizados ao paciente, além das orientações fornecidas pela equipe. Conclusões: Alterações na qualidade de vida, auto-estima e sofrimento emocional são observados nestes pacientes.Estudo avaliando impacto do procedimento sobre a qualidade de vida e o sofrimento emocional dos pacientes e familiares, bem como estratégias de enfrentamento encontra-se em andamento na unidade.






36 - Taquicardia Supraventricular Distinta em Crianças: por Vias Anômalas Epicárdicas com Condução Retrógrada Lenta

Maria Zildany Pinheiro Távora, Niraj Mehta, Déborah L. Smith, Hélio Germiniani, Marcos Medeiros, Rubens Z. Darwich, Marcelo S. Freitas, Costantino Costantini

Objetivo: Descrever um tipo distinto de taquicardia supraventriculares (TSV) por via anômala epicárdica, de condução retrógrada lenta, observada em crianças. Pacientes e Métodos: Foram incluídos neste estudo 4 pacientes (pts) consecutivos que foram submetidos à ablação de TSV. Resultados: Durante a TSV observou-se intervalo ventrículo-atrial (VA) longo, semelhante ao atrioventricular (tabela). Em 2 pts a atividade atrial retrógrada mais precoce era observada pelo seio coronário (SC) médio e nos demais pelo SC proximal. Obteve-se antecipação do átrio com o emprego de um extra-estímulo no His refratário:pelo ventrículo esquerdo em 2 pts e pelo direito em um pt. Um pt tinha pré-excitação ventricular. Em 2 pts, após ablação por radiofreqüência em SC médio, foi induzida outra TSV com ciclo mais rápido, eliminada em SC póstero-septal (PS). Nos outros 2 pts, a ablação foi realizada somente na região PS do SC. Conclusões: 1. Vias anômalas epicárdicas em crianças podem apresentar condução retrograda lenta durante a taquicardia, mimetizando uma taquicardia atrial. 2. Estas vias representam um tipo de feixe anômalo distinto dos descritos na literatura.








37 - Limiar Agudo de Desfibrilação em 13 Cardio-Desfibriladores Transvenosos Implantados no Hemitórax Direito

Sylton Arruda de Melo, Flávio Oliveira, Laurino Rosado Maia, Antônio Bahia

Introdução: O cardio-desfibrilador implantável (CDI) é rotineiramente posicionado no hemitórax esquerdo porque proporciona baixos limiares de desfibrilação, entretanto, algumas situações determinam o implante do CDI no hemitórax direito, o que pode resultar em altos limiares de desfibrilação. Objetivo: Avaliar o limiar agudo de desfibrilação nos pacientes com CDI posicionado à direita. Material e Métodos: Entre fevereiro de 2000 e junho de 2003, 13 pacientes realizaram implante do CDI, com duplo coil, no hemitórax direito, 10 do sexo masculino, 9 em uso de amiodarona e com idade média de 57 anos (variando de 22 a 84). A miocardiopatia isquêmica era a cardiopatia de base em 4 pacientes e não-isquêmica em 9 pacientes. Resultados: O limiar agudo de desfibrilação nos CDI implantados à direita foi 11,9 ± 2,43 J, e não foi influenciado pela cardiopatia de base (p=0,27) ou uso de amiodarona (p=0,30). Conclusão: O baixo limiar agudo de desfibrilação sugere que o implante do CDI, transvenoso, com duplo coil, implantados no hemitórax direito é uma alternativa segura e eficaz.






38 - Taquicardia Juncional não Reentrante em Indivíduos Sadios Pode Ser Eliminada pela Ablação por Radiofrequencia na Região da Via Lenta?

Niraj Mehta, Maria Zildany P. Távora, Débora Lee Smith, Hélio Germiniani, Marcos Bubna, Marcos Medeiros, Marcelo S. Freitas, Rubens Z. Darwich, Maria do Rocio Oliveira, Costantino Costantini

Objetivos: Descrever os resultados da ablação da taquicardia juncional (TJ) não reentante, pela técnica de ablação da via lenta. Material e Métodos: De um total de 1070 pts consecutivos submetidos à estudo eletrofisiológico (EEF) no Serviço de Eletrofisiologia Cardíaca do Paraná, observou-se que quatro deles eram portadores de TJ não reentrante sintomática (duas crianças com 7 e 12 anos e dois adultos com 38 e 45 anos). Estes foram submetidos ao EEF e ablação por radiofreqüência (RF) de forma convencional com controle de temperatura até 60º. Resultados: As taquicardias observadas nesta série apresentavam indução espontânea com ciclos relativamente lento (sem diferenças entre adultos e crianças no momento da indução) e lentificação progressiva até assumir o ritmo sinusal. Em todos pts foi realizada ablação da TJ não reentrante na região da via lenta com aparecimento de ritmo juncional (tabela). Posteriormente, a taquicardia não foi mais indutível (mesmo com infusão de isoproterenol) e os pacientes evoluíram assintomáticos. Conclusão: A TJ não reentrante pode ser eliminada com aplicação de RF na região da via lenta, trazendo alívio sintomático para os portadores desta entidade.








39 - Análise Comparativa da Eficácia do Tratamento não Farmacológico entre Pacientes com Resposta Vasovagal e a Síndrome da Taquicardia Postural Ortostática ao Teste de Inclinação

Maria Zildany Pinheiro Távora, Niraj Mehta, Debora L. Smith, Rodrigo S. Krüger, Dalton Précoma, Murilo G. Bittencourt, Paulo R. Marquetti, Miguel I. H. Sobrinho, Hélio Germiniani, Claudio L.P. Cunha

Objetivo: Análise comparativa da resposta ao tratamento não farmacológico (TNF) entre os pacientes (pts) que apresentaram a síndrome da taquicardia postural ortostática (SPOT) versus àqueles que apresentaram resposta vasovagal (RVV) ao teste de inclinação (tilt teste). Métodos: Foram incluídos 40 pacientes (pts) que ao serem submetidos ao tilt teste no Hospital de Clínicas, para investigação de síncope (23 pts) ou pré-síncope (7 pts), apresentaram SPOT com ou sem RVV (16 pts) ou RVV isolada (24 pts). O teste foi realizado com inclinação a 70º, basal por 45 min ou 30 min e sensibilizado com isoproterenol ou nitroglicerina sublingual quando negativo. Todos os pts foram acompanhados por pelo menos 3 meses com TNF: aumento da ingesta de líquidos e sal, dormir com a cabeceira elevada e orientação de como abortar a crise. Foi introduzido beta-bloqueador e/ou fludrocortisona e/ou fluoxetina nos pts sem resposta ao TNF. Resultados: 75% dos pts no grupo com SPOT versus 50% no grupo com RVV responderam ao TNF, mas a diferença não foi significante. O teste estatísitico utilizado foi o exato de Fisher. Conclusões: 1. Apesar do grupo com STOP apresentar melhor resposta ao TNF que o grupo com RVV, a diferença não foi significante. 2. Em ambos os grupos, observou-se melhora de pelo menos 50% com o TNF, podendo este ser introduzido sempre antes do tratamento farmacológico em ambos os grupos.








40 - Intolerância Ortostática em Portadores de Fibrilação Atrial Paroxística Isolada

Maria Zildany Pinheiro Távora, Niraj Mehta, Debora L. Smith, Hélio Germiniani, Paulo R. Marquetti, Luciana Cunha, Murilo G. Bitencourt, Admar M. Souza, Claudio L. P. da Cunha, Marcos Bubna, Costantini Costantino

Objetivo: Avaliar a resposta ao tilt teste basal e sensibilizado com nitroglicerina sublingual em pacientes portadores de fibrilação atrial (FA) paroxística. A intolerância ortostática pode se manifestar desde uma reação vasovagal (VV) até a síndrome da taquicardia postural ortostática. A FA pode ser uma das manifestações clínicas dessa entidade. Métodos: Foram incluídos 17 pacientes (pts), 9 femininos, com idade média de 63,55 anos (43 e 78 anos), portadores de FA paroxística documentada e função ventricular sistólica preservada. Quatro pts apresentavam sintomas de tontura e 11 pts de palpitação. Síncope era manifestação em apenas dois pts. Todos pts foram submetidos a: ECG, Holter de 24 horas, ecocardiograma e tilt teste. Este foi realizado com inclinação de 70º, com duração de 45 minutos basal e 15 min após sensibilizado com nitroglicerina sublingual (0,4 mg) quando negativo na fase basal. Resultados: Dez (58,8%) apresentaram resposta alterada na fase basal: reação VV em 5 pts e hipotensão postural progressiva (queda de pelo menos 30 mm Hg de PAS) em 5 pts. Destes, 4 evoluíram para reação VV quando sensibilizados. Os demais 7 pts apresentaram alteração da PA somente quando sensibilizados, caracaterizada por reação VV. Dez dos 12 pts com resposta VV após sensibilização observou-se queda progressiva da PA sistólica e diastólica precedendo a síncope, enquanto em 4 dos pts com resposta VV basal, esta foi abrupta. Somente um pt (5,8%) não apresentou reação VV. Conclusão: 1. A maioria dos pts apresentaram quadro de intolerânica ortostática ao tilt teste (58,8% em condições basais), podendo este ser um possível fator desencadeador de FA em pts sem cardiopatia estrutural.






41 - Ablação de Taquicardia por Reentrada Nodal com Aplicações de Radiofreqüência de Curta Duração

Adalberto Menezes Lorga Filho, Adalberto Lorga, Ana Paula S. B. Leal, Alex T. F. Luchiari, Patrícia P. Simão, Augusto Cardinalli Neto, Elaine M. da Silva, Ariane C. M. Benites , Ricardo B. de Lucca

Introdução: Habitualmente utilizem-se aplicações de radiofreqüência (ARF) com 60 segundos (seg.) de duração para ablação de taquicardia por reentrada nodal (TRN). Entretanto, ARF com menor duração também podem ser suficientes. Objetivo: Testar a eficácia de ARF com menor tempo de duração para ablação da via lenta nodal (VLN) Métodos: 38 pacientes portadores de TRN, submetidos a ablação VLN com ARF com controle de temperatura a 60ºC. As ARF eram interrompidas com o surgimento de ritmo juncional ou prolongadas até 20 seg. na ausência desses. As ARF eram repetidas até não ser mais possível a indução de TRN. Resultados: Os 38 procedimentos foram realizados com sucesso, sem a ocorrência de bloqueio atrioventricular. A idade dos pacientes era de 49±15 anos e 74% eram mulheres. O tempo médio das ARF foi 13±4 seg. (mediana = 13 seg.) e o número de ARF por procedimento foi de 6,6±4,5 (minimo = 2, maximo = 23 e mediana = 5 aplicações). O tempo total de ARF por procedimento foi 88±74 seg. (minimo = 20, maximo = 273 e mediana = 69 seg.). Após seguimento de 8,5±4,6 meses apenas 2 paciente (5,3%) apresentaram recidiva da TRN. Conclusão: Aplicações de radiofrequencia com duração de aproximadamente 15 seg. foram suficientes para o tratamento de TRN. Utilizando esta técnica, foram necessárias 6,6±4,5 aplicações por procedimento, com um tempo total de 88±74 seg. de ARF por procedimento.






42 - Pacientes com Síncope ou Pré-Síncope Apresentam Correlação entre Sintomas e Positividade ao Teste de Inclinação?

Niraj Mehta, Débora L. Smith, Maria Zildany P. Távora, Dalton Précoma, Márcia Olandoski, Miguel I. H. Sobrinho, Paulo R. Marquetti, Murilo G. Bittencourt, Hélio Germinian, Claudio L. P. da Cunha

Objetivo: Estudar a influência da apresentação clínica dos sintomas associados à resposta vasovagal (RVV) com a positividade do teste de inclinação (tilt teste). Metodologia: Foram incluídos 386 pacientes (pts) submetidos ao tilt teste para investigação de síncope (S) em 242 pts e pré-síncope (Pré-S) em 144 pts. O exame foi realizado com inclinação de 70 o por 30 ou 45 min basal (B), e sensibilizado com nitroglicerina sublingual (N) quando negativo. O teste foi considerado positivo na presença de RVV ou taquicardia postural. Antes do exame foi realizada uma pesquisa de 10 parâmetro clínicos geralmente associados à RVV: tontura, fraqueza, sudorese, náuseas, escurecimento visual, palpitações, desconforto abdominal, palidez cutâneo-mucosa, em ambiente abafado e na posição ortostática. Para cada um foi dado o valor de um ponto. Classificou-se os pts em dois grupos: fortemente sugestivo:>5 pontos e fracamente sugestivo:=5 pontos para tilt positivo. Para análise estatística foi utilizado o teste do Qui-quadrado: p = 0,82 (síncope); p = 0,27 (pré-síncope). Conclusão: A magnitude e a forma de apresentação do sintomas associados à síncope não foram preditores de positividade do tilt teste.








43 - Análise do Controle da Frequência Cardíaca pelo Teste da Caminhada de 6 minutos e Holter de 24 Horas em Pacientes com Fibrilação Atrial Crônica

Jefferson Jaber, Otávio Ayres, Alberto de Paula Nogueira Jr, André Rodrigues Zanata, Patricia Kuga, Paulo Tostes, Alessandro Amaral, Erika Olivier Bragança, Elerson Arfelli, Claudio Cirenza, Angelo A V de Paola

Fundamentos: O controle da frequência cardíaca (fc) nos pacientes (pt) com fibrilação atrial (FA) crônica pode ser avaliado pelo Holter (H) de 24 horas ou pelo teste da caminhada de 6 minutos (TC6) Objetivo: Comparar o controle da fc pelo H e TC6 em pt com FA crônica. Pacientes e Métodos: Foram estudados 25 pts com FA crônica, 15 homens, idade = 68±11 anos, fração de ejeção = 0,58 ± 0,12. O controle da fc foi definido quando a fc média < 100 bpm no H e < 110 bpm no TC6. Resultados: contr = fc controlada n/contr = fc não controlada. A fc contr foi observada no H em 20(80%) e no TC6 em 11 (44%) pt. A mediana da fc média no H contr foi 80 bpm. A correlação entre os dois métodos é vista na tabela abaixo. Conclusões: 1. Na população estudada a fc controlada foi observada mais frequentemente no H que no TC6. 2. Houve associação significante entre fc controlada pelo TC6 com os pt que apresentaram fc média no H < 80 bpm. 3. O TC6 pode ser um exame simples e eficaz em predizer controle da fc em pt com FA crônica.








44 - A Intoxicação Alcoólica Aguda, apesar de Provocar Disfunção Ventricular, não Afeta a Eletrofisiologia Atrial Tampouco Promove Arritmias Atriais

Carlos Eduardo Bissolli Balbão, Rinaldo Fernandes, Priscila Landin, Angelo de Paola, Guilherme Fenelon

O álcool tem sido relacionado a fibrilação atrial, mas seus efeitos eletrofisiológicos são obscuros. Métodos: As ações do etanol (ETA) foram avaliadas em 23 cães anestesiados, no estado basal, e após 2 doses cumulativas de ETA: 1º dose 1,5ml/Kg (alcoolemia 191 mg/dl); 2º dose1,0 ml/Kg (267 mg/dl). Em 13 cães com tórax fechado (5 sob bloqueio autonômico total, 3 controles), estudo eletrofisiológico e o potencial de ação monofásico (PAM) foram obtidos no átrio direito. Eco-bi foi feito em 5 cães adicionais. Nos 5 cães restantes, com tórax aberto, foi realizado mapeamento epicárdico biatrial ao longo do feixe de Bachmann. Resultados: Nos cães com tórax fechado, sem bloqueio autonômico, o ETA não alterou a pressão arterial, o ECG de superfície (FC,P,QRS,PR,QTc) e os registros intracavitários (AH,HV,TRNSc e Wenckebach). Não houve alterações na refratariedade e no PAM atrial (97 vs 92 vs 96 ms). Os cães sob bloqueio autonômico e controles não apresentaram alterações. Nos cães com tórax aberto, o ETA não afetou o tempo de condução interatrial (62 vs 63 vs 63 ms), a velocidade de condução (125 vs 125 vs 124 cm/s), o comprimento de onda atrial (12,4 vs 12,2 vs 12,6 cm) e a refratariedade atrial esquerda. Não foram induzidas arritmias em nenhum cão. O ETA não alterou a histologia e a ultraestrutural atrial, mas diminuiu a fração de ejeçao VE (77 vs 73 vs 64%; P = 0,04). Conclusão: O etanol em doses moderadas e elevadas não afeta a eletrofisiologia atrial apesar de levar à disfunção ventricular, sugerindo que a intoxicação alcoólica aguda não promove arritmias atriais.






45 - Associação Medicamentosa na Prevenção da Taquicardia Ventricular Refratária da Doença de Chagas

Henrique César de Almeida Maia, Edna Marques Leal, Carla Septimio, Jairo Rocha José Sobral Neto, Tamer Najar Seixas, José Roberto Barreto Filho, Ayrton Klier Peres

Objetivo: Avaliar a eficácia das terapias medicamentosas: amiodarona 400 mg/dia (Grupo I), amiodarona 200 mg/dia com carvedilol 6,25 mg/dia (Grupo II) e amiodarona 200 mg/dia com difenilhidantoina 300 mg/dia (Grupo III) em prevenir a recorrência de taquicardia ventricular (TV) em pacientes chagásicos (MCC) em uso regular em monoterapia de amiodarona 200 mg/dia e que apresentaram falha terapêutica. Material e Métodos: Cinqüenta e oito pacientes ( 35 homens, idade entre 37 a 58 e média 52 anos, classe funcional I ou II. fração de ejeção entre 25 e 50% e média 37,8%), foram randomizados nos 3 grupos terapêuticos. No acompanhamento clínico de 2 anos (04/2001 a 04/2003) foram avaliados a recidiva da arritmia e o sucesso terapêutica ao holter (definido por: diminuição de 70% das extra-sistoles ventriculares (EV), 80% das EV acopladas, 90% das TV não sustentadas e 100% das TV sustentadas). Na ocorrência de recidiva da TV o paciente era submetido seqüencialmente a outro grupo terapêutico. Os dados obtidos foram analisados por meio do estudo de correlações, testes não paramétricos, análise de variância, e de um modelo de regressão linear e outro de regressão logística para um nível de significância de 0.05 Resultados: Todos os grupos apresentaram baixa eficácia na prevenção da TV (GI -14,29%, GII-12,24%, GIII-10,41%) não havendo diferenças significativas entre os tratamentos, quanto à incidência de arritmias registradas ao holter (TVNS) e na ocorrência ou tempo antes da recidiva clínica da TV. Conclusão: Na população estudada todos tratamentos propostos neste estudo tiveram baixa eficácia em prevenir a recidiva da TV e nenhum deles é significativamente superior aos demais.






46 - Impacto do Fluxo Sanguíneo das Veias Pulmonares na Discrepância Entre a Temperatura da Ponta do Cateter de Ablação e a Real Temperatura Tecidual Observada Durante Ablação de Veias Pulmonares

Luiz Roberto Leite Silva, Luiz Leite MD, Wilber Su MD, Mark Milton MD, Susan B. Johnson BS, Douglas L. Packer MD

Mayo Clinic - Rochester, MN e Hospital Santa Luzia - Brasília

Fundamentos: Embora o controle de temperature (T) tem sido utilizado na ablação de VP, discrepâncias entre a T-Cateter e a tecidual (T-Tec) tem sido relatada. Subestimar a T-Tec atingida pode resultar em injúria térmica excessiva. Métodos: Para avaliar os efeitos do fluxo sanguíneo das VP nos parâmetros de RF liberada durante ablação das VP, 52 ablações foram feitas em 4 cães. Utilizando-se eco intracardíaco, calculou-se o fluxo das VP através da integral da velocidade multiplicada pela área do oríficio da VP. A T-Tec foi mensurada por "thermocouples" implantados no epicárdio das VP via toracotomia esquerda. Os parâmetros de RF comparados com fluxo normal ou reduzido, pela oclusão parcial da artéria pulmonar esquerda com balão de angioplastia). Resultados: De 52 aplicações (50ºC/60s/50W), 26 foram com fluxo normal e 26 fluxo reduzido (22±9 vs 12±7 ml/ciclo, p=0.002). Com fluxo normal, a T-Tec máxima foi significantemente maior que a T-Cate (59±11ºC vs 51±1ºC, p < 0.001), resultando em discrepâncias em 20/26 aplicações (77%, 1-38ºC). Com fluxo reduzido, a máxima T-Tec não diferiu da T-Cate (50±6ºC vs 50±1ºC) e a T-Tec foi maior em apenas 7 aplicações (27%, 1-15ºC). A média da energia liberada com fluxo normal também foi maior que com fluxo reduzido (30±13W vs 20±6W, p=0.008). Estas observações ocorreram independentemente da VP ablacionada. Conclusões: Este estudo confirma a presence do efeito de resfriamento provocado pelo elevado fluxo sanguíneo presente nas VP, que facilita aplicação de maior quantidade de energia, mas possivelmente aumentando o risco de estenose de VP. No entanto, a redução do fluxo sanguíneo desses vasos diminui a discrepância entre a T-Tec e a T-Cate.






47 - Participação do Sistema de Condução na Taquicardia Fascicular

Leonardo Bandeira Arante, Fernando E. S. Cruz, Márcio L. A. Fagundes, Roberto Sá, Silvia Boghossian, Angelo de Paola, Eduardo Barbosa, Paulo Ginefra, Rafael Fagundes

Fundamentos: A taquicardia Ventricular Fascicular Idiopática(TVFI) é uma doença rara e que ocorre em corações estruturalmente normais. O melhor conhecimento do seu mecanismo arritmogênico é essencial para melhor aplicações de terapias curativas como a ablação por rádio- frequência. Métodos: Foram estudados 19 pacientes portadores de TVFI sendo 10 do sexo masculino e 9 do feminino. O estudo eletrofisiológico foi realizado em todos pacientes no período de 1993 a 2002. A análise do sistema de condução foi feita durante ritmo sinusal e durante taquicardia.Ultilizando um grupo controle com sistema de condução normal para comparar a condução anterógrada e um grupo controle de taquicardias ventriculares em corações estruturalmente anormais para comparar a condução retrógada durante taquicardia. Resultados: O QRS, representando a condução intraventricular no ECG de superfície, durante taquicardia mostrou-se significativamente mais estreito 125ms(±13,9)que no grupo controle das taquicardias ventriculares, P=0,027. O HV durante o ritmo sinusal 51ms(±9,5) foi significativamente maior que no controle normal P=0,0004. Na análise da condução retrógrada durante taquicardia o VH 290ms(±13) foi significativamente menor que o VH do grupo controle de taquicardias ventriculares em coraçao estruturamente anormal p=0,000. Conclusão: A velocidade de conduçaõ da TVFI tem características únicas no âmbito das taquicardias ventriculares. A condução anterógrada é alentecida durante ritmo sinusal e a condução retrógada em taquicardia é extremamente rápida, devendo ser feita pelo sistema de condução especializado que, em algum lugar do septo teria conexão com o circuito da taquicardia.






48 - Marcapasso Cardíaco com Transmissão de Dados Sem Fio Via Rede de Telefonia Celular e Internet

Jose Carlos Pachón Mateos, V. H. L. Machado, Enrique I. Pachón Mateos,J. C. P. Mateos, R.N. A. Vargas, Paulo de Tarso Jorge Medeiros, F. E. Santos, J. E. M. R. Sousa, Adib Domingos Jatene

Introdução: A transmissão de dados sem fio foi recentemente incorporada aos marcapassos cardíacos. O objetivo deste trabalho é testar a viabilidade desta nova tecnologia em nosso meio. Casuística: 10 p(4F/6M, 63±10,7anos) com bradiarritmias, foram submetidos a implante de MP Biotronik Philos DRT (Indicação: BAVT 6, BAV 2ograu 3; DNS 1; Etiologia: miocardioesclerose 5, Chagas 4, outras 1; Seguimento: 2,5±1,2m). Método: Este MP tem a propriedade de transmissão de dados sem fio, enviando relatórios do ritmo cardíaco e das condições do MP através da rede de telefonia celular, utilizando um pequeno transmissor portátil remoto. Foram programadas transmissões automáticas periódicas, deflagradas pelo paciente (por aplicação de imã) e por eventos de ritmo ou do marcapasso. As transmissões foram realizadas na região da Grande São Paulo e enviadas via satélite para o médico através da Internet, Fax ou mensagem no telefone celular. Resultados: Foram feitas 241 transmissões, 239 com êxito (99%). Duas transmissões (0,8%) não puderam ser concluídas. Foram obtidos 61 relatórios periódicos, 148 deflagrados pelos p(135 para teste por solicitação médica, 13 por sintomas) e 30 originados por eventos detectados pelo MP (TV 5, TVNS 5, Mode Switching 3, Baixa amplitude de P 17). 92% das transmissões foram completadas em menos de 3 minutos desde o evento até a chegada da informação ao médico. Conclusão: Esta nova tecnologia de transmissão de dados sem fio pelo MP já é uma realidade e pode ser de grande valor na monitoração imediata, à distância, de pacientes graves. A infra-estrutura atual das telecomunicações já permite a utilização em nosso meio deste recurso de última geração.






49 - Sincope em Crianças e Adolescentes - Características Clínicas, tipos de Resposta e Fatores Preditores de Reprodução ao Teste de Inclinação

Carlos Eduardo de Souza Miranda, Juliana C. Costa, Kellen C. F. Vitorino, Mitermayer Reis Brito Unidade de Diagnóstico de Síncope dos Hospiatis Prontocor e Socor-Belo Horizonte-MG

Objetivos: Avaliar a eficácia do teste de inclinação (TI) em crianças e adolescentes,anasilando as características clínicas,o tipo de resposta predominante e os fatores preditores de reprodução de sincope (S) nesta população. Metodologia: Foram analisados,propectivamente,54 pacientes (PCTS),com idade (ID) inferior a 19 anos (média de 15,2),com pelo menos 1 episódio (EPS) de S (média de 4),que foram encaminhados e submetidos ao TI no período entre Jan/1997 e Jan/2003.Após o exame,foi procedida a análise das variáveis ID,sexo (SX) e número (N) EPS e correlacionados ao resultado (TI normal ou anormal) e ao tipo de resposta predominante (cardioinibitória-CINB;vasodepressora-VSD;mista-MST).O método de Fischer foi utilizado para a análise estatistica. Resultados: Analisadas as características clínicas,houve predomínio,com significância estatística (p<0.05) de PCTS com ID superior a 15 anos (38-70,37%X16-29.63%) e do SX feminino (35-64,81%X19-35,19%); em relação ao N EPS, não ocorreu diferença significativa (28-51,15%-3 EPS ou menosX26-48,15%-4 EPS ou mais). O TI anormal ocorreu em 31 (57,4%) PCTS, sendo mais frequente, com p<0,05, naqueles com ID superior a 15 anos (26-68,42%X5-31,25%) e naqueles com 4 EPS ou mais (19-73.07X12-42.85%). A resposta predominante, quando analisadas as três variáveis foi a MST (23-74,12%). Conclusões: 1- O TI se mostrou um método eficaz no diagnóstico de S em crianças e adolescentes. 2- Entre crianças e adolescentes encaminhandos ao TI, houve predomínio daqueles com ID superior a 15 anos e do SX feminino. 3- A resposta predominante foi a MST. 4- ID superior a 15 anos e N EPS igual ou superior a 4 foram os preditores de reprodução de S na população estudada.






50 - Teste de Mesa Inclinada: Avaliação Comparativa dos Resultados de um Protocolo em Crianças e Adolescentes com Adultos

Rogerio Braga Andalaft, Ricardo Habib, Dalmo Moreira, Luiz Moraes, Cassiano Taparell, Alexandre Santos, Carlos S. Reyes, Julio Gizzi, J.E.M.R.Souza

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia., São Paulo, Brasil.

Fundamento: O teste de mesa inclinada visa diagnosticar síncope neurocardiogênica (SNC). Questiona-se sua positividade e sensibilidade em crianças e adolescentes.Alguns autores sugerem que estes pacientes (P) sofreriam menor stress ortostático. Apesar disso, há estudos relatando alto índice de positividade em crianças e adolescentes assintomáticas, sugerindo que estas sejam mais suscetíveis ao stress ortostático. Objetivo: Analisar a positividade, tempo de positivação e tipo de resposta em P com história clínica de síncope e pré-síncope com idade igual e inferior a 20 anos em comparação aos P de maior idade. Material e Métodos: Num período de 12 meses foram realizados 193 TMI em P com história clínica de SNC, sendo 34 com idade média de 16,4 +- 3,02 anos (variando de 6 a 20 anos), 19 (55,9%) sexo feminino (f) e 15 (44,1%) sexo masculino (m); 159 adultos com idade média de 53,8 +- 17,4 (variando de 21 a 92 anos), 88 (55,3%) do sexo feminino e 71(44,7%) do sexo masculino. Todos foram submetidos a um protocolo que consistia em decúbito horizontal de 10 minutos seguido de inclinação a 70 graus por 45 minutos (m). O exame era interrompido logo após sua positivação (queda de pressão arterial e ou freqüência cardíaca com reprodução de sintomas). Resultados: encontram-se na tabela abaixo N - n? de pacientes. POSIT - positividade do protocolo. T.M.P.- tempo médio de positivação do exame. Dos 35/159 (22%) TMI positivos em adultos o tipo de resposta foi mista em 19 p (54,3%), vasodepressora 6 p (17,1%), cardioinibitória 5 p (14,3%), disautonômica em 5 p (14,3%). Nos 24/34 (70,6%) TMI positivos em crianças e adolescentes o tipo de resposta foi mista em 16 p (66,7%), cardioinibitória em 5 p (20,8%), vasodepressora em 2 p (8,3%), e uma resposta tipo taquicardia postural ortostática (4,2%). Conclusão: a) A positividade do TMI em crianças e adolescentes foi maior que a obtida em adultos. b) O tempo médio de positivação foi semelhante para as duas faixa etárias. c) O tipo de resposta mais freqüente foi mista para os dois grupos.








51 - "Looper" em Tempo Real Transmitido sem Fios Via Internet ao Consultório Médico

J. C. P. Mateos, D. V. A. Penteado, D. E. C. Nicolosi, L. C. Coan, J. O. P. Penteado, E. I. Pachón M, J. C. P. Mateos, D. S. Guedes,J. E. M. R. Sousa, A. D. Jatene

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia - São Paulo

Introdução: Este novo sistema, desenvolvido e construído em nosso meio, é capaz de transmitir para a Internet, sem fio, o ECG em tempo real e sem limite de duração. Utiliza a telefonia celular e permite ao médico acesso mundial e imediato. Material e Método: Foi projetado e construído um eletrocardiógrafo digital portátil que transmite o sinal pela banda de dados da rede de telefonia celular, para a Internet, onde é armazenado de forma contínua. Foram estudados 9 pacientes (5M/4H), 5 portadores de marca-passo cardíaco, monitorados de 4h a 4 dias, em 3 cidades da Grande São Paulo. Os traçados foram transmitidos em tempo real, de forma periódica ou por acionamento do próprio paciente. Resultados: Foram obtidas 913 transmissões na derivação D2. Não houve nenhuma falha de transmissão. O sinal apresentou excelente qualidade técnica permitindo análise plena do ECG. As transmissões em tempo real mostraram um retardo de 2 a 30 segundos, incluindo o tempo de processamento no computador do médico. Não houve nenhuma interferência em MPs cardíacos artificiais. Ocorreram 2 transmissões por sintomas, uma por taquicardia sinusal e outra por extra-sístoles ventriculares isoladas. Conclusão: Estes dados mostram que este sistema é uma nova alternativa de "looper" à distância, sem fios, utilizando a telefonia celular e a Internet. As vantagens são: portabilidade, transmissão em tempo real, armazenamento contínuo do ECG sem limite de tempo e memória, total mobilidade do paciente, transmissão de eventos sintomáticos, dispensa gravador, fita magnética ou cartões de memória, tecnologia nacional e, principalmente, acesso ao ECG a qualquer momento de qualquer lugar com telefonia móvel.






52 - Ablação por Cateter da Fibrilação Atrial: Análise de Resultados e Evolução Clínica

Márcio, Gel Roberto M. Berardi, Alessandro Kraemer, Elenir Nadalin, José Carlos Moura Jorge

Objetivo: Analisar os resultados da ablação segmentar das veias pulmonares (VP) para tratamento de pacientes (pts) com fibrilação atrial (FA), correlacionando- os com a evolução clínica. Métodos: De 27 pts submetidos à ablação da FA, foi utilizada a técnica segmentar em 18 pts (10 masc.; 54±9 anos). Todos apresentavam FA paroxística e/ou persistente sintomática (8,5±5 anos de evolução), refratários a 3±1 drogas anti-arrítmicas. Abordamos preferencialmente a(s) veia(s) arritmogênica(s), seguindo para as demais de acordo com cada situação. Comparamos fatores clínicos e eletrofisiológicos dos pts sem e com sucesso clínico (assintomáticos sem ou com anti-arrítmicos previamente refratários). Resultados: Foram realizados 22 procedimentos (1,2/pt). Com seguimento médio de 12 meses, observamos insucesso clínico (GRUPO I) em 4 pts e sucesso clínico (GRUPO II) em 14 (22,3% vs. 77,7%; p=0,003). Não houve diferenças em relação à idade, sexo, tempo de FA, drogas utilizadas, diâmetro de átrio esquerdo, cardiopatias, número de sessões de ablação, número de aplicações de RF, tempo de fluoroscopia, de procedimento ou seguimento. Identificação da(s) VP arritmogênica( s) foi possível em 80% dos procedimentos no Grupo I e em 65% no Grupo II (p=0,97). Obteve-se sucesso no isolamento da(s) VP arritmogênica(s) de 55% no Grupo I e de 92% no Grupo II (p=0,20). Observamos que um maior número de VP isoladas esteve associado ao sucesso clínico (2,12±1 vs. 1,0; p=0,02). A taxa de sucesso clínico foi diretamente proporcional ao número de VP isoladas (1 VP = 25%; 2 VP = 85,7%; 3 VP = 80%; 4VP = 100%). A taxa de recorrência precoce (até 1 mês da ablação) foi semelhante nos dois grupos (Grupo I=60% e Grupo II=41%;p=0,92). Houve tamponamento cardíaco em 2 pts (1 em cada grupo), drenados em sala. Sete pts (50%) do Grupo II permanecem em uso de anti-arrítmicos (antes refratários). Conclusão: Nesta série inicial de pts a ablação segmentar das VP mostrou-se eficaz para o tratamento da fibrilação atrial. Observamos que o sucesso clínico esteve relacionado ao maior número de veias "isoladas" pela ablação.






53 - Condução Ventrículo-Atrial 1:2 Durante Ablação de Via Anômala Lateral Esquerda. Relato de Caso

José Marcos Moreira, Armando Martins Pinto, Jefferson Curimbaba, João Pimenta

Objetivo: Apresentar um caso incomum de condução VA 1:2 na indução de taquicardia supraventricular após ablação de via anômala lateral esquerda. Descrição do caso: Paciente de 62 anos com história de palpitações há quatro anos foi submetido a EEF sendo diagnosticada taquicardia por reentrada AV mediada por via acessória (VAc) lateral esquerda. Após ablação da VAc, a estimulação ventricular demonstrou ativação atrial retrógrada concêntrica. No entanto, a paciente apresentou, de forma espontânea, nova taquicardia com ciclo de freqüência e seqüência de ativação atrial diferentes da primeira. Verificou-se ativação atrial retrógrada precoce ao nível da região posterior do anel mitral e em nenhum dos eletrodos do seio coronário se verificou fusão VA, levando-nos a pensar em taquicardia atrial esquerda ou reentrada AV mediada por VAc posterior com condução lenta. Ectopia ventricular espontânea conduziu retrogradamente pelo nó AV e em seguida de forma excêntrica por VAc posterior esquerda, caracterizando uma condução VA 1:2, que deu início à taquicardia. Reposicionado o cateter de ablação, foi aplicada energia de RF nessa região, eliminando a taquicardia. Estimulação atrial não induziu taquiarritmias atriais e estimulação ventricular demonstrou dissociação VA, dando por encerrado o procedimento. Conclusão: Embora a presença de condução VA 1:2 seja uma manifestação incomum de se encontrar, ela nos deu elementos para o correto diagnóstico de uma segunda VAc, direcionando corretamente a terapêutica nesse caso.






54 - Modificação do Nó Sinusal para Taquicardia Sinusal Inapropriada Utilizando a Ecocardiografia Transesofágica. Resultados preliminares

José Marcos Moreira, Jefferson Curimbaba, João Pimenta

Fundamentos: A ablação por RF é o tratamento de escolha para pacientes com taquicardia sinusal inapropriada (TSI) resistentes à terapia medicamentosa. Os resultados da ablação guiada por mapeamento da ativação endocárdica têm sido modestos, com alto índice de recidiva. Em países desenvolvidos o ecocardiograma intracardíaco tem sido de grande valia, melhorando os índices de sucesso nesses pacientes. Em nosso meio não dispomos ainda de tal tecnologia. Objetivo: Demonstrar a utilidade do ecocardiograma transesofágico (ETE) na modificação do nó sinusal em pacientes com TSI. Material e Métodos: Foram submetidos à ablação três pacientes, todos do sexo feminino, com idade de 17, 21 e 34 anos, com quadro clínico de TSI, refratária à pelo menos dois esquemas medicamentosos. Todas as pacientes apresentavam palpitações e pré-síncope relacionadas com taquicardia sinusal. Inicialmente foi tentada ablação por RF utilizando mapeamento endocárdico clássico sem sucesso. Posteriormente foram submetidas à ablação com o auxílio de ETE, utilizando-se o corte longitudinal bicaval, para guiar a aplicação de RF às porções superiores da crista terminalis (CT). Resultados: Durante aplicação de RF notou-se um aumento da ecogenicidade tecidual quando o cateter apresentava bom contato com o tecido atrial. Obteve-se sucesso nos três casos, 2 imediatos e 1 tardio (1 semana após). Uma paciente apresentou faringite inflamatória pelo uso prolongado do transdutor esofágico, sendo tratada com medicação sintomática. Não foram observadas complicações maiores. O seguimento desta casuística variou de 2 semanas a 9 meses. Uma paciente apresentou recidiva após 2 semanas, aguardando novo procedimento. Conclusões: 1-O ETE mostrou-se eficiente em guiar o cateter de ablação diretamente às porções superiores da CT. 2- O ETE pode diminuir o tempo de exposição da equipe médica e paciente ao RX. 3-Em países que ainda não dispõem de ecocardiograma intracardíaco, o ETE é uma alternativa técnica e economicamente viável no tratamento da TSI, disponível na maioria dos serviços no nosso país.






55 - Teste de Mesa Inclinada: Avaliação de um protocolo "curto" utilizando sensibilização com nitroglicerina "Spray"

Ricardo Garbe Habib, Dalmo Moreira, Luiz Moraes, Rogério Andalaft, Alexandre Santo, Cassiano Taparelli, Isabela Martins, Carlos S. Reyes, Julio Gizzi, J.E.M.R.Souza

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, São Paulo, Brasil

Fundamento: O Teste de mesa inclinada (TMI) apresenta positividade de cerca de 40% no diagnóstico de síncope neurocardiogênica (SNC). Para aumentar sua sensibilidade vários protocolos utilizam reinclinação (R) ou prolongamento do exame com uso de fármacos potencializadores, que implica em aumento no tempo total de exame. Objetivo: Analisar a sensibilidade e especificidade de um protocolo "curto" sem reinclinação ou prolongamento, com uso de nitroglicerina sublingual (N) como agente potencializador, em comparação aos resultados prévios de um protocolo (PC) clássico de 45 minutos (m) (10 m na posição supina, inclinação a 70graus por 45 minutos). Material e Métodos: Num período de 12 meses foram realizados TMI com PC "curto" em 155 pacientes (P) (idade media de 46,5 +- 21,9 anos, variando entre 11 e 88 anos) com história clínica de SNC e pré sincope; sendo 97(62,6%) do sexo feminino e 58 (37,4%) do sexo masculino. O PC "curto" consistia em decúbito horizontal de10 minutos (m) seguido de inclinação a 70graus por 40 m, sendo que aos 20 m de inclinação foi administrado 400 mcg de nitroglicerina spray sublingual. O exame era interrompido caso houvesse queda de pressão arterial e/ou freqüência cardíaca com reprodução de sintomas. O PC "curto" foi também realizado em 10 P assintomáticos para avaliar a sua especificidade. Resultados: vide tabela abaixo N - n? de pacientes. T.T.E - tempo total de exame. POSIT - positividade do pc. T.M.P - tempo médio de positivação do exame. * p < 0,002. Dos 72/155 (46,4%) TMI positivos com PC "curto" o tipo de resposta foi mista em 48 P (66,7%), vasodepressora em 13 P (18%), cardioinibitória em 6 P (8,3%), disautonômica em 3 p (4,2%) e dois p (2,8%) usavam MP. Dos 10 voluntários, o TMI foi positivo em dois (20%). Conclusões: a) Houve pequena redução da duração total do TMI com o PC "curto"; b) A sensibilidade do TMI com PC "curto" foi maior que aquele observado com o PC clássico. c) A especificidade do PC "curto" foi de 80%.








56 - Ablação de Flutter Atrial Típico: Comparação entre Dois Métodos para Avaliar a Presença de Bloqueio Completo Bidirecional do Istmo Cavo-Tricuspídeo

José Marcos Moreira, Jefferson Curimbaba, João Pimenta

Fundamentos: O mapeamento da seqüência de ativação atrial (MSA) registrado a cada lado da linha de ablação durante a estimulação do septo e parede lateral do átrio direito baixo tem sido considerado o método de eleição para determinar a presença de bloqueio bidirecional completo do istmo cavo-tricuspídeo (BCBI). Recentemente o mapeamento da linha de ablação (MLA) à procura de possíveis falhas (ausência de duplo potencial ou intervalo interpotencial < 90 ms) tem sido proposto como identificador desse bloqueio. Objetivo: Comparar a eficácia entre estes 2 métodos na determinação do BCBI e correlacioná-los com a presença de recidiva. Material e Métodos: Foram submetidos à ablação 14 pacientes com FLA tipo I, sendo 11 homens (idade média, 62,7±11,7 anos), utilizando- se o método anatômico. Após cada linha de RF no istmo cavo-tricuspídeo a seqüência de ativação atrial a cada lado da linha era analisada. Independente do achado de BCBI por este método promovia-se ao mapeamento da linha de ablação a procura de falhas, e subseqüente eliminação da mesma. Resultados: O MSA encontrou BCBI em todos, menos um paciente (93%). Já o MLA foi factível apenas em oito pacientes (57%), sendo encontrado falhas em sete deles (87,5%). Desses, em 4 pacientes as falhas foram eliminadas. Dos três pacientes onde não se conseguiu eliminar a falha, dois apresentaram recidiva do flutter atrial. Conclusões: 1- O MSA é o método mais fácil e exeqüível de se avaliar a presença de BCBI. 2- O MLA é um método mais difícil de se obter, talvez por microdeslocamentos do cateter de ablação. 3- No entanto, o MLA pode adicionar informações importantes em relação ao BCBI em alguns casos. Pois mesmo pacientes com aparente BCBI pelo MSA podem apresentar recidiva do flutter atrial se apresentarem falhas na linha de ablação.






57 - Alterações da Condução Intra-Atrial ao Longo do Anel Mitral Durante Ablação de Vias Anômalas Esquerdas. Relato de Caso

José Marcos Moreira, Jefferson Curimbaba, João Pimenta

Objetivo: Demonstrar as alterações da condução elétrica no átrio esquerdo durante ablação de vias acessórias esquerdas. Descrição do caso: Paciente de 30 anos foi admitido com história de palpitações há seis meses. Submetido a EEF foi diagnosticada taquicardia por reentrada AV mediada por via acessória (VAc) lateral esquerda. Durante aplicação de RF nessa região notou-se mudança na sequência de ativação atrial sem alterar o ciclo de freqüência da taquicardia. No entanto, notava-se ainda precocidade da ativação atrial ao nível do eletrodo de ablação, configurando tratar-se de um bloqueio no istmo mitro-pulmonar. Com leve deslocamento do mesmo conseguiu-se fusão VA e nova aplicação de RF foi realizada, gerando novas alterações da seqüência de ativação atrial, sem eliminar a taquicardia. Aplicação de RF durante estimulação ventricular modificou o padrão de ativação atrial retrógrada, agora precoce na parede póstero-septal esquerda, sugerindo tratar-se de outra VAc. Nesse ponto foi realizada aplicação de RF com eliminação da mesma e retorno da condução pela VAc lateral esquerda, desta vez com condução retrógrada lenta. Redirecionado o cateter de ablação para esse ponto, nova aplicação de RF eliminou a taquicardia. Em seguida a estimulação ventricular demonstrou dissociação VA e não mais foi possível induzir taquicardia. Conclusão: 1- Aplicações de RF na região lateral baixa do átrio esquerdo podem ocasionar alterações no padrão de ativação atrial durante ablação de VAc esquerda. 2- A percepção dessas alterações forneceu elementos para o diagnóstico de bloqueio mitro-pulmonar parcial e a presença de outra VAc.






58 - Efeito do Treinamento Físico Moderado sobre a atividade Nervosa Simpática e a Atividade Barorreflexa em Pacientes Portadores de Síncope Neurocardiogênica

Giulliano Gardenghi, Denise Hachul, S. Bastos, M. U. Brandão Rondon, A.

M. Braga, M. Teixeira, A. Gonçalves, M. Scanavacca M, C. E. Negrão, E. Sosa

A síncope neurocardiogênica (SNC) é caracterizada por uma disfunção dos mecanismos responsáveis pela regulação da circulação sanguínea, cursando invariavelmente com queda do débito cardíaco, hipotensão e perda de consciência. Ainda hoje, é motivo de controvérsia como se comportam a atividade nervosa simpática periférica e os mecanismos reguladores da pressão arterial, em repouso ou em situações de estresse ortostático. O exercício físico apresenta-se como alternativa para o tratamento dessa disautonomia, o que justifica a investigação dos possíveis efeitos deste sobre o sistema cardiovascular. Objetivos: 1.Traçar o perfil da atividade nervosa simpática muscular (ANSM) em pts portadores de SNC 2.Testar a hipótese de que o treinamento físico moderado (TFM) influenciará positivamente a sensibilidade barorreflexa desses pts. Métodos: 9 pts, com diagnóstico de SNC estabelecido, foram selecionados junto ao ambulatório de síncope do InCor. Realizaram investigação autonômica através de microneurografia no nervo fibular, juntamente com monitorização da freqüência cardíaca (FC) e pressão arterial (PA) batimento a batimento. Submeteram-se também a investigação do barorreflexo arterial, através de infusão contínua de doses crescentes de fenilefrina e nitroprussiato de sódio. Todos os pts realizaram ergoespirometria para fins de verificação da condição cardiorrespiratória e de treinamento. Foram treinados por 4 meses, em 3 sessões semanais de 60 minutos, divididos entre alongamentos, exercício aeróbio e exercícios localizados. Após o período de intervenção, foram repetidos todos os procedimentos. Resultados: Os 9 pts completaram 4 meses de TFM. A ANSM em repouso não apresentou diferenças significativas após o período de treinamento (pré:18disparos por minuto, pós 19disparos por minuto). A FC apresentou diminuição significativa (pré: 73 bat/min, pós: 67 bat/min - P < 0,05). O consumo máximo de oxigênio foi também aumentado de maneira significativa (pré: 24ml/kg/min2, pós: 30 ml/kg/min2 - P < 0,05). A sensibilidade barorreflexa para ANSM apresentou modificação significativa para a infusão de fenilefrina (P < 0,05), e as respostas da FC para aumento e queda da PA foram também melhoradas (P < 0,05). Conclusões: 1. Não foram observadas alterações dos valores basais de ANSM nos pts estudados. 2. O TFM interfere positivamente nos mecanismos responsáveis pela regulação da pressão arterial, validando o seu uso no tratamento da SNC.






59 - Taquicardia Sinusal Inapropriada Após Ablação de Via Anômala Lateral Esquerda. Relato de Caso

José Marcos Moreira, Jefferson Curimbaba, João Pimenta

Objetivo: Relatar um caso de taquicardia sinusal inapropriada após ablação de uma via anômala lateral esquerda. Descrição do caso: Paciente de 17 anos com história de palpitações há três meses apresentava no ECG taquicardia com QRS estreito e RP' longo. Submetida a EEF foi diagnosticada taquicardia por reentrada AV mediada por via anômala lateral esquerda, sendo realizada ablação da mesma. Uma semana após, a paciente voltou a apresentar palpitações de maior intensidade, agora acompanhadas de pré-síncope em alguns episódios. Inicialmente pensou-se em recidiva da via acessória, no entanto, Holter de 24 horas acusou apenas taquicardia sinusal acompanhada dos sintomas que a paciente referia. Foi aventada a possibilidade de uma taquicardia sinusal inapropriada (TSI), confirmada em ambulatório por ECG no momento da apresentação dos sintomas. Após tentativas de tratamento medicamentoso sem sucesso, utilizando-se diltiazem, beta-bloqueador e digoxina, a paciente foi encaminhada para tratamento invasivo da taquicardia, obtendo remissão dos sintomas após ablação por cateter da porção superior da crista terminalis. Conclusão: As aplicações de radiofreqüência direcionadas à via acessória esquerda possivelmente lesaram o sistema parassimpático presente no anel AV esquerdo, causando uma hipertonia do sistema simpático e ocasionando o aparecimento de TSI. Até onde sabemos, esse é o primeiro relato de taquicardia sinusal inapropriada após ablação de via anômala lateral esquerda.






60 - Ablação por Radiofrequência da Taquicardia por Reentrada Nodal em Idosos: Eficácia, Segurança e Comparação com Pacientes Jovens

Francisco Javier López Molina, T. J. Lobo, E. I. Pachón M, J. C. Pachón, J. C. P. Mateos, M. Z. C. Pachón, D. Q. V. Pachón R. N. A. Vargas RNA, A. D. Jatene

Introdução: Comumente a taquicardia por reentrada nodal(TRN) é mal-tolerada nos idosos. Além disto, freqüentemente os antiarrítmicos tem maior incidência de efeitos colaterais nesta faixa etária. Objetivos: analisar a eficácia e segurança da ablação por RF termo-controlada por computador(ARF) na TRN em idosos(>65anos) e comparar os resultados com pacientes jovens. Casuística e método: foram analisados os resultados em curto e longo prazos da ARF da TRN (técnica da via lenta) em 27 idosos(23F/4M, 85%/15%, 69,6±3,6anos [66 a 79anos]) e em 233 jovens(163F/70M, 70%/30%, 38,7±14,4anos [11 a 64anos]). Resultados: Os intervalos PR, QRS, QT, PA, AH, H, HVD e TCIA foram semelhantes nos dois grupos. Apenas o HV foi significativamente maior nos idosos (53,9±6ms) em relação aos jovens(50,5±6,7ms, p=0,046). Não houve diferença estatística nas medidas de PW, TRNS, TRNSc e TCSA. O sucesso imediato da ARF foi 100% nos idosos. O sucesso foi indefinido em 3 jovens(1,3%) devido a impossibilidade de induzir a TRN durante a ARF (uso de antiarritmicos). O local de sucesso para eliminar a via lenta na posição anterior foi 7,4%(2/27p) nos idosos e 28,5%(64/224p) nos jovens(p= 0,019), mostrando maior proximidade da via lenta em relação ao feixe de His nos jovens. Não ocorreu nenhuma complicação nos idosos. Um jovem (0,4%) apresentou derrame pericárdico de resolução espontânea. No seguimento em longo prazo(1 ano) 1 idoso e 6 jovens apresentaram recidiva da TRN, reablacionadas com sucesso. Não ocorreu nenhum BAV. Conclusão: a ablação da TRN em idosos é um procedimento curativo, seguro e eficaz. A localização anterior da via lenta é mais freqüente em jovens exigindo maior cuidado na ARF.






61 - Ablação de Taquicardia Focal Atrial Esquerda em Paciente com Prótese Mecânica na Posição Mitral

H. D. Salerno, J. S. Lage, A. Najjar, J. A. Sejópoles, S. Munhoz-Jr, N. Cortela N, L. França-Neto, R. D. Fontes

Introdução: A ablação por cateter utilizando radiofreqüência (ACRF) tem se mostrado segura e eficaz no tratamento curativo de taquicardias atriais. A associação de taquicardia atrial esquerda (TAE) em paciente (pt) com prótese mecânica na posição mitral (PMM) tem sido pouco relatada e quando presente exigirá maiores cuidados prévios para prevenção de fenômenos tromboembólicos, e, durante o procedimento para prevenir complicações mecânicas como "travamento" da prótese. Paciente e Método: Pt masculino, 55 anos, testemunha de Jeová, há 5 anos com crises recorrentes de palpitações taquicárdicas acompanhadas de dispnéia, refratárias à medicações antiarritmicas, submetido à várias cardioversões elétricas externas com sucesso. Há 2 anos com PMM em uso de amiodarona 400mg/dia, verapamil 160mg/dia e warfarina 5mg/dia. Foi referida para ablação.ECO: AE: 52mm; FE: 0,64; PMM disco único sem disfunção, ausência de trombo em AE. ECG: freqüência atrial: 177,7 bpm com BAV 2:1; ondas P positivas: D2, D3, AVF, V1 - V6 (Dome and Dart em V1). Negativas: AVL, AVR; isoelétrica em D1 sugerindo origem em AE; duração do QRS: 80 ms com ÂQRS no PF de 60º. Durante 1 semana introduziu-se heparina fracionada subcutânea com interrupção de warfarina, acompanhando TAP e RNI. Procedimento: Foram posicionados cateteres eletrodos multipolares em ADA, HIS, SC e por punção transeptal cateter de ablação em AE, evitando-se o plano mitral, posicionando inicialmente em VPSE e a seguir na região superior do óstio da VPSD. Critério de mapeamento utilizado: Seqüência de ativação, com potencial pré-sistólico de -90ms em relação a onda P de D2. A aplicação de energia com temperatura de 70 a 80º, interrompeu a TAE, revertendo-se a ritmo sinusal. Fez 1 aplicação de bônus. Tentativas de reindução, não lograram êxito em reproduzi-la. Não houve complicações. EVOLUÇÃO: Há 03 anos assintomático, em uso de warfarina,com controle clínico, HOLTER e T.E. periódicos. Conclusão: A ACRF de TAE em pt com PMM é factível, segura desde que cuidados prévios sejam tomados, e durante o procedimento, afim de prevenir complicações mecânicas e tromboembólicas.






62 - Utilização do Eletrocardiograma de Alta Resolução (ECGAR) na Avaliação de Pacientes em Uso de Psicofármacos

Roberto Márcio Viana, Tiago Munhoz Vidotto, José Alberto Del Porto, Angelo Amato Vincenzo de Paola, Bráulio Luna Filho

As alterações do ECG relacionadas ao uso de psicofármacos são bem conhecidas, no entanto a identificação dos pacientes expostos ao maior risco de eventos arrítmicos ainda não está definida. O aumento do intervalo QT correlacionado à presença de potencial tardio poderia identificar os pacientes que deveriam ter suas drogas ajustadas. Objetivo: Descrever o comportamento do ECGAR entre pacientes em uso de psicofármacos. Pcts e Métodos: O estudo é do tipo coorte prospectivo, com 31 pcts de uma enfermaria psiquiátrica. Todos realizaram ECG de 12 derivações e ECGAR, em uso de psicofármacos. Resultados: Dos 31 pctes, 16 eram do sexo fem. e a idade variou de 17 a 55 a c/ média de 33,1 ± 10,6 a. Todos os pcts estavam em ritmo sinusal e o achado ao ECG mais comum foi a alteração difusa e inespecífica da repolarização ventricular (87%). Apenas 2 pctes (6,45%) exibiram BAV de 1º G. O intervalo QTm variou de 179 a 532 mseg com média de 382±70,9 mseg, sendo 25,8% considerado acima do esperado para o sexo, já o QTc variou de 289 a 662 mseg com média de 454,6±81,7 mseg elevando para 51,6% a taxa de QTc alterado seg. o sexo. O ECGAR foi + em 9 pcts.(29%). A tab. abaixo mostra as médias do QRS d, LAS e RMS entre os pcts. em geral (ECGAR G) e entre aqueles com ECGAR +. Conclusões: 1. Não houve correlação direta entre os pacientes que apresentaram potencial tardio no ECGAR e maior magnitude do QTm e do QTc; 2. As drogas mais comumente relacionadas à presença de potencial tardio e maior grau do QTc e do QTm foram os neurolépticos (risperidona e olanzapina).








63 - Segurança do Estudo Eletrofisiológico e da Ablação por Radiofreqüência em Pacientes Idosos

Francisco Carlos da Costa Darrieux, Nelson Samesima, Jussara Pinheiro, Maurício Scanavacca, Denise Hachul, Eduardo Sosa

Introdução: As complicações decorrentes do estudo eletrofisiológico (EEF) e da ablação por radiofreqüência (ARF) têm sido descritas e estão relacionadas às punções vasculares, à manipulação dos cateteres e à aplicação de RF. Atualmente, esses procedimentos são considerados seguros, com taxa de complicações maiores de até 2%. Entretanto, há poucos dados nas literatura sobre a segurança destes procedimentos em indivíduos com idade superior a 70 anos. Objetivo: Comparar as complicações relacionadas ao EEF e à ARF entre pacientes jovens e idosos. Material e Métodos: No período de fevereiro de 2000 a novembro de 2000, 1490 pacientes consecutivos foram submetidos ao EEF e/ou ARF. Destes, foram selecionados 122 pacientes com idade entre 29 e 35 anos (GRUPO JOVEM); e 130 pacientes com idade superior a 70 anos (GRUPO IDOSO), totalizando-se 142 e 147 procedimentos, respectivamente. Os dois grupos foram comparados quanto à incidência de complicações maiores (tamponamento pericárdico, BAVT, fenômenos embólicos) e menores, por meio do teste qui-quadrado, com nível de significância menor do que 0,05. Resultados: A incidência de complicações maiores foi de 1,4% no grupo jovem e de 2,7% no grupo idoso (p=NS). Não houve diferença em relação às complicações menores nos 2 grupos. Não houve óbitos ou AVC em ambos os grupos. A comparação entre as complicações pelo EEF (1,2%) ou pela ARF (2,5%) não foram significativas em ambos os grupos. Conclusão: De acordo com o nosso estudo, tanto o EEF quanto a ARF apresentaram incidências similares de complicações maiores e menores em pacientes acima de 70 anos, quando comparadas com o grupo mais jovem.






64 - Variáveis Clínicas Como Preditoras de Desfecho em Pacientes Com Síncope Submetidos Ao Exame de Inclinação da Cama

Juarez Neuhaus Barbisan, Maria da Graça De Santi

Fundamento: O Exame de inclinação da cama (Tilt Test) é considerado o padrão ouro para o diagnóstico de síncope neurocardiogênica. Variáveis clínicas preditoras de desfecho no exame podem auxiliar na seleção dos pacientes e aumentar o valor preditivo. Objetivo: Identificar variáveis clínicas preditoras de desfecho no Tilt Test. Metodologia: Pacientes consecutivos com história de síncope responderam um questionário estruturado para caracterizar o episódio de síncope mais recente. O protocolo do Tilt Test foi composto de uma etapa passiva de 46min seguida de outra com infusão de isoproterenol por 16min com uma inclinação em 70º. Utilizou-se a classificação "VASIS". Resultados: Oitenta e cinco pacientes foram investigados, sexo feminino foi mais prevalente (62%). Idade média foi de 40 anos (DP=22). O exame foi positivo em 65% dos pacientes, sendo classificada como do tipo I (VASIS) em 79% desses. O tempo médio para positivação do exame foi de 35min. (DP=16). Pródromos estavam presentes em 77% e ausentes em 18% dos testes positivos (RP=2,88; IC95%: 1,07-7,78; p=0,003). Os pacientes com história familiar de síncope tiveram exames positivos em 83% enquanto que os sem história em apenas 54% das vezes (RP= 1,52; IC95% 1,11-2,09; P= 0,01). O maior número de episódios prévios de síncope e a maior duração da inconsciência na síncope que antecedeu o exame tiveram uma tendência ao desfecho positivo. Conclusão: Sintomas prodrômicos e história familiar de síncope são variáveis clínicas preditoras de desfecho positivo no Tilt Test. O maior número de episódios sincopais anteriores e a maior duração da inconsciência tendem a ser maiores nos pacientes com teste positivo.






65 - Impacto na Redução de Eventos Trombo-Hemorrágicos pela Cirurgia de Fibrilação Atrial: Resultados Iniciais

Renato A. K. Kalil, Daniel L. Faria-Corrêa, Gustavo G. Lima, Ricardo L. Kruse, Marcelo H. Miglioransa, Maurice Formigheri, Gustavo F. Vanni, Rogério Abrahão, Paulo R. Prates, João R.M. Sant'Aanna, Ivo A. Nesralla.

Introdução: A fibrilação atrial (FA) não tem sido considerada arritmia benigna por estar associada a incrementos na morbi-mortalidade. Dentre as técnicas não farmacológicas, a cirúrgica vem trazendo benefícios objetivos e consistentes. Algumas séries tem relatado que pacientes mantidos em ritmo sinusal (RS), por procedimento percutâneo ou cirúrgico, têm menos mortalidade e morbidade. Objetivo: Avaliar o benefício, a longo prazo, de manutenção de RS por tratamento cirúrgico da FA associada a correção mitral. Casuística e Métodos: Estudo retrospectivo de 138 pacientes com FA permanente e patologia mitral com indicação cirúrgica, operados de 1994 a 2002. 61 pacientes realizaram cirurgia mitral isolada, 51 associada a cirurgia de COX modificada (labirinto) e 26 associada a cirurgia de isolamento das veias pulmonares (IVP). Idade média 50±12 anos e seguimento médio 49±26 meses no grupo cirurgia mitral isolada, 55±28 no grupo COX e 26±10 no grupo IVP. As variáveis em análise foram tromboembolismo e hemorragia no acompanhamento a longo prazo. Resultados: Aos 24 meses de seguimento o ritmo estava sinusal em 87,5% no grupo IVP, 72,7% no COX e 23,3% no mitral isolada (p < 0,001). Quanto aos eventos trombohemorrágicos, ocorreram em 1,4% do total de pacientes em RS e em 18,5% dos pacientes em não sinusal (p=0,001). Na curva de sobrevida livre de eventos trombo-hemorrágicos encontramos, no 7º ano, 96% no grupo sinusal e 70% no não sinusal (p=0,006). Conclusão: Os grupos IVP e COX tiveram maior taxa de reversão a RS. Os pacientes em RS tiveram menos eventos trombo-hemorrágicos. Confirmando-se estes achados haverá base objetiva para reafirmar os critérios de indicação cirúrgica na FA.






66 - Fatores de Risco e Morbimortalidade Associados à Fibrilação Atrial no Pós-operatório (PO) de Cirurgia Cardíaca

Giuliano Becker, Rogério G Silva, Giuliano Becker, Benhur Davi Henz, Andréia Laranjeira, Altamiro Reis da Costa, Edemar Pereira, Rubem Rodrigues, Gustavo G Lima

Objetivo: Determinar a incidência de fibrilação atrial (FA) no PO de cirurgia cardíaca e seu impacto sobre a morbimortalidade e o tempo de internação hospitalar, bem como analisar fatores de risco pré, trans e pós-operatórios. Materiais e Métodos: Estudo de coorte contemporâneo com 158 pacientes adultos submetidos à cirurgia cardíaca. Foram excluídos pacientes com FA no pré-operatório. Os pacientes foram avaliados por monitorização cardíaca contínua e eletrocardiogramas diários. FA foi considerada como qualquer episódio de ritmo irregular, com presença de ondas f de morfologia e amplitude variáveis. Resultados: A incidência de FA foi de 28,5%, sendo de 21,6% para os pacientes revascularizados e de 44,3% para os submetidos à correção valvar. Fatores independentemente associados à FA foram insuficiência cardíaca esquerda no pré-operatório (P= 0,05; RC= 2,2), balanço hídrico total (P= 0,01; RC= 1,0) e tempo de cirurgia (P= 0,03; RC= 1,01). O uso de betabloqueadores (P= 0,01; RC= 0,3) foi um fator de proteção. Outros fatores associados foram idade acima de 70 anos, doença valvar aórtica, agitação psicomotora, tempo de permanência de drenos, congestão pulmonar e insuficiência respiratória no PO. FA pós-operatória se associou com aumento do tempo de internação hospitalar (16,9 ± 12,3 dias versus 9,2 ± 4,0 dias, P < 0,001) e com maior incidência de acidente vascular cerebral ou óbito PO, (P= 0,02). Conclusão: A incidência de FA no pós-operatório de cirurgia cardíaca é elevada e ocasionou significativo aumento de morbimortalidade e tempo de internação hospitalar. Entre os fatores de risco destaca-se o balanço hídrico excessivo e, como fator protetor, uso de betabloqueadores.






67 - Cross-talk em Cardiodesfibrilador Implantável (CDI): Relato de caso

Benhu, Benhur Davi Henz, Giuliano Becker, Gustavo Glotz de Lima, Marcelo Miglioransa

Introdução: O termo cross-talk é utilizado para descrever um tipo de oversensing o qual é único a marca-passos(MP) dupla câmara. Relato de caso: Paciente 76 anos, cardiopata isquêmico com FE de 23%, foi submetido a implante de CDI com função de MP DDDR, devido a BAVT e episódios de TV monomórfica. No dia seguinte ao implante o paciente apresentou bradiarritmia com sinais de baixo débito cerebral.No ECG intracavitário identificamos cross-talk com inibição da estimulação ventricular (V), devido a interpretação pelo MP de uma despolarização V não existente após 74ms da espícula atrial. Após a revisão radiológica da posição dos eletrodos atrial e V que encontravam-se adequados, procedeu-se a diminuição da amplitude de estimulação atrial, sem correção do cross-talk. Foi aumentado o período cego V de 32ms para 45ms com resolução da disfunção. A sensibilidade V não foi modificada pela possibilidade de reduzir a capacidade de detecção de arritmias V. Discussão: Neste modelo de CDI/MP, mecanismos como período cego V, janela de detecção de cross-talk e decay-delay existem para prevenir oversensing. Neste caso optou-se por diminuir a amplitude de estimulação atrial. Por não se obter a resolução do oversensing, foi aumentado o período cego V com a correção do cross-talk. Considerando-se que o estímulo sentido pelo MP ocorria a 74ms, o aumento do período cego V não deveria ter resolvido o cross-talk. O que nos faz pensar que o estímulo interpretado pelo MP a 74ms, estivesse ocorrendo de fato mais precocemente. Conclusão: Cross-talk muitas vezes é um problema de difícil solução. Apesar de não ser completamente esclarecido, o aumento do período cego V solucionou esta disfunção de MP.






68 - Vias Anômalas de Condução Decremental Anterógrada. Aspectos eletrofisiológicos para o diagnóstico e escolha da zona alvo para a ablação

Marcio Luiz Alves Fagundes, Fernando Cruz Filho, Silvia Boghossian, José C. Ribeiro, Lutgarde Vanheusden, Leonardo Arantes, Adriana Almeida, Maila Seifert , Rafael Fagundes, Roberto Sá

Fundamento: Vias anômalas de condução lenta(VACL) são raras. Identificar inserções distais(ID) e proximais(IP) é fundamental p/ diagnóstico e escolha do alvo p/ ablação(AB). Objetivo: Avaliar critérios eletrofisiológicos p/ a localização VACL e local sucesso AB. Materiais/Métodos: 7 pt VACL. Critérios p/ VACL:1)Pre-excitação anterógrada c/ padrão de BRE-basal ou durante a estimulação atrial;2)Aumento PE associado c/ aumento intervalo AV e encurtamento HV (VH);3)Taqui c/ mesma morfologia BRE e ramo direito (RD) precedendo H durante PE anterógrada. Durante taqui IP identificada c/ liberação de extra-estímulo(EE) no AD durante refratariedade NAV: atrial c/ avanço da próxima ativação ventricular(V) e nodal, caso contrário. ID definida c/ ativação V mais precoce em relação ao complexo PE: fascicular se potencial RD tambem presente antes QRS s/ PE e ventricular, caso contrário. Inserção V longa se afastada anel tricúspide(AT) e curta, se no AT.Durante taqui liberados EE V p/ observar participação VACL no circuito. AB direcionada pela IP(< intervalo "espícula-delta" ou pelo potencial de Mahaim-PM) ou pela ID. Resultados: 4 pts F; idade md=39.Em relação IP:posterior(3),anterior(1),lateral(2) e anterolateral( 1). Em relação ID: fascicular-6(VH md=-15,5) e ventricular curta-1(VH=-50).Taqui PE todos. VA tambem observadora-1( TAVN).VA póstero-septal oculta- 1(alça retrógrada taqui PE).AB p/ IP-6 e p/ ID-1. PM todos. Durante RF ritmo automático (MET) similar à taqui PE em 3. Segmento md 7a s/ recorrência. Conclusões: 1)Estudo IP e ID é importante p/ caracterização circuito e local p/ AB;2)PM foi importante p/ a escolha do local sucesso;3)Presença MET durante RF implica em local de sucesso.






69 - Morte súbita recuperada como primeira manifestação clínica da síndrome de Wolff-Parkinson-White

Edilberto Figueiredo, M. A. C. Reis, J. C. E. Luzio, G. N. Leles, J. R. Polleti

Objetivo: Apresentar caso clínico de síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) cuja primeira manifestação clínica foi a morte súbita (recuperada). Paciente e métodos: Homem de 21 anos, soldado, até então assintomático, estava assistindo TV com outros companheiros de guarda, quando apresentou parada cardio-respiratória (PCR) sem qualquer pródromo. Constatada a parada, foi levado ao Hospital Militar, sendo atendido em PCR por fibrilação ventricular (FV). Submetido a manobras de ressucitação cardio-pulmonar (RCP), com reversão ao ritmo sinusal, seguida de recorrências da FV, só havendo estabilização do ritmo após amiodarona EV. O tempo de parada cardíaca foi de pelo menos 15 minutos. As dosagens de eletrólitos mostraram valores normais. O ECG, realizado após a estabilização do ritmo sinusal, mostrou pré-excitação ventricular compatível com via acessória lateral esquerda. Após a RCP o paciente permaneceu em coma profundo (Glasgow 6), recuperando a consciência 2 dias depois, sem seqüelas. No nono dia foi submetido a estudo eletrofisiológico (EEF). Resultados: O EEF confirmou a presença de via acessória lateral esquerda, com condução anterógrada e retrógrada. A ablação por radiofreqüência (RF) foi realizada com sucesso. O ECG permaneceu com alterações da repolarização em parede inferior, que regrediram completamente após 2 semanas. O ecocardiograma foi normal. Conclusões: 1- A morte súbita pode ser a primeira manifestação clínica da síndrome de WPW. 2- Pelo menos em indivíduos jovens e sadios, a RCP deve ser tentada, mesmo após períodos relativamente prolongados de PCR. 3- A ablação por RF permite a cura de tais casos, abolindo o risco de morte súbita pelo mesmo mecanismo.






70 - Síncope Neuromediada com Tilt-Test (Teste de Inclinação) Anormal - Tratamento Farmacológico versus Medidas Gerais

André Gustavo da Silva Rezende, Gercina de Albuquerque Bastos, Patrícia Alcoforado de Melo, Ana Cristianne Laranjeira, Ricardo Figueiredo, Afonso Albuquerque

Setor de Doença de Chagas e Arritmias - Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Recife-PE

Introdução: Em pacientes com síncope neuromediada e tilt-test (TT) anormal, não há dados consistentes na literatura que favoreçam qualquer tipo de tratamento disponível atualmente. Objetivo: Analisar a evolução de pacientes (pts) com síncope diagnosticada pelo TT, tratados de modo individualizado com ou sem drogas específicas. Material e Métodos: No ambulatório de avaliação de pts com síncope em nossa instituição, 162 de 306 pts realizaram TT, sendo 74 portadores de exames anormais. Cinqüenta pts, 29 mulheres, idade entre 7 e 81 anos (mediana de 29), foram acompanhados com um seguimento médio de 19 meses (2 a 42 meses). A escolha do tratamento foi baseada na intensidade dos sintomas e severidade da resposta durante o TT. As opções terapêuticas eram o emprego de medidas gerais isoladamente (MG), tais como hiperidratação, orientação postural, reconhecimento de pródromos, etc., ou em associação ao tratamento farmacológico, utilizando beta-bloqueador (BB), fludrocortisona (FD) ou fluoxetina (FX). A resposta satisfatória ao tratamento foi determinada pela ausência de recorrência de síncope durante o acompanhamento. Resultados: Treze pacientes no estudo foram tratados com MG. Das medicações, o BB foi utilizado em 24 pacientes e a FD em 11. Dois pacientes receberam FX. Quinze pts (30%) apresentaram recorrência do sintoma, 12 deles com tratamento farmacológico. Não houve diferença estatística entre os grupos de tratamento (MG versus drogas). Analisando-se apenas o grupo que usou drogas, também não houve diferença entre as mesmas. Conclusão: Neste estudo, os tipos de terapêutica na síncope neuromediada não apresentaram entre si, diferentes índices de recorrência do sintoma.






71 - Avaliação de Fatores Relacionados à Recidiva Precoce de Pacientes Submetidos a Cardioversão Elétrica de Fibrilação Atrial

Adalberto Menezes Lorga Filho, Adalberto Lorga, Ana Paula S. B. Leal,, Alex T. F. Luchiari, Patrícia P. Simão, Elaine M. da Silva , Ariane C. M. Benites , Ricardo B. de Lucca Setor de Arritmia e Eletrofisiologia Clinica do IMC - S.J. Rio Preto, SP

Introdução: Mesmo baseando-se em fatores, sabidamente relacionados à recidiva da fibrilação atrial (FA), ainda se observa uma taxa considerável de recidiva precoce após cardioversão elétrica (CVE) de FA. Objetivo: Avaliar fatores relacionados à recidiva precoce (primeiros 30 dias) da FA pós CVE. Material e Métodos: Estudo prospectivo, com 87 pac. consecutivos, submetidos, com sucesso, a CVE de FA, conforme as indicações e técnicas das diretrizes internacionais de FA de 2001. No 30º dia pós CVE foi feito um ECG, dividindo-se os pac. em 2 grupos: com FA(C/FA) e sem FA (S/FA). Variáveis como: idade, sexo, cardiopatia de base, classe funcional (CF) para ICC, CVE previa, cirurgia cardíaca prévia, FA > 1 ano, fração de ejeção, tamanho do átrio esquerdo, disfunção valvar ao eco e energia para CVE foram comparadas entre os grupos através do t-test e do teste de comparação de proporções. Resultados: No 30º dia pós CVE, 19(22%) pac estavam em FA (grupo C/FA) e 68 (78%) em ritmo sinusal (grupo S/FA). Na comparação entre os grupos, as variáveis que se correlacionaram com recidiva precoce da FA foram: presença de cardiomiopatia dilatada como doença de base (21% no grupo C/FA vs. 3% no S/FA, P=0,026) e CF para ICC > I (53% no grupo C/FA vs. 25% no S/FA, P=0,04). Conclusão: A presença de descompensação cardíaca clínica e de cardiomiopatia dilatada, como doença de base, foram as únicas variáveis relacionadas à recidiva precoce de FA pós CVE. A prévia compensação clinica dos pac. poderá melhorar a taxa de recidiva precoce pós CVE de FA.






72 - Síndrome de Brugada: Relato de 7 Casos

Luiz Pereira de Magalhãe, Oto Santana, Alexsandro Fagundes, Marcos Guimarães, Álvaro Rabelo Jr., José Pericles Esteves

A Síndrome de Brugada (SB) é responsável por morte súbita (MS) em pacientes (P) sem cardiopatia estrutural, relacionada a distúrbio autossômico dominante de canais iônicos da membrana celular. Os critérios diagnósticos são clínicos, eletrocardiográficos e genéticos. Pode haver sub-diagnóstico devido a particularidades ao ECG que levam a falso diagnóstico de BRD. O ECG suspeito da SB pode ser confirmado ou não após administração de procainamida. Objetivo: Descrever os critérios clínicos e ao ECG de P com SB acompanhados em nosso serviço. Métodos: De março de 2000 a maio de 2003, foram avaliados 7 P com suspeita de SB., sendo 6 homens, com idade média de 45±6,4 anos, sem cardiopatia estrutural (eco normal em 7; CATE em 1). Seis eram sintomáticos: palpitação em 5, síncope em 1, convulsão no sono seguida de Fibrilação Atrial em 1. A emergência foi o local de triagem em 6. ECG evidenciava padrão suspeito de Brugada em 5, e padrão típico em 2. Em 5 foi feito teste com procainamida. Foram submetidos a Estudo Eletrofisiológico (EEF) 3 P, com estimulação de VD até S3 (400). Resultados: Teste com procainamida foi positivo, exacerbando o supra de ST de V1 a V3, nos 5 P. Foi induzido FV no EEF em 2 P, com implante de cardiodesfibrilador (CDI). Não houve óbito. Não houve acionamento do CDI durante seguimento médio de 12,7 ±10,3 m. Nenhum P faz uso de medicação anti-arrítmica. Conclusões: 1) Descrevemos 7 casos avaliados para a SB em nosso meio, sendo o ECG o critério mais importante para a suspeição. 2) A maioria foi triada em serviço de emergência. 3) A intervenção maior foi na estratégia de prevenção de MS, com indicação de CDI em P sintomáticos, ou com indução de FV no EEF.






73 - Comparação dos Índices de Variabilidade da Frequência Cardíaca, entre Pacientes(pts) com Síncope Vasovagal versus Indivíduos Normais

Kelly Bayoud de Rezende Fernandes, Jean Alberty, Evilásio Leobino, Silas Galvão Filho, J.Tarcísio Vasconcelos, Cecília Barcellos, Erlison Martins, Cláudia Fragata, Genildo Nune, Alessandre Rabell, Emerson Sena

Fundamentos: A variabilidade da frequência cardíaca(VFC) normal implica em integridade da influência do Sistema Nervoso Autonômico(SNA) sobre o ritmo cardiaco.É possível que as disfunções autonômicas que causam a síncope vasovagal sejam avaliadas por índices que demonstrem a alternância do SNA. Objetivo: Comparar a VFC nos índices da série temporal no domínio de tempo através do Holter 24hs, entre pts portadores de síncope vasovagal e indivíduos normais. Material e Métodos: Foram analisados dois grupos de pts: grupo I - 25 pts portadores de síncope de repetição sugestiva de disautonomia sem cardiopatia estrural; grupo II - 15 indivíduos normais.Todos os pacientes foram submetidos a TTT e posteriormente a Holter 24hs com análise da VFC. No grupo I o TTT foi positivo em 21 pts: resposta cardio-inibitória em 05 pts, mista em 09 pts e vasodepressora em 07 pts, e negativo em 04 pts mesmo após sensibilização com nitrato. Todos os TTT do grupo II foram negativos. O Holter 24h apresentou níveis de ectopias e artefatos baixos. Resultados: Através do teste não paramétrico de Mann-Wihtney observamos que os grupos não diferem em relação ao SDNN 24h(p=0,048), SDANN I (p=0,43) e RMSSD(p=0,037). No índice PNN50 observou-se alta variabilidade, demonstrando significativo aumento de percentagem nos pacientes com síncope em relação aos indivíduos normais (p=0,001). Conclusão: Através do índice de curto prazo PNN50, pode-se notar aumento da influência vagal em pts com síncope, quando comparados aos indivíduos normais. Maiores estudos serão necessários para que tais achados sejam incorporados à prática clínica.






74 - Tratamento Cirúrgico da Fibrilação Atrial por Isolamento da Parede Posterior do Átrio Esquerdo em Doentes com Valvopatia Mitral Reumática Crônica: um estudo randomizado com grupo controle

José Tarcísio Medeiros de Vasconcelos, Maurício I. Scanavacca, Roney O. Sampaio, Max Grinberg, Eduardo A. Sosa, Sergio A. de Oliveira

Objetivo: Determinar a efetividade do isolamento cirúrgico da parede posterior do átrio esquerdo (AE) envolvendo os óstios das veias pulmonares, no tratamento da fibrilação atrial (FA) de etiologia reumática. Métodos: Este foi um estudo prospectivo e randomizado envolvendo pacientes (PTS) com valvopatia mitral reumática, FA persistente com duração > a 6 meses, idade < a 60 anos e diâmetro de AE < a 65 mm. Os PTS foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos de acordo com o tipo de abordagem cirúrgica empregada: tratamento cirúrgico valvar (grupo controle) e tratamento cirúrgico valvar associado ao isolamento da parede posterior do AE mediante técnica de "corte e sutura" (grupo tratado). A análise das recorrências de FA foi feita mediante curvas de sobrevida segundo o método de Kaplan-Meier. As curvas livres de eventos foram comparadas com o teste log-rank. Os valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significantes. Resultados: 29 PTS foram operados, dos quais 27 (13 pertencentes ao grupo controle e 14 ao grupo tratado) foram acompanhados regularmente. Os PTS dos dois grupos não diferiram em relação às suas características basais. O tempo de seguimento médio foi de 11,5 meses entre os PTS do grupo controle e de 10,3 meses entre os PTS do grupo tratado. As freqüências cumulativas de PTS livres de fibrilação atrial foram significativamente maiores no grupo tratado tanto na fase peri-operatória (p= 0,0035) quanto na fase tardia (p= 0,0430). Conclusões: O isolamento cirúrgico da parede posterior do átrio esquerdo envolvendo os óstios das veias pulmonares é uma forma efetiva de tratamento da fibrilação atrial na valvopatia mitral reumática.






75 - Redução de Massa Crítica como possível Fator Implicado nos Benefícios do Tratamento Cirúrgico da Fibrilação Atrial por Abordagem da Parede Posterior do Átrio Esquerdo

José Tarcísio Medeiros de Vasconcelos, Maurício I. Scanavacca, Roney O. Sampaio, Max Grinberg, Eduardo A. Sosa, Sergio A. de Oliveira

Objetivo: Demonstrar o papel da redução de massa atrial proporcionado por cirurgia de isolamento da parede posterior do átrio esquerdo (AE) no tratamento da fibrilação atrial (FA). Métodos: Em um estudo prospectivo e randomizado com 29 pacientes (PTS) portadores de valvopatia mitral reumática e FA, 14 PTS foram submetidos a tratamento cirúrgico valvar mitral (TCVM) e 15 PTS a TCVM associado a isolamento da parede posterior do AE (IPP do AE). Foram avaliados os benefícios do IPP do AE na prevenção das recorrências de FA, sendo analisadas as variáveis relacionadas a estas recorrências. As ocorrências de FA foram avaliadas por curvas segundo o método de Kaplan-Meier. As curvas livres de eventos foram comparadas com o teste log-rank. As variáveis significantes foram utilizadas no ajuste de um modelo multivariado, regressão de Cox. Resultados: Em 11 meses de seguimento médio a incidência de recorrência de FA foi menor entre os PTS submetidos a IPP do AE (p= 0,043). As recorrências de FA foram relacionadas ao diâmetro de AE (p= 0,011). Pela identificação da mediana do diâmetro de AE (55 mm), os PTS foram categorizados em um grupo com AE3 a 55 mm e outro com AE < a 55 mm. A incidência de FA foi maior entre os PTS que apresentavam AE3 a 55 mm (p= 0,0471). O IPP do AE entre os PTS com AE3 55 mm reduziu significativamente as recorrências de FA (p= 0,0036). Não foram demonstrados benefícios do IPP do AE nos PTS com AE < 55 mm. Conclusões: 1) O IPP do AE é uma forma efetiva de tratamento da FA; 2) Os benefícios da técnica guardam relação direta com o diâmetro de AE, sugerindo que a redução de massa crítica é um fator determinante dos resultados.






76 - Análise dos Casos com mais de um Ano de Ressincronização Ventricular para Tratamento da Insuficiência Cardíaca

Claudia da Silva Fragata, Silas Galvão Filho, Cecília Barcellos, Kelly Bayoud, Jean Alberty, Evilásio Leobino, Emerson Sena, José Tarcísio Vasconcelos, Erlison Martins, Genildo Nunes, Alessandre Rabello

Objetivos: Os benefícios à curto prazo da terapia de Ressincronização Ventricular para tratamento da Insuficiência Cardíaca (IC) através de implante de marcapasso Biventricular (MP Biv) já são amplamente divulgados na literatura. Apresentamos a evolução de 52 pacientes (pts) submetidos a implante de MP Biv com 12 meses ou mais de seguimento após o implante. Materiais e Métodos: Analisamos a evolução de 52 pts, do total de 144 portadores de MP Biv acompanhados por nossa equipe, que estão ou estiveram em seguimento pós-implante por mais de 12 meses. Desses 52 pts, 10 são mulheres (19%), com idade variando de 35 a 80 anos (média: 60,3±11,46). A Classe Funcional (CF-NYHA) pré-implante era III em 29 pts (55%) e IV no restante. Resultados: Dos 52 pts, 14 foram a óbito, sendo 4 devido a ICC, 6 mortes súbitas, e 4 por outras causas (Tromboembolismo Pulmonar, Pancreatite, Tumor Cerebral e Falência de Múltiplos Órgãos). Três pts foram submetidos a Transplante Cardíaco eletivo. Dos 35 pts atualmente em seguimento, a CF-NYHA é I em 4 pts (11,4%), II em 31pts (88,6%). O tempo de seguimento variou de 12 a 41 meses (média: 24,2±9,2). A Fração de Ejeção média ao Ecocardiograma antes do implante foi de 0,31 e subiu para 0,41 após um ano (p < 0,0001). O Teste de Caminhada de 6 minutos pré-operatório médio foi de 228 metros, sendo que no pós-operatório tardio esse valor foi de 429 metros (p < 0,0001). Conclusão: Os benefícios observados à curto prazo com a terapia de ressincronização ventricular se repetem a longo prazo, porém a mortalidade persiste alta, principalmente a súbita. Talvez a associação do MP Biv ao cardiodesfibrilador implantável possa modificar esta casuística.






77 - Tratamento Curativo das Arritmias Cardíacas em Crianças através da Ablação por Radiofrequência

Lânia Fátima Romanzin Xavier, Maila Seifert, Leonardo Arantes, Adriana M Dazid, Marcio L. A. Fagundes, Vinicius M. Rodrigues, M Elisa E. Matiello, Rafael L.Fagundes, Roberto M. S. Sa, Fernando E. S. Cruz F

Fundamento: A ablação de circuitos elétricos das arritmias cardíacas em adultos tem sido utilizada com sucesso,poucos serviços no entanto utilizam de rotina a ablação em crianças.Objetivo: Analizar os resultados da ablação por radiofrequência em população pediátrica portadora de vias anômalas atrioventriculares. Material e Resultados: De 7500 procedimentos eletrofisiológicos, realizadas de 1981 a 2003,2000 pts foram submetidos a uma ablação por radiofrequência. Do total 800 pts eram portadores de uma via acessória (Vac) sendo 100 pts dentre estes classificados como pacientes pediátricos, isto é,crianças e adoleslentes definidos como tendo idade < 17 anos. Dos 100 pts estudados invasivamente,pelo menos uma via acessória foi demonstrada em 90 pts (idade variando de 6 a 17 anos, md=13,5), sendo 80 com condução anterógrada e retrógrada e 10 sem demonstrar condução anterógrada sendo portanto classificada como oculta.Após identificação da ativação mais precoce anterograda e/ou retrograda a ablação foi realizada com sucesso em 89 pts (98,9%).Todos os procedimentos de Vac esquerdas(22/90=24%)foram realizadas por via aórtica retrógrada e em 6 pts um estudo angiográfico do seio coronário foi necessário. Dois pacientes com anomalia de Ebstein,um previamente operado e outro com duas vias tiveram suas vias eliminadas.Um paciente tinha associação de Vacc e dupla via nodal. Estimulação atrial e ventricular foi realizada em todos os pacientes para avaliar a eficácia do procedimento e em 30 foi administrado adenosina. Uma única paciente desenvolveu pseudoaneurisma de artéria femural direita sendo corrigida cirurgicamente. Conclusão: A ablação de Vac na idade pediátrica é um método seguro, com alto índice de sucesso e baixo de complicações.






78 - Perfil Epidemiológico de Crianças Atendidas com Taquiarritmia Supraventricular em Hospital Terciário Pediátrico

Lânia Fátima Romanzin Xavier, Nelson Itiro Miyague, Renato Torres, Eliana Pelissari, Fransisco Pabis, Marcio Fagundes, Silvia Boghossian, Fernando E. Cruz Filho

Fundamento: O perfil epidemilógico de crianças atendidas com taquiarritmia supraventricular em hospital pediátrico terciário não está bem estabelecido. Objetivo: Relatar o perfil epidemiológico de crianças referenciadas ao serviço de cardiologia pediátrica para diagnóstico e tratamento em crianças abaixo de 2 anos de idade.Material e métodos: No período de 1999 a 2003 foram admitidos 6.740 pacientes na unidade de terapia intensiva cardiológica.Destes foram identificados 46 casos(0,68 %) de crianças abaixo de 2 anos de idade com diagnóstico primário de taquicardia supraventricular.A idade variou de 0 a 666 dias(média de 238 dias),sendo 26 crianças(56%)do sexo feminino e 20(44%) masculino.O peso oscilou entre 1730 a 19000 g.Todos os pacientes apresentaram como queixa principal a taquicardia no momento do internamento. Resultados: A demonstração de um coração estruturalmente normal ocorreu em 30 casos(65%)e uma cardiopatia estrutural foi evidenciada em 16 casos (35%).A patologia mais prevalente foi a miocardiopatia dilatada que ocorreu em 8 pacientes(17%),seguida de tumor de septo interatrial em 1(2%),rabdomiomas múltiplos em 1(2%),neuroblastoma em 1(2%), miocardiopatia esponjosa em 1(2%),esclerose tuberosa em 1(2%),anomalia de Ebstein em 1(2%),estenose aórtica severa em 1 (2%),comunicação interatrial pequena em 1(2%). Nenhuma complicação foi documentada e não houve nenhum óbito. Conclusão: 1- Arritmias cardíacas na ausência de cardiopatia estrutural corresponde a um maior percentual de encaminhamento ao setor de arritmia de um hospital terciário pediátrico.2-A miocardiopatia dilatada ainda representa a maior causa de doença cardíaca estrutural associada a arritmias em nossos pacientes pediátricos.






79 - Teste de Inclinação na Avaliação de Síncope na População Pediátrica.

Lânia Fátima Romanzin Xavier, Eliana Pellissari, Isabelle V. Trevisan , Gilberto A. Rocha, Regina Heinze, Solange R.Hoffmann, RenatoTorres, Nelson Myiague

Fundamento: O teste de inclinação é um exame fundamentado para avaliação de síncope no paciente adulto e atualmente tem sido também útil no auxílio do diagnóstico na faixa etária pediátrica. Objetivo: Descrever o uso do teste de inclinação para avaliação de síncope na população pediátrica. Métodos: Em todos os pacientes o teste de inclinação foi realizado com monitorização da frequência cardíaca e da pressão arterial, com o paciente em repouso durante 10 minutos e inclinado a 70 graus durante 30 minutos,nos casos necessários, a sensibilização foi feita com isoproterenol ou nitroglicerina sublingual. Resultados: Duzentos e dezoito pacientes com quadro de síncope foram submetidos a teste de inclinação,a idade variou entre 3 a 20 anos. A sensibilização foi realizada em 34 casos, sendo com isoproterenol em 27 e com nitroglicerina sublingual em 7. Em 123 pacientes ( 56% ) o exame foi considerado positivo para síncope vasovagal. Destes, 79 pacientes (64%) tiveram comportamento tipo misto, 28 (22%) do tipo cardioinibitória e 16 (13%) do tipo vasodepressora. Vinte e cinco pacientes apresentaram pausa (assitolia) durante o exame entre 3 a 62 segundos. Em um dos casos foi necessário o implante de marcapasso artificial. Em 4 pacientes o exame foi dificultado por falta de cooperação do paciente. Pouco mais da metade dos nossos pacientes apresentaram teste compatível com síncope vasovagal e a grande maioria com caracter benigno, porém alguns casos apresentaram clara evidência do comportamento maligno da síncope vasovagal, auxiliando na investigação diagnóstica e na orientação terapêutica do paciente. Conclusão: O teste de inclinação demonstrou ser um exame factível, confiável e importante na avaliação da síncope na população pediátrica.






80 - Taquicardia Supraventricular Incessante no Primeiro Ano de Vida

Lânia Fátima Romanzin Xavier, Eliana Pelissari, Fernando Cruz Filho, Renato Torre, Nelson Miyague

Fundamento: A taquicardia supraventricular incessante no primeiro ano de vida felizmente é uma patologia rara, porém, quando presente pode ser causa de taquicardiomiopatia. Objetivo: Relatar a presença da taquicardia supraventricular incessante em pacientes abaixo de um ano de idade.Material e métodos: Total de cinco pacientes com diagnóstico de taquicardia supraventricular de caráter incessante,com idade entre 10 dias a 5 meses ( média de 74 dias).Sendo 4 do sexo masculino(80%) e 1 feminino(20%).O peso oscilou entre 2,150 e 7,200 gramas. Resultados:.Em 4 pacientes (80%) a forma de apresentação foi assintomática, sendo referidos pelo pediatra por taquicardia no exame físico.Em 1 dos casos(20%) houve a manifestação de sintomas de insuficiência cardíaca, com início aos 2 meses de idade evoluindo com piora progressiva.O diagnóstico definitivo foi feito aos 5 meses de vida e foi compatível com taquicardiomiopatia.A avaliação cardiológica não invasiva demonstrou uma frequência cardíaca média que oscilou entre 162 e 180 bpm(média de 172 bpm), com o referencial de manter-se sem a variação fisiológica e elevada a maior parte do Holter.O ECG demonstrou uma taquicardia supraventricular com RP´longo em 4 pacientes (80%) e um (20%) com flutter atrial com condução atrioventricular variável.O coração foi considerado estruturalmente normal em 80% dos pacientes e com alteração em 20% (miocardiopatia dilatada).Em quatro pacientes o sucesso terapêutico foi parcial,porém com diminuição da frequência cardíaca média para valores entre 102 e 131 bpm (média de 120 bpm). Todos permaneceram assintomáticos, com função cardíaca normal.Em um dos 5 casos,que correspondeu à miocardiopatia dilatada,houve reversão para ritmo sinusal com cardioversão elétrica e a manutenção foi feita com amiodarona.Este paciente apresentou regressão da miocardiopatia em 3 meses e manteve-se na sequência assintomático. O seguimento dos pacientes foi de 24 a 38 meses (média de 31meses). Conclusão: A taquicardia supraventricular incessante quando diagnosticada e tratada precocemente pode prevenir o aparecimento da taquicardiomiopatia e melhorar o prognóstico desta doença.






81 - Análise de Holter em Criança: Experiência de 3212 Exames

Lânia Fátima Romanzin Xavier, Francisco Pabis, Mona Simões, Flavia Lovato, Eliana Pelissari, Cristiane Binotto, Julian Gutierrez, ,José Rubens Madureira, Solange Hoffmann, Renato Torres, Nelson I. Miyague

Introdução: O Holter é um exame de importante valor diagnóstico nos distúrbios do ritmo cardíaco no adulto, na população pediátrica os estudos ainda são escassos. Objetivo: Demonstrar a experiência do serviço de cardiologia pediátrica na análise de Holter em crianças. Material e métodos: No período de janeiro de 2000 à julho de 2003 foram realizados 3212 exames de Holter em criança.A idade oscilou entre 1 dia a 18 anos(média de 7,5 anos), 1987 (61%)do sexo feminino e 1225 (39%)masculinos. Em 2123 pacientes (66%) o coração foi considerado estruturalmente normal e 1089 (33,9%) apresentavam doença cardíaca. As indicações clínicas foram documentação de sintomas relacionados a arritmia em 78%, e avaliação de risco em paciente sem sintomas de arritmia em 22%. Resultados: O exame foi considerado dentro dos limites da normalidade em 1713 casos (54%) e em 1499 (46%) foi documentado alteração no ritmo cardíaco. As alterações encontradas em ordem de frequência foram: extrassistoles ventriculares em 570 exames (38%), extrassistoles supraventriculares em 307 (20%), taquicardia supraventricular em 142 (9%),marcapasso artificial em 107 (7%), bradicardia sinusal em 93 (6%), BAV de 2º grau em 73 (4,8%), Pré-excitação ventricular em 55 (3,6%),BAV de 1º grau em 51 (3,4%),taquicardia ventricular em 42 (2,8%),BAVT em 25 (1,6%),isquemia miocárdica em 17 (1,1%) e QT longo em 17(1,1%). Conclusão: O Holter é um método não invasivo objetivo e factível na população pediátrica, contribuindo de maneira significativa no diagnóstico de arritmia nesta faixa etária.






82 - Tratamento Clínico de Taquicardia Supraventricular em Crianças de Baixa Idade

Lânia Fátima Romanzin Xavier, Nelson Itiro Miyague, Renato Torres, Eliana Pelissari, Julian A Gutierrez, Flavia Porto, Cristiane Binotto, Fernando Farias, Fransisco Pabis, Marcio Fagundes, Silvia Boghossian, Fernando E. Cruz Filho

Fundamento: O manuseio clínico da taquicardia supraventricular na população pediátrica é relativamente bem documentado na literatura. Objetivo: Relatar o tratamento clínico da taquicardia supraventricular em crianças abaixo de 2 anos de idade.Material e métodos: Um total de 46 crianças abaixo de 2 anos idade internadas na terapia intensiva pediatrica cardiológica, com diagnóstico principal de taquicardia supraventricular.A idade variou de 0 a 666 dias(média de 238 dias),sendo 26 crianças(56%)do sexo feminino e 20(44%) masculino.O peso oscilou entre 1730 a 19000 gramas. Resultados: Estruturalmente o coração foi considerado normal em 30 casos(65%) e com cardiopatia estrutural em 16 casos (35%).O eletrocardiograma da taquicardia foi com RP´menor de 80 ms em 34 crianças(73%),sem identificação da onda P em 7(15%),com RP´longo em 3(6,5%) e flutter atrial em 2(4,3%).A reversão para ritmo sinusal foi espontânea em 10 crianças(21,7%), manobra vagal(gelo na face) em 10(21,7%), cardioversão elétrica(0,5 a 1 j/kg) em 9(19,5%),amiodarona endovenosa(dose de ataque de 5mg/kg ) em 8(17,3%),adenosina em 7(15,2%),sendo que em 2 pacientes a reversão foi com 1 dose,2 com 3 doses e 3 com 2 doses,entre 0,15 a 0,2 mg/kg e propafenona endovenosa(dose de ataque de 2 mg/kg ) em 2 (4,3%).O tratamento de manutenção inicial foi feito em 26 pacientes(56%) com digoxina, em 16(34%) com amiodarona e em 4(8%) com propafenona. Oito crianças (17%) apresentaram recorrência, e destas, 4 (50%) necessitaram associação de dois antiarritmicos. Nenhuma complicação foi documentada e não houve nenhum óbito. Conclusão: O tratamento clínico na população pediátrica de baixa idade é factível e seguro, e deve ser a primeira escolha até que a criança atinja a idade ideal para tratamento ablativo.






83 - Desfibrilação Atrial Interna em Pacientes Portadores de Fibrilação Atrial

Genildo F. Nunes, Alessandre Rabello, J.Tarcísio Vasconcelos, Silas Galvão Filho, Kelly Bayoud, Jean Alberty, Evilásio Leobino, Cláudia Fragata, Emerson Sena, Cecília Barcellos, Erlison Martins

Introdução: A desfibrilação atrial interna (DFAi) é um método alternativo para reversão da fibrilação atrial (FA). Objetivos: Avaliar a segurança e eficácia da DFAi em pacientes (PTS) portadores de FA. Metodologia: 19 PTS, 11 homens, idades média 56±11 anos,portadores de FA persistente,foram submetidos a DFAi. 8 PTS eram refratários a desfibrilação transtorácica (DFAt). 7 PTS eram portadores de doença cardíaca estrutural. A duração da FA foi de 23,1 ±17 meses. O diâmetro de átrio esquerdo e a fração de ejeção ventricular esquerda foram respectivamente 46,5 ± 5,6 mm e 61,7 ± 10,2%. Os PTS,foram submetidos a anticoagulação oral com warfarina mantendo-se RNI(2-3) e a amiodarona por um período mínimo de 3 semanas. Ecocardiograma transesofágico foi realizado em todos no mínimo 48hs antes do procedimento. A DFAi foi realizada com choques bifásicos,sincronizados pelo QRS, largura 3/3 ms, aplicados entre átrios direito e esquerdo através de um eletrodo decapolar inserido no seio coronário e um eletrodo de desfibrilação adaptado,com mola de 8,2 mm2, no átrio direito, ambos introduzidos por cateterização de veia femoral direita. Foi empregado desfibrilador multiprogramável, seguindo-se um protocolo escalonado, iniciado com 0,5 J até haver restauração do ritmo sinusal ou ser atingida energia máxima de 30 J. Resultados: A DFAi foi efetiva em restaurar o ritmo sinusal em 94% PTS. O limiar de DFAi foi de 9,1± 2,9J. Não ocorreram complicações. Conclusão: O estudo pode demonstrar que a DFAi, utilizando choques bifásicos, é um método seguro e de alta eficácia na restauração do ritmo sinusal em PTS com FA persistente, mesmo em casos de FA de longa duração e refratários a DFAt.






84 - Vias Acessórias Atrioventriculares Epicárdicas Localizadas no Seio Coronário e Veia Cardíaca Média. Identificação Eletrofisiológica

Lânia Fátima Romanzin Xavier, Ângelo Amato de Paola , Paulo César Tostes, Karen Parasch , Erika Olivier Vilela Bragança, Márcio L A Fagundes, Maila Seifert, Roberto M. S. Sá, Leonardo Arante, Fernando E. S. Cruz F.

Fundamento: O seio coronário é revestido por tecido miocárdico que pode conectar os átrios e ventrículos e que se estende até a veia cardíaca média e veia coronária posterior. Métodos: Estudamos retrospectivamente os achados eletrofisiológicos dos últimos 220 pacientes portadores de via acessórias (Vacc) postero-septais. De 220 casos ablacionados em 2 centros terciários, foram identificados 12 pts os quais a ablação foi realizada no interior do seio coronariano ou em uma das duas veias cardíacas (VCs), a veia cardíaca média - VCM e a veia cardíaca posterior- VCP. Resultados: As Vacc coronarianas-ventriculares foram mapeadas no interior do SC, VCM e VCP após estudo angiográfico. Houve documentação de divertículos em dois pts (16%). A via acessória encontrava-se na " boca" do divertículo em 1pt e sem relação com o mesmo em outro. Não houve documentação angiográfica de alargamento das VCs. Nos 12 pts, foram registrados intervalos inadequados AV >70 ms e VA em ambos locais endocárdicos, entretanto eletrogramas precoces com registro da Vacc foram detectados em 4 pts no interior do SC, em 6 pts no interior da VCM. Em dois pts não foi possível avançar um cateter pela VCM devido a seu calibre menor que 4F. A ablação por radiofrequência (RF) foi obtida em 10 de 12 pts pela via intra SC e VCM. A duração do tempo de aplicação de RF variou de 11 a 60s. Em um pt foi possível realizar-se o mapeamento epicárdico e ablação com sucesso na região postero-septal, após punção do saco pericárdico. A coronariografia realizada após a liberação de RF foi normal. Em uma única pt nâo foi possível alcançar a VA. O sucesso total atingiu 91.6%. Não ocorreram recorrências. Nenhuma complicação ocorreu durante os procedimentos. Não houve relato de dor precordial após o procedimento. Em um paciente pode-se obvervar uma leve diminuição do calibre após ablação. Conclusões: 1- Anormalidades da anatomia do SC e suas veias são raras 2- A ablação da Vacc no interior do SC, VCM e VCP é factível e segura. 3- A técnica epimiocárdica pode ser utilizada como recurso nos casos de VCs de pequeno calibre.






85 - Diabetes Mellitus: Análise da Variabilidade da FC e sua Relação com a Incidência de Arritmias Cardiacas

José Sobral Neto, Eduardo Cavalcante, Scheila Cavalcante, Lúcia Cristina Sobral

Unidade de Cardiologia/HBDF - Brasilia-DF

A disfunção autonômica no Diabetes Mellitus tem sido descrita como uma de suas complicações mais frequentes, e contribue para o aumento da morbi mortalidade da doença com aumento significativo do risco de eventos cardiovasculares. O estudo da VFC tem sido utilizado no diagnóstico das disautonomias diabéticas e com este objetivo foram estudados 29 pacientes diabéticos cronicos acompanhados no amb. de Endocrinologia do HBDF, idade média de 54+/-10anos e predominio do sexo fem (74%), sem cardiopatia aparente, com realização de Holter e parametros da VFC, que foram comparados com um grupo controle de 16 pacientes normais. Resultados: Incidência de arritmias ao Holter: ESSV: 21/72% (C: 9/45%); TPSV: 6/21% (C:0); ESV: 24/83%(C: 4/20%); TVNS: 2/6,8% (C:0). VFC dominio do tempo: vide tabela. VFC dominio da freqeuncia: LF1/HF1: 11,6+/-7,9 (C: 8,1+/-4,2); LF2/HF2: 1,19+/-1,66 (C: 0,49+/-0,28). Conclusão: Pacientes diabéticos possuem menor variabilidade cardiaca com incremento significativo da atividade simpatica, menor atividade vagal e maior incidência de arritmias cardiacas.








86 - Avaliação dos Óbitos pós Ressincronização Ventricular em 4 Anos de Experiência

Emerson Ursulino de Sena, Silas Galvão Filho, J.Tarcísio Vasconcelos, Cecília Barcellos, Jean Alberty, Alessandre Rabello, Evilásio Leobino, Cláudia Fragata, Erlison Martins, Genildo Nune, Kelly Bayoud

Fundamentos: Apesar das evidências da eficácia da estimulação biventricular (EBIV) no tratamento da insuficiência cardíaca (IC) refratária com distúrbio de condução intraventricular, a mortalidade persiste elevada. Objetivos: Analisar o número, as causas, o tempo de seguimento e a classe funcional dos pacientes (pts) que foram a óbito(OBT) em nossa experiência com EBIV, desde junho 1999. Métodos: Dos 144 pts submetidos a EBIV por nossa equipe, 42 foram a OBT sendo analisados retrospectivamente. Excetuando-se 1 pt, todos apresentavam o sistema de EBIV funcionando perfeitamente no ultimo controle, sendo que 4 pts portavam CDI com EBIV para prevenção secundária de morte súbita (MS). Os dados relativos a causa mortis foram obtidos na ocasião do OBT, por contato com equipe médica assistente ou, em último caso, via contato telefônico com familiares. Resultados: Os OBTs ocorreram entre 2 dias e 37 meses pós EBIV (média de 10 meses) com 54% destes nos 6 primeiros meses. As causas foram: MS 16pts (38%), IC 16(38%), BCP 2(4,8%), falência de múltiplos órgãos 1 (2,4%), sepse 1(2,4%), TEP 1(2,4%), pancreatite 1(2,4%), tumor cerebral 1(2,4%), AVC 1(2,4%), taquicardia ventricular refratária 1(2,4%) e IAM 1(2,4%). A FE média (ECO) no último controle foi 33%. Em relação as cardiomiopatias 32% eram idiopáticas,27% isquêmicas, 24% chagásicas, 10% valvares e 7% outras. Nenhum dos pts. com CDI apresentou MS. Conclusão: 1- A MS é um dos principais determinantes de mortalidade nesta população e provavelmente explica a manutenção da alta mortalidade, apesar dos benefícios da EBIV. 2- A EBIV isolada não pareceu proteger os pts da MS, Sugerindo a necessidade da associação da EBIV com CDI.






87 - Terapia Não-Farmacológica da Insuficiência Cardíaca Congestiva através da Ressincronização Cardíaca com Marcapasso Átrio-Biventricular

Ana Ines Costa Santos, Sergio Bronchtein, Olga F. de Souza, Ana Carla M. Pális, Cláudia Perez, Lauro S. M. Pereira, Lúcia Emmerick, Martha Pinheiro, Martha Savedra

Fundamento: A ressincronização cardíaca (RC) através da estimulação de marcapasso (MP) átrio-biventricular (biv) é uma excelente opção de tratamento não-farmacológico da insuficiência cardíaca congestiva (ICC) nas cardiomiopatias dilatadas com assincronismo de contração ventricular, complexo QRS largo (>130 ms), fração de ejeção (FE) < 35% com eficácia comprovada por estudos multicêntricos randomizados. Objetivos: analisar a evolução clínica de pacientes (pt) com ICC, FE < 35%, QRS >130 ms e refratários a terapêutica clássica e otimizada submetidos a RC por MP biv. Pacientes e Métodos: de maio/ 2002 a agosto/ 2003, 15 pt foram submetidos a implante de MP biv. O ecocardiograma bidimensional com doppler (ECO) foi realizado em todos os pt para cálculo de FE por Simpson e análise do assincronismo ventricular. O ECG basal foi utilizado para medir a duração do complexo QRS e analisar o padrão morfológico. Todos os pt encontravam-se com terapêutica otimizada para ICC e 04 pt dependentes de dobutamina. Os eletrodos de átrio direito, ventrículo direito e de seio coronariano foram implantados por técnica endocavitária, com eletrodos de ventrículo esquerdo posicionados em veia cardíaca lateral, latero-dorsal ou antero-lateral. Resultados: da população estudada, 11 (73,3%) eram homens com média de idade 71,8±7 anos (a) (53-84 a). Em 10 pt (66,7%) a etiologia da ICC era de origem isquêmica e em 5 (33,3 %), idiopática. Dez pt encontravam-se em classe funcional (CF) III da New York Heart Association (NYHA) e 5 pt em CF IV. A média da FE pré-implante foi de 27±6 % e a duração média do QRS foi de 175,2±23 ms. Quatorze pt tinham BCRE e 1 com BRD+BDAS. Dois pt já eram portadores MP cardíaco (modo DDD,R e VVI,R) e um, cardioversor-desfibrilador (DDD,R). No seguimento médio de 7,6±4 meses, 10 pts passaram para CF I, 4 pt para CF II, e 01 pt permaneceu em CF III. A média da FE pós-implante mudou para 35,3±7 % (p= 0,002, teste T pareado) e a duração média do QRS foi reduzida para 149,0±17 ms (p=0,001). Não houveram complicações relacionadas ao procedimento, e até o momento não houve desposicionamento de eletrodos ou aumento significativo de limiar de estimulação biv. Ocorreu um óbito tardio por causa não-cardíaca. Conclusão: A RC através da estimulação por MP biv mostrou ser uma excelente opção não-farmacológica no tratamento da ICC refratária tanto na sua segurança quanto na sua eficácia clínica.






88 - Ativação do Mecanismo de Auto-Captura Beneficia Portadores de Cabos-Eletrodos Ventriculares Bipolares Crônicos

Julio Cesar de Oliveira, Carlos Cleber S. Menezes, Martino Martinelli, Anisio Pedrosa, Silvana Nishióka, Sérgio Siqueira, Elizabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Roberto Costa

Introdução: Auto-captura (AC), algoritmo com ajuste automático de energia para captura ventricular, requer cabos-eletrodos (CE) bipolares e de baixa polarização para garantir uma função adequada e segura, permitindo prolongar a duração média dos geradores. Estes requisitos são fatores limitantes para sua utilização, sobretudo, em casos de trocas de geradores. Objetivo: Avaliar a possibilidade de ativação do mecanismo de AC em portadores de CE ventriculares bipolares, sem características de baixa polarização, com pelo menos 6 meses de implante, atendidos ambulatorialmente, no período de out/02 a set/03. Resultados: Setenta pacientes (pts) consecutivos (31 sexo M, idade média 65?18 anos) portadores de marcapasso St Jude Inc, Integrity(26), Affinity(38) ou Regency(6) foram avaliados (51 DDD e 19 VVI). Foi possível analisar o potencial evocado do cabo-eletrodo ventricular em todos os pacientes. Ativação da AC foi recomendada em 34 pts(48,6%). Os CE mais frequentes foram: VY66 (Osypka)-14(4 ativações), 4245 (Guidant Inc)-12(5 ativações), TI66 (Osypka)-5(5 ativações) e QT66 (Osypka)-4 (1 ativação) e 4068 (Medtronic Inc)-4(2 ativaçoes). A possibilidade de ativação da AC, considerando o tempo de implante do cabo eletrodo está demonstrada na tabela (Teste Qui-Quadrado p=0.447). Conclusão: Pacientes portadores de CE ventriculares bipolares crônicos podem se beneficiar da ativação do mecanismo de AC. O tempo pós-implante não foi fator limitante para sua utilização.








89 - Estudo da Variabilidade da Freqüência Cardiaca em Portadores de Sindrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS): Impacto do uso de prótese ventilatória (CPAP)

José Sobral Neto, Ronaldo Almeida, Nelma Almeida, Lúcia Cristina Sobral

Centrocard/Clinar - Brasilia/DF

Alterações do SNA tem sido descritas em portadores de SAOS e podem ser evidenciadas atravéso do estudo da VFC. O presente estudo tem como objetivo registrar o impacto do CPAP nos parâmetros da VFC. Entre nov/77 e abr/03, 26 pacientes comprovadamente portadores de SAOS (foram excluidos portadores de patologias associadas) com idade média 58+/-14anos, 50% masculino foram submetidos a polissonografia, Holter 24 horas e determinação da VFC antes e após utilização de CPAP e os resultados pré e pós foram comparados entre si. Resultados: Parametros da polissonografia: IAH: s/CPAP: 45+/-31 (p/CPAP: 10+/-7 p < 0,001); Sat Hb: s/CPAP: 76+/10 (p/CPAP: 86+/-8 ns); No. M/D: s/ CPAP: 171+/-135 (p/CPAP: 61+/-34 p < 0,001); Parametros da Variabilidade Cardiaca: vide tabela abaixo. Conclusão: 1-Na análise do domínio do tempo os pacientes em uso de CPAP tiveram melhoria significativa dos parâmetros de VFC (SDNN e SDANN). 2-Na análise do domínio da freqüência, durante o uso CPAP observou-se maior atividade vagal (MnLF/HF). 3-Tais alterações foram acompanhadas de melhoras significativas do IAH e do número de microdespertares e despertares (No M/D) na polissonografia em uso do CPAP.








90 - A Estimulação Atrial Rápida Induz Remodelamento Elétrico Atrial em Cães Anestesiados sob Bloqueio Autonômico Completo

Elerson Arfelli, Carlos Eduardo Bissolli Balbão, Rinaldo Fernandes, Priscila Landin, Ângelo Amato V. de Paola, Guilherme Fenelon

Universidade Federal de São Paulo-EPM-SP

Fundamento: Estudos experimentais têm demonstrado que a fibrilacao atrial (FA) é capaz de promover o remodelamento atrial, caracterizado essencialmente pelo encurtamento da refratariedade, o que pode facilitar a perpetuação da arritmia. Este fenômeno esta relacionado à inativação de canais de cálcio durante o platô do potencial de ação. Objetivo: Avaliar o papel da estimulação elétrica rápida, nas propriedades elétricas atriais. Materiais e métodos: Quatro cães (5-13 Kg) anestesiados com alfa- chloralose, sob bloqueio autonômico completo (atropina e propranolol), com tórax fechado, foram submetidos à estimulação elétrica rápida (600 bpm) através de cateter quadripolar posicionado no apêndice atrial direito, simulando FA por até 120 minutos(min.).O período refratário efetivo atrial (PREA) foi verificado no estado basal, durante 60, 90 e 120min. de estimulação, e após 30min. de recuperação, por um eletrodo de marcapasso com fixação ativa posicionado no átrio direito alto. As medidas do PREA foram obtidas a um ciclo de freqüência (S1) de 300 msec a quatro vezes o limiar diastólico, utilizando técnica de extra-estimulo decremental. Resultados: Os limiares de estimulação no eletrodo de marcapasso se mantiveram estáveis durante todo o procedimento (0,2mA @ 1,4ms). Com 60 min.de estimulação, o PREA encurtou (150±11 vs 125±17ms p=0.05) sem encurtamento adicional até o final da estimulação (120 min). Após 30 min de recuperação o PREA retornou aos valores basais (140 ±11ms). Conclusão: Neste modelo, a estimulação elétrica rápida durante 1 hora induz remodelamento elétrico atrial, que parece ser rapidamente reversível. Esse fenômeno pode contribuir para a perpetuação da FA.






91 - Curva Atuarial de Sobrevida em Pacientes com CDI: Análise de Preditores através de Variáveis Clínicas e Epidemiológicas

Gustavo Gomes Torres, José Baggio Jr, Abelardo Escarião, Pablo Maranhão, Sérgio Siqueira, Anísio Pedrosa, Silvana Nishiók, Elizabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Roberto Costa, Martino Martinelli

Introdução: A característica evolutiva dos pacientes com CDI tem importância podendo definir condutas clínicas, permitindo revisão constante da própria indicação. Objetivos: Estimar a probabilidade de sobrevida e os fatores preditores de pacientes com CDI, em nosso meio, considerando as variáveis clínicas e epidemiológicas. Métodos: Dentre os 602 pacientes registrados no banco de dados de armazenamento prospectivo do CDI, de nossa instituição, foram analisadas informações clínicas e epidemiológicas de 231 pacientes. Foi analisada a taxa atuarial de sobrevida, com relação a características epidemiológicas e clínico-funcionais, e os possíveis fatores de influência. As variáveis estudadas foram: sexo, idade, drogas, HAS, diabetes, dislipidemia, cardiopatia de base, marcapasso prévio (MP), CF ICC (NYHA), ritmo de base, FEVE ao ECO, TVNS ao Holter, resultados de EEF e modo de estimulação. A estimativa de sobrevida atuarial foi obtida pela curva de Kaplan-Meier e a comparação do seu comportamento em função das variáveis foi obtida pelo teste log-rank, considerando-se significante o valor de p inferior a 0,05 (teste bicaudal). Resultados: O comportamento atuarial de sobrevida em função das variáveis que apresentaram significância estatística, foram: para modo átrio-biventricular (ABiV) uma probabilidade de sobrevida em 01 ano de 68%, para CF III em 05 anos de 19%, para CF IV em 05 anos de 37%, para a presença de MP em 05 anos de 19% e o não uso de beta-bloqueador, em 05 anos de 34%. Conclusões: Em portadores de CDI, as variáveis preditivas de pior prognóstico foram: 1)Modo de estimulação (ABiV); 2)CF III e IV (NYHA); 3)Presença de MP; 4)Não uso de beta-bloqueador.






92 - Análise Discriminatória das Variáveis Clínico-Epidemiológicas de Portadores de Cardiodesfibrilador Implantável

José Mário Baggio Junior, Gustavo Torres, Abelardo Escarião, Pablo Maranhão, Sérgio Siqueira, Anísio Pedrosa, Silvana Nishióka, Elizabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Roberto Costa, Martino Martinelli

Introdução: Há interesse, em nosso meio, por ensaios analíticos a respeito das características clínicas e epidemiológicas de pacientes com CDI, particularmente pela presença da cardiopatia chagásica. Não existem evidências científicas a esse respeito. Objetivo: Avaliar as características clínicas e epidemiológicas dos pacientes submetidos à implante de CDI, de acordo com a cardiopatia de base. Métodos: Dentre os 602 pacientes registrados no banco de dados de armazenamento prospectivo do CDI, de nossa instituição, foram analisadas informações clínicas e epidemiológicas de 193 pacientes. As cardiopatias de base foram: isquêmica (CI), chagásica (CCH) e dilatada (CD). As variáveis estudadas foram: sexo, idade, HAS, diabetes, tabagismo (TAB), dislipidemia (DLP), drogas, ritmo de base, CF ICC (NYHA), FEVE ao ECO, marcapasso prévio (MP) e TVNS ao Holter. A análise estatística constou de: 1)teste qui-quadrado ou teste da razão de verossimilhança para avaliação da associação entre tipo de cardiopatia e as variáveis classificatórias; 2)análise de variância e teste de Tukey para comparação das médias. Os valores de p < 0,05 foram considerados significantes, os testes foram bicaudais. Resultados: Nos pacientes com CI, a prevalência de homens foi 93%, de HAS foi 57%, de TAB 29% e de DLP 39%, com média de 61,5 anos e uso de AAS em 75%. Na CCH, 58% apresentavam TVNS e 15% implante de MP. Na CD o uso de digital e diuretico foi de 51 e 68%, respectivamente. Conclusões: Sexo masculino, idade, HAS, tabagismo, dislipidemia, uso de AAS e estatina discriminaram CI. Presença de TVNS e implante de MP prévio discriminaram CCH. Uso de diurético, digital e espironolactona discriminaram CD.






93 - Avaliação dos Efeitos da Superestimulação Atrial Dinâmica no Remodelamento Estrutural da Fibrilação Atrial (FA) Crônica Recorrente

Antonio da Silva Menezes Júnior, Humberto Graner Moreira, Murilo Tavares Daher, Cristiane Metran Nascente

Hospital São Francisco de Assis - Goiânia - GO

Introdução: O remodelamento estrutural, envolvido na fisiopatologia da FA, é caracterizado por aumento da massa, distensão e fibrose atrial, diminuindo a velocidade de condução e perpetuando os múltiplos circuitos de reentrada. Objetivo: Avaliar os efeitos cardiovasculares do uso do algoritmo DDD+ (superestimulação dinâmica), do ponto de vista ecocardiográfico. Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, controlado, duplo-cego, cruzado, que incluiu pacientes com FA crônica recorrente c/bradicardia associada. Pacientes randomizados em 2 grupos (DDD ou DDD+). A 1a avaliação foi realizada com 01 mês após implante, 2o em 06 meses e o 3o, após cruzamento, em 12 meses. A cada avaliação era realizado ecodopplercardiograma, segundo normas internacionais. (alfa=5%, IC 95%). Resultados: Avaliados 34 pacientes, 54% feminino, idade média 61,4±13. (* p < 0,05 ** p < 0,01). Conclusões: O algoritmo de superestimulação melhorou a função diastólica ventricular assim diminuiu significativamente o diâmetro do átrio esquerdo, sugerindo sua ação no remodelamento atrial estrutural reverso.








94 - Análise do Perfil Epidemiológico e Clínico de Portadores de CDI com MP Definitivo Prévio

José Mário Baggio Junior, Gustavo Torres, Abelardo Escariã, Pablo Maranhão, Sérgio Siqueira, Anísio Pedrosa, Silvana Nishióka, Elizabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Roberto Costa, Martino Martinelli

Introdução: De um modo geral, os fatores preditivos de prognóstico em pacientes com indicação de CDI estão bem definidos. Entretanto, não existem evidencias da importância da presença de marcapasso definitivo, no momento do implante do CDI. Objetivos: Estabelecer associações clínicas entre a cardiopatia de base e a presença de MP definitivo prévio ao implante de CDI, considerando o perfil clínico- laboratorial da população de um hospital terciário. Material e Métodos: Dentre 231 pacientes com informações clínicas e laboratoriais do banco de dados de armazenamento prospectivo do CDI, de nossa instituição, identificamos 12 (5,2.%) pacientes com MP definitivo. Nestes, foi avaliada a taxa de associação com as seguintes variáveis clínicas:, CF IC, FEVE, indicação de CDI, tempo médio entre o implante do MP e do CDI, assim como a taxa de mortalidade.Comparanda-se as variáveis em relação a cardiopatia chagásica (CCH) e dilatada (CD) Resultados: vide tabela. Conclusões: A taxa de associação de cardiopatia chagásica com presença de marcapasso prévio ao implante de CDI é muito elevada (92%); o tempo médio entre o implante de MP e CDI é curto e a taxa de mortalidade expressiva.








95 - Taquiarritmia Ventricular Pré-Implante de CDI versus Choques Apropriados: Importância da Cardiopatia de Base

Abelardo Gonçalves Escarião, José Mário Baggio, Gustavo Torres, Pablo Maranhão, Sérgio Siqueira, Anísio Pedrosa, Silvana Nishióka, Elizabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Roberto Costa, Martino Martinelli

A arritmia ventricular complexa ao Holter como preditor de taquicardia ventricular sustentada e fibrilação ventricular tem importância controversa, dependente sobretudo da cardiopatia de base, da função ventricular e de fatores desencadeantes. Não existem evidências concretas em nosso meio a esse respeito. Objetivo: Estabelecer a correlação entre a presença da taquiarritmia ventricular ao Holter 24h (densidade/complexidade) prévia ao implante do CDI ,com a ocorrência de choques apropriados pós-implante, considerando a cardiopatia de base. Métodos: Dentre os 602 pacientes registrados no banco de dados de armazenamento prospectivo do CDI, de nossa instituição, foram analisadas informações laboratoriais de 231 pacientes, sendo selecionados 87 traçados de pacientes cardiopatia chagásica(CCH), isquêmica (CI) e dilatada (CD), avaliando a densidade (nº EV/h) e complexidade da arritmia ventricular (TVNS), relacionando com a ocorrência de choques apropriados pelo CDI. A análise estatística pelos testes de qui-quadrado ou Fischer bicaudal. Resultados: Os resultados estão expressos na tabela. Conclusões: A maior prevalência de TVNS ocorreu em pacientes com CCH, entretanto foi maior a ocorrência de choques em pacientes com CI e TVNS. Quanto a densidade de EV, não houve diferença.








96 - Teste de Inclinação - Existem Diferenças de Resposta entre Jovens e Idosos?

Ana Ines Costa Santos, Olga Ferreira, Lauro Pereira, Martha Pinheiro, Sergio Bronchtein

Fundamento: A aplicabilidade do TI em jovens com scp está estabelecida, porém o perfil do TI no idoso é pouco estudado. Objetivo: Avaliar o TI de pacientes (pts) < e > 65 anos, utilizando o TI potencializado com nitrato SL e TI não potencializado. Métodos: De 01/01 a 03/03 avaliamos 302 TI. Destes, 172 (56,9%) em pts> 65a (GI) e 130 (43,1%) 5 episódios e 18% com scp maligna. No GII 46,2% masc.; 34 ± 6a; 80,6% com scp / pré scp; 17,2% com > 5 episódios e 9,6%com scp maligna. Resultados: A HAS estava presente em 45,9% dos pts do GI e 22,6% do GII, seguida pela DAC (13,9%x 5,4%). 48,3% dos pts no GI usavam antihipertensivos x 13,9% no GII. A resposta (+) foi encontrada em 40,2% dos pts no GIx 45,2% no GII (p=0,43). No protocolo não potencializado, o TI foi + em 5,8% do GI x 1,1% do GII. No TI potencializado a resposta foi + em 34,3% do GI x 44% do GII (p=0,12). A principal resposta no GI foi a forma (NM) mista (13,9%), seguida pela hipersensibilidade carotídea (HC). NoGII a + prevalente foi o POTS, seguida pela NM. O %de positividade no TI com nitrato no GI foi de 47,2%x 51,9% no GII (p=0,51). No grupo sem nitrato foi de 21,3% GI x 9,1%GII (p=0,61). Conclusões: A scp e/ou pré scp foi mais prevalente no GI (p=0,004), assim como a presença de HAS (p=0,0002). Não houve diferença entre scp maligna nos 2 grupos (p=0,07). No GII a resposta prevalente foi o POTS, não havendo no GII (p=0,0001). A forma mista foi semelhante nos 2 grupos (p=0,82) e a HC a mais comum do GI (p=0,0015). Embora o grupo com nitrato tenha mostrado maior positividade não houve diferença estatística entre ambos.






97 - Estudo Eletrofisiológico não Define Fatores Preditivos da Ocorrência de Choques Apropriados em Pacientes com CDI

Pablo Augusto de Albuquerque Maranhão, Gustavo Torres, José Mário Baggio, Abelardo Escarião, Sérgio Siqueira, Anísio Pedrosa, Silvana Nishióka, Elizabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Roberto Costa, Martino Martinelli

Introdução: A análise clínica evolutiva dos pacientes com CDI tem muita importância porque permite redefinição de condutas e sustenta o incremento da terapêutica. Objetivo: Avaliar o papel da Taquiarritmia Ventricular Induzida (TVI) ao estudo eletrofisiológico (EEF), em relação à ocorrência de choques apropriados pelo CDI de pacientes com Cardiopatia Isquêmica (CI) e Chagásica (CCH) submetidos à prevenção secundária de morte súbita. Métodos: Dentre os 602 pacientes registrados no banco de dados de armazenamento prospectivo do CDI, de nossa instituição, foram analisados os achados do EEF de 53 pts com CCH e de 50 com CI, relacionando a presença de TVI com a ocorrência de choques apropriados pós-implante de CDI.. A analise estatística utilizou o teste de razão de verossimilhança. Resultados: Quanto ao EEF, TV bem tolerada foi induzida em 21% das CCH e 10% das CI, TV mal tolerada em 70% das CCH e 68% dos CI, FV em 5% dos CCH e 8% dos CI, sendo em 4% das CCH e em 14% das CI não houve indução de arritmias. Quanto a análise da relação destes resultados com a ocorrência de choques apropriados, vide tabela. Conclusões: Os achados do EEF na indução de Taquiarritmias Ventriculares não têm valor preditivo para a ocorrência de choques apropriados pelo CDI.








98 - Longevidade de Marcapassos em Seguimento de 17 Anos

Sérgio Freitas de Siqueira, Evelinda Trindade, Martino Martinelli, Anísio Pedrosa, Silvana Nishioka, Wagner Tamaki, Elizabeth Crevelari, Roberto Costa

Objetivo: Apresentar a longevidade de geradores de marcapasso (MP) cujos pacientes são acompanhados em serviço publico de saúde. Métodos: A partir do registro em banco de dados de 13460 cirurgias registradas nos últimos 17 anos, foram selecionadas 3362 para troca de MP em que havia registro do implante inicial. Os dados foram agrupados segundo o fabricante e submetidos à análise estatística (Kruskal-Wallis - distribuiçao não normal). Resultados: Foram identificados 4 grupos longevidade semelhates (p < 0,0001). A tabela apresenta o número de trocas por fabricante, a longevidade média (anos) e a classificação dos grupos. Discussão e Conclusão: Apesar desta análise não levar em consideração outras estratificações que não o fabricante, pode se observar comportamento distinto da longevidade.








99 - Ablação por Cateter de Taquicardia Ventricular com Mapeamento Endocárdico e Epicárdico e Seguimento Clínico

Márcio, Gel Roberto Marmitt Berardi, Alessandro Kraemer, Elenir Nadalin, José Carlos Moura Jorge

Objetivo: Determinar se a ablação por cateter (AC), com mapeamento endocárdico e epicárdico simultâneos (MEE) ou epicárdico, foi eficaz em impedir a recorrência da taquicardia ventricular (TV) e proporcionar melhor controle clínico. Material e métodos: Análise retrospectiva de 27 pacientes (pts) submetidos a MEE, com 36 procedimentos realizados, e avaliação do seguimento clínico. Resultados: Foram realizados 36 procedimentos de MEE em 27 pacientes com um seguimento médio de 28 meses. Obteve-se dados de seguimento de 20 destes. A idade média era de 57.56 anos, com predomínio de pacientes chagásicos submetidos a MEE (51.8%), sendo 29.6% de pacientes isquêmicos e 18.5% com outras miocardiopatias. Durante o estudo foram registradas 71 morfologias nos 27 pacientes, com 12 (16.9%) ablações endocárdicas, 30 (42.2%) epicárdicas, 10 (14,08%) insucessos primários e 19 (26,7%) não mapeadas. FE média de 58%. & pacientes perderam o seguimento. Dos 20 pacientes do seguimento houve 2 óbitos. Houve 6 recorrências, 2 relacionadas aos pacientes que evoluíram ao óbito. No restante, todos menos 1(não quis repetir o procedimento) ficaram livres de eventos após o último estudo com seguimento médio de 25.2 meses. Os pacientes foram mantidos sob tratamento antiarrítmico, com 14 em uso de amiodarona, 1 m uo e Sotalol, 14 com b-bloqueador, 15 em uso de inibidor da ECA, 5 com aldactone e 6 com implante de CDI. Foram registrados 3 eventos de AVC, 1 durante estudo por hipotensão e 2 por início de fibrilação atrial no seguimento. Um paciente em classe funcional III (6,6%), 7 em classe funcional I (43.7%) e 8 em classe funcional II ( 50%). Conclusão: A ablação com mapeamento epicárdico foi decisiva no encontro dos circuitos da taquicardia ventricular ( 42,2% das ablações pelo epicárdio), tendo portanto impacto no controle clínico desta classe de pacientes.






100 - Isolamento Elétrico das Veias Pulmonares por Ablação por Cateter com Radiofreqüência na Fibrilação Atrial

Ana Ines Costa Santos, Martha V. Pinheiro, Olga Souza, Cláudia Perez, Lauro Pereira, Maurício Scanavacca

Fundamento: A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia muito prevalente principalmente em idosos acima de 65 anos de idade. O emprego da ablação por radiofreqüência (RF) de focos ectópicos situados nas veias pulmonares (VP) tem se constituído como uma opção terapêutica para aqueles que se mostrem refratários ao controle dos surtos paroxísticos de FA. A limitação deste procedimento reside no fato de que nem todos os focos desencadeadores de FA sejam evidenciados durante o estudo eletrofisiológico (EEF). Desta forma, o isolamento elétrico empírico tem sido postulado como forma alternativa de abordagem terapêutica para este subgrupo. Objetivo: analisar a evolução clínica dos pacientes (pts) com FA de difícil controle com fármacos anti-arrítmicas que foram submetidos a ablação por RF por isolamento elétrico das VP. Material e métodos: estudamos 29 consecutivos pts com FA de difícil controle, de janeiro a agosto/2003 para tratamento por ablação por RF. Foi realizado mapeamento da junção do átrio esquerdo com as VP utilizando cateter decapolar circular "Lasso" e aplicação de RF (30 a 50 Watts e 50-55º.) com cateter (EPT ou J&J ponta de 4 ou 8 mm) nas VP. Todos os pts foram submetidos a angio-ressonância para avaliação das veias pulmonares (pré-ablação, 1, 3 e 6 meses pós-procedimento). No seguimento clínico, avaliaram-se recorrências de FA e possíveis complicações do procedimento ablativo. Resultados: da população estudada, 20 (69%) eram homens, com idade média de 55,2 anos (29 /76). A FA paroxística foi encontrada em 25 (86%) pts e 4 (/14%) com FA permanente. Quanto a etiologia, 15 (52%) eram hipertensos, 3 (10%) com miocardiopatia isquêmica, 1 (3,5%), miocardiopatia hipertrófica e 10 (34,5%) sem cardiopatias estruturais. A classe funcional I (New York Heart Association) foi observada em 26 pts (90%). O isolamento completo das 4 VP foi conseguido em 16 pts (55,2%), de 3 veias em 8 pts (27,6%) e de 2 veias em 1 pt (17,2%). No seguimento médio de 13 meses, 23 pts (79,3%) não apresentaram recorrências, 6 (20,7%) apresentaram recorrência sendo que 3 foram levados a um segundo procedimento estando assintomáticos. O sucesso do procedimento foi de 84,4% (23 pts sem recorrência) e 6 (15,6%) apresentaram recorrência da FA sendo 4 com surtos freqüentes e 2 apenas com 1 episódio de FA. Dois pts (6,9%) apresentaram estenose de 40% da VP superior esquerda sem repercussão clinica. Conclusão: o isolamento elétrico das VP por ablação empírica mostrou-se um procedimento seguro e eficaz nos indivíduos com FA de difícil controle clinico.






101 - Síncope em Idosos. A Importância do Teste de Inclinação

Ana Ines Costa Santos, Olga Ferreira, Lauro Pereira, Martha Pinheiro, Claudia Perez, Sergio Bronchtein

Fundamentos: 80% dos pacientes (pts) admitidos na emergência com síncope (scp) têm 65 anos ou mais e 30% desta população tem scp recorrente com declínio da qualidade de vida. O teste de inclinação é um exame não invasivo de grande importância diagnóstica na scp neurocardiogênica e avaliação de hipersensibilidade do seio carotídeo (HSC) nesta população. Objetivo: Analisar o comportamento do teste de inclinação (TI) em idosos com >65 anos e síncope recorrente. Material e Métodos: De 03/jan/2001 a 09/fev/2003 foram realizados 302 TI em pts com scp recorrente e estratificação negativa para scp cardíaca e/ou neurológica. Desta população, 172 pts (56,9%) tinham > 65 anos, com média de idade de 75,9 +- 6 anos. 124 pts (72%) tinham história de scp e 35 pts (20,3%) pré-síncope. Trinta e sete pts (21,5%) relatavam > 5 episódios sincopais nos últimos 6 meses e 31 pts (18%) tinham fraturas graves associadas (scp maligna). 79 pts (45,9%) eram hipertensos; 24 (137,9%) dç coronariana; 12 pts (6,9%) diabéticos; 9 (5,2%) AVE/TIA prévios; 11 (6,3%) dç de Parkinson e 2 pt (1,16%) Alzheimer. 83 pts (48,2%) faziam uso de fármacos antihipertensivos; 20 pts (11,6%) antidepressivos; 11 (6,3%) antiparkinsonianos. Os 78 pts foram divididos em dois grupos: Grupo I (GI) com 51 pts (65,3%) realizaram TI com isordil 1,25 mg SL e Grupo II (GII) com 27 pts (34,6%) realizaram TI não potencializado. 25 pts (49%) do GI e 2 pts (7,4%) do GII tiveram resposta positiva ao TI. 16 pts (59,2%) apresentaram resposta vasovagal, sendo 11 (68,7%) do tipo misto; 1 (6,2%) cardioinibitório e 4 (5,1%) vasodepressora. Sete pts (25,9%) apresentaram HSC durante compressão carotídea. Um pt (3,7%) apresentou hipotensão postural (HP) com scp e 3 pts disautonomia. Conclusões: 1 - Na nossa população houve incidência significativa (50%) de pts com idade>65 anos submetidos ao TI. 2- O tipo de resposta mais comum foi a vasovagal com padrão misto - tipo I. 3 - A HP teve baixa prevalência nesta população. 4 - O TI potencializado com nitrato apresentou maior positividade nesta população quando comparado ao teste passivo.






102 - Influência da Estimulação Atrial Otimizada na Prevenção da Fibrilação Atrial Crônica Recorrente

Antonio da Silva Menezes Júnior, Carlos Cleber S Menezes, Martino Martinelli, Júlio César Oliveira, Silvana Nishioka, Anísio Pedrosa, Eliazabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Cesar Gruppi, Roberto Costa

O Marcapasso dotado de algoritmo para Estimulação Atrial Otimizada (EAO).que corresponde a associação de estimulação mutisítio atrial, freqüência de estimulação acima da intrínseca, uso de beta-bloqueador e algoritmo especifico do gerador (DAO) constitui-se numa opção para terapêutica da FA.Objetivos: Avaliar a influência da EAO sobre a taxa de recorrência de FA. Métodos: 53 pts: 3 grupos(1.MPD uni-sítio atrial em DDD,R(controle)-27 pts; 2.Duplo sítio atrial DDD,R e DAO ativado - 13 pts e 3.Duplo sítio atrial DDD,R e DAO desativado -13 pts). No terceiro mês foi realizado o "crossover" entre os pts com MPD duplo-sítio. As avaliações realizadas foram: Questionário SF36, Holter, ECO, episódios de AMS, no 3? e 6? mês. Resultados: Mostrados na tabela. Conclusões: A EAO proporcionou: Redução da taxa de recorrência de FA e internações para reversão a ritmo sinusal, melhora da Qualidade de Vida.








103 - Efeitos da Estimulação Duplo Sítio Atrial com Superestimulação Atrial Dinâmica na Prevenção da Fibrilação Atrial Crônica Recorrente

Antonio da Silva Menezes Júnior, Carlos Cleber Santos Menezes, Martino Martinelli Filho, Silvana Angelina D'ório Nishióka, Anísio Pedrosa, César J. Grupi, Roberto Costa

Fundamento: Denominamos Estimulação Atrial Otimizada (EAO) a associação de estimulação mutisítio atrial, freqüência de estimulação acima da intrínseca, uso de beta-bloqueador e algoritmo funcional especifico do gerador (DAO - Superestimulação Atrial Dinâmica). Objetivos: Avaliar os efeitos da EAO nos episódios de FA crônica recorrente. Métodos: 27 (P) com FA paroxística recorrente e bradicardia, submetidos a implante de marcapasso multisítio atrial/ventricular.Após os (P) foram randomizados em dois grupos: DAO ligado e desligado e no modo DDDR e em uso de beta-bloqueador. O grupo controle com 30 pacientes, marcapasso dupla-câmara. Após 3 m, os grupos foram avaliados clinicamente e avaliação do MP. Cruzamento e reavaliados com 6m (Holter/ECO/QOL). Resultados: Vide tabela. Conclusões: Efeitos da Estimulação Atrial Otimizada: a redução do número de episódios de fibrilação atrial crônica recorrente e a melhora clinica dos pacientes observada através da diminuição dos números de hospitalizações e cardioversões por fibrilação atrial, e aumento dos valores na avaliação dos componentes físico e mental da qualidade de vida.








104 - Fatores Preditivos de Mortalidade em Ressincronização Cardíaca

Jose Carlos Tavares da Costa Junior, Ivan Ruiz, Cleber Menezes, Martino Martinelli, Silvana Nishióka, Anísio Pedrosa, Sergio Siqueira, Elizabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Roberto Costa

Introdução: Vários estudos têm demonstrado o valor da ressincronização cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca (IC), principalmente em relação à melhora na qualidade de vida, distância percorrida, consumo de oxigênio, fração de ejeção e hospitalização. Contudo, apesar do avanço das terapêuticas, IC mantém altas taxas de mortalidade. Objetivo: Identificar fatores preditores de mortalidade em portadores de ressincronizador cardíaco. Metodologia: A partir dos 313 registros de portadores de ressincronizador cardíaco implantados no período entre 02/97 à 09/03, foi feita uma busca ativa do evento óbito. Para identificação dos fatores preditivos de mortalidade realizou-se análise estatística das seguintes variáveis: sexo, idade, cardiopatia de base, ritmo cardíaco ao implante, classe funcional de IC pré e pós ressincronização, fração de ejeção do ventrículo esquerdo pré e pós ressincronização e uso associado de desfibrilador. Os testes utilizados foram: razão de vero-semelhança para variáveis qualitativas e para as quantitativas análise de variância. Resultados: Ocorreram 13.4% de óbitos (42 pacientes) em seguimento médio 16,8 meses ( um dia a 79 meses). As variáveis que se correlacionaram com o evento óbito foram classe funcional de IC pré implante (p=0,01) e classe funcional de IC pós implante do ressincronizador (p=0,005). Conclusão: Classe funcional de insuficiência cardíaca identificou grupos de maior mortalidade, tanto pré quanto pós-implante de ressincronizador.






105 - Flutter Atrial Fetal: Diagnóstico e Conduta - Relato de caso

José Sobral Neto, Cristina Schneider, Marcos Aurélio Ponte, Abimael Moura,Elysio Garcia, Clóvis Puttini, Cira Costa

INCOR-Taguatinga/Prontocor

O aparecimento da Ecocardiografia Fetal permitiu o diagnóstico de um novo grupo de arritmias, as arritmias fetais, dentro das quais as taquiarritmias supraventriculares correspondem a até 5% destas arritmias. Relatamos o caso de uma paciente de 26 anos, gestante (G1P0A0), sem intercorrência pré natal, que na 32a. semana, obstetra detecta taquicardia fetal e encaminha para realização de Ecocardiografia fetal. Exame diagnostica presença de flutter atrial com BAV 2:1 (frequencia atrial=400bpm; frequencia ventricular=200bpm). Optou-se por digitalização materna, quando observa-se redução da freq. ventricular para 150bpm, persistindo porém em flutter atrial. Programa-se então internação da paciente e parto cesáreo com 36 semanas. Recém nascido em boas condições foi então removido para UTI neonatal, onde confirma-se a presença de flutter atrial ao ECG. Após sedação do RN realiza-se cardioversão elétrica com sucesso e mantem-se uso de digoxina oral durante 6 meses. Atualmente bebê se encontra em ritmo sinusal, sem arritmias e sem uso de drogas.No presente caso a Ecocardiografia Fetal permitiu o diagnóstico precoce da arritmia, cuja tentativa de reversão medicamentosa apesar de revelar-se sem sucesso, permitu controle da FC e possibilidade de levar gestação a termo. Ressalta-se a importancia do trabalho multidisciplinar (Ecocardiografista, Arritmologista, Obstetricia e UTI neonatal) para se conseguir um tratamento coordenado, eficiente e adequado ao feto cardiopata.






106 - Influência da Estimulação Duplo Sítio Atrial com Superestimulação Atrial Dinâmica na Prevenção da Fibrilação Atrial Crônica Recorrente

Antonio da Silva Menezes Júnior, Carlos Cleber Menezes, Martino Martinelli, Júlio César Oliveira, Silvana Nishióka, Anísio Pedrosa, César Gruppi, Roberto Costa

A FA recorrente pode ser tratada com medidas farmacológico e não farmacológicas, incluindo implante de marcapasso definitivo(MPD) com algoritmo para Estimulação Atrial Otimizada (EAO): associação de estimulação mutisítio atrial, freqüência de estimulação acima da intrínseca, B-bloqueador e algoritmo do gerador (DAO-Superestimulação Atrial Dinâmica). Objetivos: Avaliar influência da EAO na taxa de recorrência de FA. Métodos: 53 pts-3 grupos (1.MPD uni-sítio atrial em DDD,R (grupo controle)-27 pts; 2.Duplo sítio atrial DDD,R e DAO ativado - 13 pts e 3.Duplo sítio atrial DDD,R e DAO desativado-13 pts). No 3? mes realizamos "crossover" entre os pts com MPD duplo-sítio. Avaliações realizadas:SF36, Holter, ECO e AMS, no 3? e 6? mês. Resultados: Tabela. Conclusões: A EAO proporcionou: Redução da taxa de recorrência de FA e internações para reversão a ritmo sinusal, melhora na qualidade de vida.








107 - Influência da Estimulação Atrial Duplo-Sítio e Algoritmo "Overdrive" Atrial Dinâmico (OAD) na Qualidade de Vida de Pacientes com Fibrilação Atrial Crônica Recorrente

Carlos Cleber Santos Meneze, Antônio Menezes J, Martino Martinelli, Júlio César Oliveira, Silvana Nishióka, Anísio Pedrosa, Elizabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Roberto Costa

Introdução: O tratamento da Fibrilação Atrial Crônica (FAC) inclui intervenção cirúrgica, como o implante de marcapasso definitivo (MPD). A avaliação subjetiva do paciente é uma das melhores formas de testar a efetividade do tratamento proposto. Objetivo: Avaliar a influência do OAD na qualidade de vida de pacientes (pts) com FAC recorrente e estimulação atrial duplo-sítio. Métodos: 53 pts-3 grupos (1.MPD uni-sítio atrial em DDD,R (controle)-27 pts; 2.Duplo sítio atrial DDD,R e OAD ativado-13 pts e 3.Duplo sítio atrial DDD,R e OAD desativado-13 pts). No 3? mês foi realizado "crossover" entre pts com MPD duplo-sítio. Avaliação:questionário SF36-3? e 6? mês. Resultados analisados utilizando teste Qui-Quadrado. Resultados: Tabela. Conclusão: A estimulação atrial duplo sítio melhorou a capacidade física e mental dos pts. A ativação do OAD otimizou os resultados.








108 - Importância do Algorítmo Específico de Prevenção (DAO) em Pacientes com Fibrilação Atrial Crônica Recorrente e Marcapasso Definitivo Duplo-Sítio Atrial

Carlos Cleber Santos Menezes, Antonio S. Menezes Jr, Martino Martinelli, Júlio César Oliveira, Silvana Nishioka, Anísio Pedrosa, Elizabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Roberto Costa

Introdução: A Fibrilação Atrial(FA), arritmia cardíaca mais comum. e de diagnóstico simples, possui difícil manuseio terapêutico devido às recorrências. Estudos recentes têm avaliado a estimulação cardíaca atrial duplo-sítio(EDS) como opção terapêutica. Objetivos: Avaliar a utilização do DAO em pacientes (pts) com FA crônica recorrente submetidos a EDS. Métodos: Após implante de MPD(Integrity - ST Jude Inc), 26 pts-2 grupos: 1-DAO ativado; 2-DAO desativado (ambos com sensor ativado). No 3? mês realizamos crossover dos grupos. Os pacientes foram avaliados no 3? e 6? mês considerando as seguintes variáveis: episódios de AMS(Automatic Mode Switch), hospitalizações e/ou cardioversões(químicas ou elétricas), além do questionário de qualidade de vida. Resultados:Tabela. Conclusão: A ativação do DAO proporcionou melhores resultados à EDS quando consideramos avaliação objetiva e subjetiva.








109 - Isquemia Miocárdica Silenciosa Induzida por Ortostase Evidenciada em Teste de Inclinação

Erlison Kleber Martins, Kelly Bayoud, Evilásio Leobino, J.Tarcísio Vasconcelos, Silas Galvão F, Jean Alberty, Cláudia Fragata, Emerson Sena, Cecília Barcellos, Alessandre Rabello

Objetivo: Demonstrar que o estresse ortostático pode ser um fator desencadeante de isquemia miocárdica na ausência de alterações hemodinâmicas. Relato de Caso: Mulher, 85 anos, hipertensa, com história de síncopes de repetição com pródromos de mal-estar e palpitações por um período de 3 meses. Ecocardiograma normal, eletrocardiograma em ritmo sinusal com alterações de repolarização ventricular, ultra-sonografia de carótidas sem lesões significativas e exames laboratoriais dentro do limites de normalidades. Submetida a tilt-table test sem uso de droga sensibilizante após 15 dias do último episódio de síncope.Observou-se aos 5 min de inclinação infradesnivelamento do segmento ST retificado de 3 mm em parede inferior, determinante de suspensão do exame. A pressão arterial (PA=150/63mmHgà148/62mmHg) e a freqüência cardíaca (FC=70bpmà77bpm) não se modificaram significativamente durante todo exame, não sendo referido sintomas. Frente a este quadro, foi submetida a cineangiocoronariografia, a qual evidenciou coronariopatia obstrutiva severa, tendo sido indicado cirurgia de revascularização do miocárdio. Conclusões: Os achados do caso sugerem a possibilidade de que reflexos neuro-autonômicos induzidos pela ortostase podem ser determinantes de alterações no fluxo coronariano, na ausência de bradicardia e hipotensão.






110 - Comparação dos Efeitos do Treinamento Físico, Tilt-Training e Terapia Farmacológica em Pacientes com Síncope Neurocardiogênica

Denise Tessariol Hachul, D. Hachul, G. Gardenghi G, S. Bastos, M. Brandão Rondon, A. M. Braga, A. Gonçalves, M. Scanavacca, F. Darrieux, C. E. Negrão, E. Sosa

Várias opções terapêuticas têm sido propostas no manuseio da síncope neurocardiogênica (SNC), como medidas farmacológicas, não farmacológicas e mesmo implante de marcapasso. Objetivo: Comparar os efeitos do treinamento físico moderado (TFM), do tilt-training (TT) e da terapia farmacológica (TF) sobre a recorrência, sobre o resultado do teste de inclinação (TI) e nos índices de ansiedade em pts com SNC. Métodos: 42 pts com diagnóstico de SNC (TI positivo), idade 22±8 anos, 29 femininos, 4±2 eventos/ano, foram avaliados. Os pts foram divididos em três grupos: grupo I - TF (17 pts), grupo II - TT (15 pts) e grupo III - TFM (10 pts). A TF foi guiada pelo TI e as drogas utilizadas foram propranolol, fludrocortisona e inibidores de recaptação de serotonina. O TT foi realizado em sessões domiciliares de até 30 minutos de exposição ortostática, 3 vezes por semana, após primeira semana supervisionada no hospital. O TFM foi realizado na Unidade de Reabilitação Cardiovascular, com 3 sessões semanais de 60 minutos. Os pts responderam a um questionário de mensuração de ansiedade (IDATE) antes e 4 meses após as intervenções e foram submetidos a um novo TI, 4 meses após o início do tratamento. Resultados: Após um período de 9±3 meses, observou-se melhora clínica nos 3 grupos. No grupo I, 8 (47%) pts apresentaram TI positivo e 4 (23%) pts apresentaram recorrência. No grupo II, 1 (6%) pt apresentou TI positivo e todos se mantiveram assintomáticos. No grupo III, 5 (50%) pts apresentaram TI positivo e 4 (40%) recorrência. O questionário de mensuração de ansiedade evidenciou diminuição dos índices nos três grupos (pré: 54, pós: 45 pontos. P=0,008). Conclusão: Os três tipos de tratamento foram eficazes na diminuição dos índices de ansiedade em pts com SNC recorrente. O TT revelou-se mais eficiente que os outros tipos de tratamento na negativação do TI e na evolução clínica dos pts.






111 - Ressincronização Cardíaca como Alternativa Terapêutica Antiarrítmica em Pacientes com Miocardiopatia Dilatada Idiopática e Taquicardia Ventricular Incessante

Jairo Macedo da Rocha, José Roberto Barreto Filho, Edna Maria Marques Oliveira, Carla Septimio, José Sobral Neto, Tamer Najar Seixas, Henrique César de Almeida Maia, Ayrton Klier Peres

Introdução: A Taquicardia Ventricular Incessante(TVI) é um problema clínico de difícil controle. O uso de drogas e a ablação por radiofreqüência nem sempre são efetivos. Os mecanismos da TVI não estão bem esclarecidos e a insuficiência cardíaca(ICC) pode estar envolvida na sua gênese. O papel da Ressincronização Cardíaca(RC) nestes casos ainda não está bem estabelecida. Relato de caso: Paciente masculino, 74 anos, hipertenso, com miocardiopatia dilatada(MCD), apresentando várias internações hospitalares devido a episódios de TVI monomórfica com freqüência de 200 bpm em ICC, refratária à associação de 3 drogas antiarrítmicas, inclusive amiodarona. ECG em ritmo sinusal: BCRE e QRS= 210 ms. Ecocardiograma: aumento volumétrico do VE, hipocinesia difusa moderada e FE 26%. Holter de 24h com TVI e curtos períodos de captura sinusal. Foi investigada a etiologia isquêmica e Chagásica da MCD por cintilografia miocárdica (perfusão miocárdica preservada, ausência de áreas isquêmicas, FE 32%), Cinecoronariografia (normal) e sorologia para doença de Chagas (não reagente). Realizado implante de marcapasso biventricular para RC. Ecocardiograma após o implante mostra melhora significativa da fração de ejeção (de 26% para 55%). O ECG mostra QRS estimulado de 160 ms. Após 08 meses, o paciente apresenta melhora do quadro clínico em Classe II NYHA e sem recorrência da TVI, fazendo uso de apenas de amiodarona como doga antiarritmica. Conclusão: A RC como abordagem opcional na TVI pode estar realacionada a uma melhora no remodelamento do VE com melhora hemodinâmica e diminuição da carga adrenérgica, componentes funcionais envolvidos na gênese e manutenção das arritmias ventriculares.






112 - Avaliação da Qualidade de Vida em Pacientes com Síncope Vasovagal

Angela Yumi Sampe Matsui, Fátima D. Cintra, Magda Dantas, Denise M.Araújo, Daniela Levy, Érica Olivier, Angelo A.V. de Paola

Fundamentos: A síncope vasovagal tem prognóstico benigno e auto limitado, mas, pode acarretar conseqüências físicas e emocionais ainda não quantificadas. Objetivo: Avaliar a influência da síncope recorrente na qualidade de vida. Materiais e Métodos: Selecionou-se pacientes com episódio sincopal nos últimos 3 meses e, diagnosticado síncope vasovagal preencheram o formulário de avaliação da qualidade de vida(SF-36). Os aspectos avaliados e os resultados encontram-se na tabela abaixo.Os dados foram comparados com um grupo controle(voluntários) e,de fibrilação atrial(FA). Resultados: 66 pacientes formaram 3 grupos:síncope,FA e controle,com idade média respectivamente: 28,9±10,3;41,4±5,5;27,4±8,0. Conclusão: A qualidade de vida é pior nos pacientes com síncope.*Houve significância estatística nos aspectos emocionais, vitalidade e saúde mental em relação ao controle e a FA,**não houve,no aspecto social.








113 - Localização da Via Acessória na Síndrome de Wolff-Parkinson-White pelo Eletrocardiograma de Superfície através da Análise da Onda T durante Taquicardia Paroxística Supraventricular

Jefferson Jaber, Henrique H. Veloso, Karen Paraschin, Fabio Zanerato,Viviani T. Horta, Alberto de Paula Nogueira Jr, Patrícia Kuga, André Rodrigues Zanata, Elerson Arfelli, Veruska Hernandes, Angelo Amato V. de Paola

Escola Paulista de Medicina-UNIFESP

Fundamentos: A Sd. de WPW pode alterar a polaridade da onda T durante taquicardia ortodrômica(TO) devido à memória cardíaca. Objetivo: Determinar se as alterações da onda T durante TO podem ser úteis no diagnóstico diferencial da localização da via acessória(VA) em pacientes(pts) com WPW. Material e métodos: Estudados ECGs de 85 pts com TPSV submetidos à ablação por RF com sucesso.Considerou-se discordante a polaridade da onda T qdo invertida > 1mm em relação ao eixo da onda R. Comparados os ECGs de pts com WPW apresentando VA laterais esquerdas (LE) e postero-septais(PS) durante TO com as demais TPSV. Resultados: Dos 85 pts, 29 apresentavam WPW [14 vias esq (12 LE e 2 PS) e 15 direitas (2 AS, 10 PS e 3 lat)]; 14 VA oculta e 42 TRN. Tabela:*p < 0,05. Conclusão: As inversões da onda T durante TO nas paredes inferior , ântero-septal e lateral alta auxilam na localização da VA em pts com WPW.








114 - Crescimento Tardio das Lesões por Radiofreqüência no Músculo da Coxa de Ratos: em que Faixa Etária esse Fenômeno deixa de Ocorrer?

Elerson Arfelli, Rinaldo Fernandes, Mieko Okada, Ângelo Amato V. de Paola, Guilherme Fenelon

Universidade Federal de São Paulo-EPM-SP

Recentemente demonstramos que as lesões por RF na musculatura da coxa de ratos filhotes apresentam, ao contrário dos adultos, acentuado crescimento tardio. Contudo, a faixa etária em que esse fenômeno deixa de ocorrer é desconhecida. Objetivo: Comparar a evolução das lesões por RF no músculo da coxa de ratos filhotes (n=6, idade: 30 dias, peso 55g), na puberdade (n=4, idade: 60 dias, 240g) e adultos (n=5, idade: 90 dias, 390g). Métodos: Em ratos Wistar, anestesiados, a musculatura da coxa foi exposta cirurgicamente, e, sob visão direta, foi feita aplicação de RF (70ºC/60s) com cateter convencional, sob pressão constante. Os ratos foram sacrificados 60 dias após o procedimento para análise histopatológica (HE e Masson) das lesões (1 por animal). Resultados: No seguimento, os filhotes (peso 327g) e púberes (341g) aumentaram significativamente de peso, mas não os adultos (412g). Macroscopicamente, as lesões dos filhotes e púberes eram extensas (diâmetro: ± 20 mm), com bordos mal definidos de difícil visualização. A microscopia, nos filhotes, as lesões se mostraram mal definidas e extensas, e a partir da área fibrótica central havia intensa infiltração do tecido muscular são por tecido fibroblástico. Nos púberes, esse fenômeno também foi observado, porém em menor intensidade que nos filhotes. Já as lesões dos adultos tinham bordos bem definidos, eram significativamente menores (diâmetro: ±10 mm) do que nos outros grupos e não apresentavam infiltração fibrótica. Conclusão: As lesões por RF na musculatura da coxa de ratos na puberdade também apresentam crescimento tardio, mas de menor monta que nos filhotes. Esses achados podem ter implicações na ablação pediátrica.






115 - Influência do Ritmo em Pacientes com Fibrilação Atrial - Análise da Qualidade de Vida

Érika Olivier Vilela Bragança, Veruska Hernades, Daniela Levy, Elerson Arfeli, Paulo Tostes, Patrícia Kuga, Alberto de Paula, Jefferson Jaber, André Zanatta, Bráulio Luna Filho, Angelo Amato V. de Paola

Fundamento: Estudos têm demonstrado que não existe diferença na qualidade de vida (QV) de pacientes (pts) com fibrilação atrial (FA) tratados com controle do ritmo ou da freqüência cardíaca. Objetivos: Avaliar se há diferença na QV de pts com FA em ritmo sinusal (RS) em relação àqueles em ritmo de FA (RFA). Avaliar a freqüência cardíaca média (Fcm) de ambos os grupos. Métodos: Análise do ritmo, da Fcm e da QV de pts com FA através do protocolo de avaliação da QV em FA desenvolvido na UNIFESP-EPM (QVFA). O ritmo foi determinado pelo ECG realizado no dia da avaliação. A QV foi avaliada pelos questionários SF-36 (genérico) e QVFA (FA-específico), no momento inicial (I) e aos 6 meses(6m). A Fcm foi avaliada pelo Holter de ECG. Resultados: Foram estudados 41 pts com FA, idade de 65?11 anos, 59% masculino, 68% HAS, 95% CF I ou II NYHA. O RS estava presente em 44% dos pts no I e em 37% aos 6m(p < 0,001). Não houve diferença significante na QV dos dois grupos I e aos 6m. Não houve diferença significante nos domínios do SF-36 e do QVFA, exceto no domínio Cardioversão Elétrica (CVE), quando o grupo RS foi comparado ao grupo RFA I e aos 6m. A pontuação do domínio CVE do QVFA revelou (med?SE): I: RS= 0,7?0,3 vs FA= 1,7?0,3*; 6m: RS= 0,5?0,3 vs FA= 1,9?0,3*. 22% dos pts no grupo RS já haviam sido submetidos a CVE vs 70% no grupo RFA*. A Fcm I foi de 64?10 RS vs 79?18 RFA* e aos 6m foi de 65?9 RS vs 78?18 RFA*. (*p < 0,05) Conclusões: A QV dos pts com FA em RS e RFA foi semelhante no seguimento de 6 meses. A CVE conferiu pior QV aos pts em RFA, provavelmente devido ao maior número de CVE nesse grupo. A Fcm mais elevada no grupo RFA não influenciou na QV desses pts.






116 - Impacto da Fibrilação Atrial no Fluxo Sanguíneo das Veias Pulmonares e suas consequências nos Parâmetros Biofísicos e Termodinâmicos Durante Ablação de Veias Pulmonares

Luiz Roberto Leite Silva, Luiz Leite MD, Wilber Su MD, Mark Milton MD, Susan B. Johnson BS, Douglas L. Packer MD

St. Marys Hospital, Rochester, MN - Hospital Santa Luzia - Brasília

Fundamentos: O isolamento das VP (iso-VP) é quase sempre feito em ritmo sinusal (RS). Entretanto, existem circunstâncias que não é possível reverter a FA e a ablação deve ser durante arritmia. Métodos: Para avaliar os efeitos da FA no fluxo sangíneo das VP e suas consequências nos parâmetros de ablação por RF, foram realizadas 123 aplicações de RF nas VP de 5 cães. Utilizando-se eco intracardíaco, calculou-se o fluxo das VP pela análise espectral da integral da velocidade feita pelo Doppler (TVI) multiplicado pela área do oríficio da VP ablacionada. A temperatura tecidual (T-Tec) foi medida por "thermocouples" implantados no epicárdio das VP via toracotomia esquerda. Os parâmetros de RF foram comparados durante ablação em RS e FA. Resultados: De 123 aplicações de RF (50ºC, 60 seg.; 50W), 62 foram feitas em RS e 61 em FA. O fluxo sanguíneo das VP foi significantemente menor durante FA (4.23±2.8 vs 1.96±1.2 ml/ciclo, p < 0.0001). A T-Tec máxima atingida foi maior que a temperature do cateter (T-Cate) em 73% durante RS (60±10ºC vs 50±0.7ºC, p < 0.001, n=16, variando de 1 a 23 ºC). Por outro lado, durante FA, a média da T-Tec máxima foi menor que a T-Cate (45±8ºC vs 51±2ºC, p < 0.001), com T-Tec maior que T-Cate em apenas 27% das aplicações (n=6, 1-17ºC). A quantidade de energia liberada foi maior em RS (28±14W vs 20±9W, p=0.03). Estas observações foram independents da VP ablacionada. Conclusões: Comparado com RS, a FA aguda reduz o fluxo sanguíneo das VP, o que limita a T-Tec máxima atingida e a quantidade de energia a ser liberada. Isto pode diminuir o aquecimento tecidual, limitar o potencial de sucesso da ablação e aumentar a taxa de recorrência de condução daquele tecido.






117 - Discrepâncias entre a Temperatura do Cateter e a Temperatura Tecidual da Veia Pulmonar Durante Ablação por Radiofrequência

Luiz Roberto Leite Silva, Luiz R Leite, Wilber Su, Susan Johnson, Douglas Packer

Mayo Foundation, Rochester MN - Hospital Santa Luzia - Brasília

Introdução: A ablação das veias pulmonares (VP) tem se mostrado efetiva no tratamento da FA. Entretanto, a presença de estenose de VP pode ser um fator limitante, que tem sido atribuído, principalmente, a injúria térmica excessiva. A real temperature tecidual (T-Tec) alcançada durante ablação por RF não é conhecida Métodos: Para avaliar o perfil dentro da T-Tec comparada àquela medida pela ponta do cateter de ablação (T-Cate), 5 cães foram submetidos a 36 aplicações de RF nas VP. Dispositivos equipados com termómetros foram implantados no epicárdio do orifício das VP via toracotomia esquerdae 1 cm distal aos vasos. As aplicações de RF (55ºC, 60 seg.; 50W) foram guidas por Eco intracardíaco e fluoroscopia. Medidas simultâneas da T-Tec e T-Cate foram registradas. Resultados: Discrepâncias na temperature , com T-Tec > T-Cate foram observadas em 20 de 36 aplicações (56%). Destas ablações com T-Tec > T-Cate, o excesso de temperatura foi de 9.6+7.7ºC (variação de 1 to 31ºC), com média de energia total liberada significantemente maior: 22.6+14.4 vs. 8.9+5.9 Watts (p < 0.004). Não houve diferença na orientação do cateter e na distância entre o medidor de temperature e a ponta do cateter nos casos em que a T-Tec foi maior que a T-Cate comparado com aqueles cuja T-Tec foi menor que a T-Cate. Conclusão: Importante discrepâncias existe entre a temperatura registrada pelo cateter e a verdadeira temperatura atingida pelo tecido das VP. Esta alteração pode ser secundária ao efeito de resfriamento provocado pelo alto fluxo sanguíneo das VP, o que poderia levar a injúria térmica inadivertida e contribuir para a ocorrência de estenose de VP.






118 - Aplicação do Mapeamento Sem Contato - Non contact Mapping - na Identificação de Focos Não Venosos na Ablação da Fibrilação Atrial

Luiz Roberto Leite Silva, Luiz R Leite MD, Sam Asirvathan MD; Paul Friedman MD, Stephan Hammil MD, Thomas Munger MD, Douglas Packer MD

O isolamento das VP (Iso-VP) tem demonstrado ser eficaz no controle daFA mediada por focos venosos. Entretanto, o desafio do tratamento maior na presença de focos não venosos (n-PV). Métodos: Para avaliar a utilidade do mapeamento sem contato (non-contact-mapping-NCM) na identificação de focos não venosos, foram avaliados 225 pts (51±10 a, 180 H, FEVE=58%±8%) submetidos a ablação por RF. A duração media de FA foi de 7.5±6.1 a, resistente 2.6±1.4 DAA. Após obter Iso-VP em todos os pts, o reinício precoce de FA (RPFA) foi investigado com infusão de isoproterenol (5mcg/min) e/ou epinephrine (0.2 mcg/min). Desses 225 pts, NCM foi utilizado em 40 procedimentos, nos quais o RPFA foi observado. Resultados: Em 40 pts com RPFA, a VPSD foi ablacionada em 30 (75%), VPSE em 28 (70%), VPIE em 15 (38%), e VPID em 10 (25%) pts. Após Iso-VP guidado por lasso/ECO intracardíaco, 13 pts tinham FA iniciada por focos n-VP. Non-contact mapping identificou focos no AE em 6 pts, sendo 2 imediatamente fora do orifício das VP. Em outros 6 pts, os focos foram identificados no AD. Um foco foi identificado no seio coronário e 2 na veia de Marshal. Em 2 pts mais de 1 foco foi observado. Nestes pts, uma única extra-sístole ou taquicardia atrial não sustentada foi suficiente para identificar os focos. A ablação desses focos guiada pelo NCM foi realizada com sucesso. Após um seguimento de 347±212 dias, 9 pts permanecen sem FA com (n=2, 15%) ou sem (n=7, 62%) DAA. Conclusão: FA após isolamento de VP pode ser iniciado por focos fora das VP. Nesta situação, o non-contac-mapping pode ser útil em identificar e guiar a ablação destes focos, mesmo com extra-sístoles únicas.






119 - Cartilage, Bone, and Marrow Formation as a Marker for Unintended Energy Deposition Post-ablation in the Canine Heart

Luiz Roberto Leite Silva, Luiz R Leite, Wilber Su, Susan Johnson, Douglas Packer

Mayo Foundation, Rochester, MN - Hospital Santa Luzia, Brasília, DF

Laser energy ablation to create circumferential lesions at the PV orifice has shown promising results in treating AF, but the chronic effects of endocardial injury, both intended and unintended, from laser energy ablations have not been well described. Methods: To assess the chronic effects associated with the use of circumferential laser ablation, 42 PV lesions were created in 19 dogs. Laser energy ablation was performed at power levels of 3.5, 4.5, and 5.5 W/cm, for durations of 120 to 600 seconds in 14 PVs each. To assess subsequent chronic effects, 16 dogs were randomly survived to 4 months, and 3 dogs survived to 6 months. Results: Post-mortem investigation demonstrated extensive cartilage formation both grossly and histologically at the orifice in 36 out of 42 (86%) of the ablated PVs. Cartilage was seen in 8/14 PVs (57%) ablated at 3.5 W/cm, 14/14 PVs (100%) at 4.5 W/cm, and 14/14 PVs (100%) at 5.5 W/cm. In each case, cartilage was formed superior to either the left or right superior PVs. In 2 cases, there was also extension of cartilage inferior to the affected PV. The main site of cartilage formation in all cases was the point of previous contact between the superior aspects of the non-ablating part of the balloon and the superior aspect of the PV and left atrium. Bone formation was found in 13 of 36 PVs with cartilage, and bone-marrow formation was seen in 10 of these 13 PVs. There was no regression of cartilage or bone formation at 6 months compared to 4 months. Conclusions: Cartilage, bone, and marrow formation within the canine atrium after laser energy balloon ablation at the pulmonary vein orifice is seen in most of the PV ablations in this study.






120 - Sobrevida de Pacientes com Fibrilação Atrial Crônica (FAC) e Cardiodesfibrilador implantavel (CDI) Submetidos a Ressincronização Cardíaca(RC)

Jose Carlos Tavares da Costa Junior, Cleber Menezes, Ivan Ruiz, Silvana Nishióka, Anísio Pedrosa, Sergio Siqueira, Júlio César Oliveira, Elizabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Roberto Costa, Martino Martinelli

Introdução: A ressincronização cardíaca proporciona benefícios clinico funcionais para pacientes bem selecionados, independente do ritmo de base (sinusal ou FAC). Tem sido sugerido que a associação do CDI possa interferir no comportamento a longo prazo desse pacientes, entretanto não há evidencias nesse sentido para pacientes com FAC. Objetivos: Avaliar em portadores de ressincronização cardíaca a curva de sobrevida e o modo de estimulação. Metodologia: Dentre os 313 registros de pacientes submetidos a RC, armazenados em nossa instituição, entre 02/97 á 09/03, realizou-se busca ativa de dados relativos ao evento óbito. Em 54 pacientes a RC associou-se ao CDI. Foram calculadas as probabilidades de sobrevida ao longo prazo de seguimento pelo método de Kaplan-Meyer, considerando as seguintes variáveis: sexo, cardiopatia de base, ritmo cardíaco no momento do implante e modo de estimulação (RC e CDI+RC). O Rank Log Test foi aplicado com finalidade de comparar os diferentes comportamentos atuariais. Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 16,8 meses. Apenas a variável modo de estimulação discriminou comportamento atuarial de sobrevida (p=0,042). Ao final de três anos as probabilidades de sobrevida foram, respectivamente, 67%; 72%; 83%; 100% para estimulação RC (VVI), RC (DDD), CDI+RC (DDD), CDI+RC (VVI). Conclusão: Em seguimento a longo prazo as curvas atuariais de pacientes submetidos á RC demonstraram que o melhor comportamento ocorre na presença de FAC e CDI.






121 - Valor da Eletrocardiografia Dinâmica na Estratificação de Risco Pós- Infarto do Miocárdio não Complicado

Dario Celestino Sobral Filho, Waldomiro C. Manfroi, Elton L. Ferlin, Sérgio T. Montenegro, Sylvia Helena A. Lima, Ruy S. Moraes, Jorge P. Ribeiro

Introdução: Os métodos não-invasivos usados na estratificação de risco pósinfarto agudo do miocárdio (IAM) têm mostrado baixo valor preditivo positivo quando estudados isoladamente. A possibilidade da Eletrocardiografia Dinâmica de 24 horas (ECGD) fornecer dados referentes a isquemia silenciosa (IS), arritmias ventriculares e modulação autonômica do coração pelo estudo da variabilidade da freqüência cardíaca (VFC), levou os autores a empregarem este método na avaliação em longo prazo de pacientes acometidos de IAM. Material e Métodos: Foram selecionados 91 pacientes acometidos de um primeiro IAM não-complicado e realizados exames de ECGD por dois dias consecutivos, antes da alta hospitalar. Os parâmetros avaliados foram: isquemia silenciosa, arritmias ventriculares e os índices de VFC no domínio do tempo. Foram considerados como desfechos: re-infarto, angina instável, taquicardia ventricular sustentada e morte. Resultados: No seguimento médio de 27,7 meses (DP=15,45), 23 (25%) dos pacientes apresentaram eventos, sendo 9 fatais. Os eventos foram mais freqüentes entre os pacientes que apresentaram extra-sístoles ventriculares > 10/hora (p=0,01) e naqueles com IS (p=0,02). Na análise multifatorial, a presença de dislipidemia elevou o valor preditivo dessas variáveis. Nenhum dos índices de VFC esteve significativamente relacionado ao surgimento de eventos. Conclusões: Em pacientes pós-IAM de baixo risco, a presença de arritmias ventriculares freqüentes ou de isquemia silenciosa está relacionada a um prognóstico desfavorável. O estudo da VFC não mostrou utilidade na estratificaçao de risco destes pacientes.






122 - Specific Rationale for Determining the Duration of Blanking Period Following Pulmonary Vein Isolation in Clinical Trials

Luiz Roberto Leite Silva, Sam Asirvathan, Paul Friedman, Thomas Munger, Win Shen, Douglas Packer

It has been standard practice in clinical studies of PV isolation to include a post-ablation blanking period before commencing actuarial follow-up. However, it's unclear how long this period should be to distinguish transient irrelevant early recurrences from those representing true failure of the procedure. Methods: To identify a clear blanking period time, the outcome of 225 pts undergoing radiofrequency ablation of PV was assessed. Recurrences occurring over the first 120 days were characterized in terms of time to recurrence and predictive power for clinically relevant recurrences. Results: 643 PVs were ablated: RSPV in 192 (91%) pts, LSPV in 176 (83%), LIPV in 160 (75%), RIPV in 102 (48%), and RMPV in 13 (6.1%). 93 (41%) pts showed an early recurrence. Of these, 82 (88%) occurred in the 1st month, 2 (2.2%) in the 2nd, 5 (5.4%) in the 3rd, and 5 (5.4%) in the 4th mo. Of those with recurrence in the 1st, 49 (60%) showed no recurrence off (26, 32%) or on (23, 28%). Of the remaining 12 pts with recurrences, [2 (30-60 d), 5 (60-90), 5 (90-120 days)], 8 (67%) showed subsequent recurrent arrhythmia and 4 (33%) remained arrhythmia free, but on AAD. Thus, the overwhelming majority of early recurrences not indicative of ongoing AF burden occurred in the 1st 30 days. Conclusions: These data suggest that a 30-day blanking period is sufficient to identify irrelevant recurrences from those that go on to portend significant long-term AF burden. This information can be used as rationale for defining blanking period in clinical trials without minimizing the actual recurrence rate of events, which should be tracked and counted.






123 - Particularidades da Ablação por Radiofrequëncia na População Idosa

Andre Rodrigues Zanatta, Alberto de Paula Jr, Jefferson Jaber, Otávio Ayres, Alessandro Amaral, Paulo C. Tostes, Ellerson Arfeli, Érika Olivier, Patrícia Kuga, Angelo Amato V. de Paola

Serviço de Eletrofisiologia da EPM-Hospital São Paulo

Objetivos: Existem poucos dados sobre as possíveis diferenças entre as arritmias da população idosa em comparação com doentes não idosos. O objetivo deste trabalho é investigar estas diferenças. Casuística e métodos: Foram analisados retrospectivamente 528 Estudos Eletrofisiológicos(EEF) ou procedimentos de ablação por radiofrequência consecutivos. Posteriormente, variáveis eletrofisiológicas como intervalos basais e ciclos de freqüência(cf) das duas arritmias mais freqüentes durante EEF na população idosa foram estudadas. Resultados: Foram estudados 528 exames, deste total 62 exames em indivíduos acima de 65 anos (11,7%). Ablações de Flutter atrial(FLA) e de Taquicardias por reentrada nodal(TRN) corresponderam a 25,8 e 19,3% deste total, respectivamente. Foram analisados os cf do FLA nos idosos e não idosos, sendo encontrados, respectivamente, médias e intervalos de confiança de 277ms(241-319) e 214ms(199-230)(p=0,012). Na TRN foram avaliados intervalos basais e durante a taquicardia, e o a-h crítico(a-hc) para a indução, com os intervalos de confiança de 95% (tabela). Conclusões: Pelos resultados obtidos, observa-se ciclos de frequência mais lentos no FLA e na TRN da população idosa, o que deve ser levado em consideração na análise destas arritmias nesta população.








124 - Ablação de Taquicardia Ventricular Idiopática Localizada na Artéria Pulmonar

José Roberto de Mello Barreto Filho, Edson DÁvila, Roberval de Melo, Lucas de Albuquerque, Luciano N.L.Sousa, Edmur Araujo, Cesar Gonzales, Luiz R Leite

A ablação de focos de FA dentro das VP pode curar a arritmia. Igualmente, focos arritmogênicos na aorta, podem ser eliminados pela ablação na cúspide coronariana. Entretanto, a presença de focos arritmogênicos na artéria pulmonar (AP) é pouco conhecida. Relatamos aqui um caso de TV ablacionada com sucesso dentro da AP. Relato de caso: Pt feminina, 26 a, com pré-síncope há 4 anos, a despeito do uso DAA. O ECG mostrou TVNS com BRE, eixo inferior e transição S-R em V4. A cardiopatia estrutural foi descartada por ECO, RNM e ECG-AR. Ao Holter apresentou 52% de EV e 1672 TVNS com até 15 batimentos. Durante EEF notou-se a presença de frequentes episódios de TVNS, com a mesma morfologia descrita acima. O mapeamento foi realizado por "pace mapping" e pela precocidade do eletrograma ventricular em relação ao início do QRS da TV. Na VSVD, apesar de critérios de 12/12 com marcapassamento, não se obteve precocidade. O cateter foi então deslocado para o tronco da AP, onde demonstrou-se precocidade de 25 ms em relação ao início do QRS da TV e critérios de 12/12 com marcapassamento. A aplicação de RF neste local interrompeu a TV nos primeiros segundos e nenhum episódio de EV/TV foi observado. Durante um seguimento de 8 meses, a paciente permanece assitnomática, na ausência de tratamento com DAA e Holter seriados não demonstram arritmias ventriculares. Conclusão: Este caso ilustra que TV com BRE pode ser originada na AP. A aplicação de RF neste local pode curar definitivamente a arritmia e, por isso, o mapeamento da AP deve preceder a utilização de outras técnicas.






125 - Ressincronização Cardíaca : a Recuperação Atrial como Determinante de Sucesso do Biventricular

Pablo Augusto de Albuquerque Maranhão, Sérgio Siqueira, Martino Martinelli, Anísio Pedrosa, Silvana Nishióka, Elizabeth Crevelari, Wagner Tamaki, Roberto Costa

Introdução: Estima-se que a contribuição atrial ao débito cardíaco varia entre 25 a 30%. Entretanto em muitas circunstâncias, dependendo da cardiopatia de base e grau de disfunção ventricular essa taxa sofre variações e sua correlação torna-se controversa. Objetivo: Apresentar um relato de caso evidenciando a importância da contração atrial em pacientes com disfunção ventricular grave, candidatos à ressincronização cardíaca . Caso: 68 anos, masculino, com cardiopatia chagásica, HAS e marcapasso ventricular há 4 anos por BAVT. Evolui há 7 meses com insuficiência cardíaca CF-III, sendo otimizado para sistema biventricular. No ato operatório utilizou-se o eletrodo atrial em de via de saida de ventrículo direito (VSVD) e ventricular em ponta de VD devido à fibrilação atrial e implantado eletrodo específico para VE via seio coronário. Apresentou melhora clínica discreta, e episódios de palpitações, sendo internado 4 meses após com IC descompensada e taquicardia ventricular sustentada mal tolerada, revertida com cardioversão elétrica. Foi submetido ao implante de cardiodesfibrilador e reposicionamento do eletrodo de VSVD no átrio direito por apresentar ritmo sinusal durante o procedimento. Manteve terapêutica estável durante toda evolução .O ecocardiograma mostrou FEVE 25%;DDVE 7,5; AE 5,2; IM importante e IT moderada. Evoluiu em classe CF II. Conclusão: Investir na recuperação do ritmo sinusal e na manutenção com estimulação artificial e antiarrítmicos foi determinante da boa evolução clínica, reforçando a importância da ressincronização global (átrio-ventricular e interventricular) na estabilização hemodinâmica e remodelamento eletro-mecânico a médio prazo.






126 - Bloqueio Autonômico na Cardioversão Elétrica da Fibrilação Atrial: Experiência Inicial

Thiago da Rocha Rodrigues, Teresa A. Grillo, Felipe M. Moreira, Reynaldo C. Miranda

A recorrência da fibrilação atrial (FA) é freqüente após a cardioversão elétrica (CV). A remodelação elétrica e anatômica são causas conhecidas, mas influências autonômicas também podem participar. Objetivo: Descrever um método de CV em FA realizando um bloqueio autonômico farmacológico prévio. Métodos: Foram incluídos 22 pacientes (PT) com FA persistente, 66 +/- 12 anos, 13 mulheres, 16 com hipertensão arterial, 5 com valvopatia mitral, 4 com insuficiência coronária e 1 com insuficiência cardíaca (IC) diastólica. Foram excluídos PTs com IC com disfunção sistólica e FA com freqüência cardíaca < 60. 18 PTs estavam em uso de amiodarona e 4 de propafenona. Monitores de Holter foram instalados 30 minutos antes das CVs. Atropina (1 a 2 mg IV) e metoprolól (10 a 15 mg IV) foram administrados minutos antes das CV´s. Se a freqüência cardíaca fosse < 80 antes da CV, a atropina era dada antes e, se fosse > 80, o metoprolól era dado primeiro. Os PTs eram liberados 4 horas após a CV e retornavam no dia seguinte para a devolução do Holter. Resultados: Houve bradicardia sinusal assintomática em 2 PTs, ritmo juncional transitório e assintomático em 2 PTs e bradicardia sinusal sintomática em 1 PT com diagnóstico posterior de doença do nó sinusal. Sensação de boca seca ocorreu em 19 PTs. Não houve recorrência da FA em nenhum PT durante o período de ação farmacológica das drogas. Conclusões: O bloqueio simultãneo simpático e parassimpático pode ser realizado com segurança antes das CVs. Poucas reações adversas foram observadas. Se este procedimento poderá reduzir a recorrência precoce e tardia da FA, só poderemos responder após comparação prospectiva com grupo controle.






127 - Avaliação do Potencial Arritmico e Autonomico da Toxina Botulinica (Botox)

José Sobral Neto, Nasser Allam, Lúcia Cristina Sobral

A toxina botulinica tipo A ao atuar nas terminações nervosas colinérgicas causam fraqueza muscular e sintomas autonomicos. Arritmias são descritas no botulismo e em trabalhos experimentais com animais. Injeções locais de botox tem sido utiizadas na distonia. Trabalhos confirmam seu efeito benéfico, mas poucos têm examinado a possibilidade de efeitos à distância no SNA. Nosso estudo foi desenhado para avaliar os efeitos da aplicação local do botox tipo A na função autonomica cardiovascular em pacientes que receberam injeções na região da musculatura do pescoço para distonia cervical (torcicolo espasmódico). Material e métodos: Foram estudados 9 pac. acompanhados em consultório de Neurologia, sem cardiopatia aparente, idade média de 49+/-13 anos, predominio masc. (5/55,5%), submetidos a 11 aplicações de botox tipo A na dose de 500 a 1000UI, dose única. Todos realizaram Holter 24 h e VFC pré e 1 semana após o procedimento. Resultados: Incidência de arritmias ao Holter (total 11 aplicações): Bradicardia Conclusão: O botox nas doses estudas tem baixo potencial arritmico e não houve alterações significativas nos parâmetros da VFC








128 - Ablação Epicárdica durante Ritmo Sinusal por Mapeamento Eletroanatômico de Taquicardia Ventricular Instável na Doença de Chagas

Claudio Munhoz da Fontoura Tavares, Nilson Araujo, Washington Maciel, Hecio Carvalho, Luis Belo, Leonardo Siqueira, Silvia Martelo, Eduardo Andrea, Jacob Atié

Introdução: Na cardiopatia chagásica crônica (CCC) até 40% dos circuitos da taquicardia ventricular (TV) são predominantemente epicárdicos (EPI). A ablação por radiofreqüência (A) de TV hemodinamicamente instáveis com mapeamento em ritmo sinusal da zona fibrótica tem sido empregada com sucesso na ablação de TV de origem isquêmica. Não existem relatos do uso desta metodologia em CCC e no EPI. Objetivo: Relatar um caso de ablação epicárdica de TV instável em ritmo sinusal na CCC com o mapeamento eletro-anatômico (MEA). Caso clínico: Pt fem, 65 anos, grave disfunção ventricular esquerda (VE), portadora de cardioversor-desfibrilador (CDI) e múltiplos acionamentos apropriados (diários) apesar de drogas antiarrítmicas (DAA). O MEA endocárdico evidenciou fibrose em região póstero-basal do VE. Foram realizadas linhas de ablação na região peri-fibrótica com cateter de 4mm e 50W de potência, não havendo mais indução da TV. Após 48h houve recidiva da TV com a mesma morfologia e instabilidade. Novo procedimento com MEA endo e EPI demonstrou que a área da fibrose epicárdica era maior que a fibrose endocárdica. Novas aplicações de A na região endocárdica não tiveram efeito. As aplicações de A epicárdicas na região peri-fibrótica (com "pace-mapping" semelhante ao da TV), suprimiram a TV, tornando-a não indutível. No seguimento de algumas semanas estava assintomática sem DAA. Após 1 mês, apresentou recorrência dos choques, tornando- se assintomática com a reintrodução das DAA. Conclusão: 1. A área da fibrose EPI estava maior que a endocárdica. 2. A ablação de TV instável por técnica anatômica em ritmo sinusal no epicárdio foi exeqüível e eficaz em controlar clinicamente a TV.






129 - Critérios Preditivos de Sucesso durante a Ablação Anatômica das Veias Pulmonares com o Mapeamento Eletroanatômico no tratamento da Fibrilaçao Atrial Paroxística e Persistente

Jacob Atié, Washington Maciel, Nilson Araujo, Silvia Martelo, Eduardo Andrea, Leonardo Siqueira, Luis Belo, Hecio Carvalho, Claudio Munhões

Fundamentos: A identificação de marcadores para o sucesso da ablação circunferencial da FA (ACFA) com o mapeamento eletroanatômico (MEA) permanece em investigação. Objetivos: Investigar preditores de recorrência da arritmia através da análise retrospectiva dos mapas anatômicos. Pacientes e Métodos: Foram analisados 104 pt consecutivos com FA paroxística/persistente sem cardiopatia estrutural e refratários a pelo menos 2 drogas antiarrítmicas (DAA). 72 pt eram do sexo masc, idade média 58 anos. Os pt foram submetidos à ablação circunferencial da FA pelo MEA. O procedimento consistiu de punção trans-septal única e mapeamento tridimensional com aquisição de pontos de localização das VP e átrio esquerdo. As aplicações de Radiofreqüência (RF) eram realizadas ao redor das VP até redução substancial dos potenciais atriais. Foram medidos: o volume total do AE (volAE), a área ablacionada ao redor das VP(AVP) e o número de VP com lesões circunferenciais completas. Lesão completa era considerada quando a distância entre 2 pontos contíguos de RF era < 10mm. Na análise estatística, utilizamos o teste t de Student ou Mann-Whitney e do teste exato de Fisher. Resultados: No seguimento médio de 14 meses (3-36), 87/104 (84%) pt apresentaram-se em ritmo sinusal, sendo que 10 pt (10%) permaneciam dem uso de DAA, Grupo I (GI). 17 pt apresentaram recorrência, grupo II (GII). Das 348 VP abordadas no GI, 320 (92%) foram completas e do GII 57/84 (84%) (p < 0.05). As AVP foram menores no GII (p < 0, 05). O GI apresentou volAE menor (p < 0,01). Conclusões: Estes dados sugerem que a área ablacionada ao redor das VP, o volAE e o número de VP completas são preditores de recorrência.






130 - Ablação por Radiofreqüência de Taquicardias Ventriculares Instáveis Associadas a Fibrose Miocardica Utilizando o Mapeamento Eletroanatômico

Nilson Araujo de Oliveira Junior, Washington Maciel, Hecio Carvalho, Leonardo Siqueira, Luis Belo, Cláudio Munhoz, Mônica Shinsato, Eduardo Andréa, Tamer Seixas, Ayrton Perez, Jacob Atié

Fundamento: A instabilidade hemodinamica é fator limitante da abordagem tradicional para ablação das Taquicardias Ventriculares(TV). O aparecimento de TV instáveis repetitivas e não responsivas a drogas em pt portadores de CDI é um problema grave e de difícil abordagem. Novas técnicas de ablação tem sido descritas para lidar com este problema. Objetivo: Descrever os resultados da ablação de TV instável hemodinamicamente em ritmo sinsual com o MEA em pacientes com áreas de fibrose miocárdica. Pacientes e Métodos: 13 pacientes com TV instáveis relacionadas a áreas de fibrose miocárdica foram submetidos a mapeamento eletroanatômico (MEA) do VE. Estes pacientes apresentavam elevado número de choques refratários ao tratamento clínico ou contra-indicação ao implante de CDI (1pt). Foi realizada ablação linear nas áreas peri-fibróticas, conectando pontos onde havia "pace-mapping" semelhante à taquicardia e o tecido viável ou reparos anatômicos. Resultados: O seguimento variou de 1 a 34 meses. Houve controle das arritmias em todos os pacientes com redução de 96% do número de acionamentos nos pt com CDI. 1 pt teve recorrência, tendo sido repetido o procedimento com ablação epicárdica com a mesma metodologia. Um pt evoluiu com dissociação eletromecânica durante o procedimento, revertendo com massagem cardíaca. Este permaneceu sem arritmias por 8 meses, até o óbito por falência ventricular esquerda. Outros 2 pt evoluíram com óbito de causas não arrítmicas. O tempo médio de procedimento e de radioscopia foi de 140 e 48 min respectivamente. O paciente sem CDI permanece sem arritmias clínicas. Conclusões: A ablação de TV instável com MEA se mostrou eficaz nesse sub-grupo de pt.






131 - Valor da Mensuração do Intervalo VA Septal para Diagnóstico Diferencial e Localização da Via Acessória durante Taquicardia AV Dependente

Leonardo Rezende de Siqueira, Washington Maciel, Silvia Martelo, Eduardo Andrea, Nilson Araujo, Claudio Munhoz, Hecio Carvalho, Luiz Belo, Jacob Atié

Fundamentos: As taquicardias AV dependentes são constituídas pela taquicardia átrio-ventricular nodal (TAVN) e pela taquicardia reentrante AV (TRAV) mediada por via acessória. A medida do intervalo VA septal (IVAS) durante taquicardia ortodrômica é de rápida e fácil obtenção e útil para o diagnóstico diferencial Objetivos:Avaliar o valor da medida do IVAS para o diagnóstico diferencial entre TAVN e TRAV assim como para a localização da via acessória envolvida. Pacientes e Métodos: Estudo retrospectivo com 685 pt(446 femininos) com idade média de 43 anos (8-84).O intervalo VA septal foi definido pela média de 3 medidas realizadas do início do QRS até o início do eletrograma atrial septal durante taquicardia. Utilizamos o teste t de Student, o teste de Mann_Whitney ,Qui-Quadrado e curva ROC. Resultados: 452 pt apresentavam TAVN e 233 pt TRAV. A média dos IVAS na TAVN foi de 44,59ms contra 157,18ms na TRAV (p < 0,001). Com IVAS menor ou igual a 85ms como ponto de corte para o diagnóstico de TAVN, obtivemos sensibilidade de 89,38% e especificidade de 100%, com VPP+ e VPP- de 100% e 82,92%. A média do IVAS nas vias esquerdas foi 160,43ms nas vias direitas de 151,26ms (p=0,006). A média do IVAS nas vias anteriores foi de 146,57 contra 156,26ms nas vias posteriores (p=0.17). A média dos IVAS das vias laterais foi de 159,86 e das vias septais de 151,51ms(p=0,005). Conclusões: O uso do IVAS < 85ms para o diagnóstico diferencial de TRAV e TAVN mostrou-se um método simples com alta sensibilidade e especificidade. Quanto à localização das vias acessórias foram observadas diferenças estatisticamente significativas, mas de pouca aplicabilidade clínica.






132 - Ablação Circunferencial de Veias Pulmonares. Resultados e Complicações

Washington Andrade Maciel, Sílvia Martelo, Nilson Araujo, Eduardo Andrea, Hecio Carvalho, Luis Belo, Cláudio Munhóz, Leonardo Siqueira, Jacob Atié

Fundamento: A ablação circunferencial ao redor das veias pulmonares (VP) utilizando o mapeamento eletro-anatômico (MEA) é comprovadamente eficaz e segura no tratamento da FA. Objetivos: Apresentar os resultados e complicações observados com a aplicação desta tecnica. Pacientes e Método: Foram analisados 112 pt consecutivos, sendo 80 do sexo masculino, com idade média de 60 anos (26-84). Os pt apresentavam FA refratária a 2 ou mais drogas anti-arrítmicas (DAA) e não possuiam cardiopatia estrutural significativa. 104 pttinham FA paroxística ou persistente recorrente (GI) e 8 FA permanente (GII). O procedimento consistiu de punção transeptal única, reconstrução tridimensional do AE e VP e aplicações de RF na região atrial peri-ostial das 4 VP. Ecocardiograma e Angio TC/Ressonância eram realizados antes e, repetidos 30 a 60 dias após o procedimento. A DAA era mentida por 3 meses e Warfarin por 6 meses. Considerou-se recorrência episódio de FA após 45 dias. Os pt com e sem recorrência foram comparados quanto ao sexo, idade e diâmetro do AE. Resultados: No seguimento médio de 14 meses, 87/104 pt (83.6%) do GI permaneciam em ritmo sinusal sendo 10 pt com DAA e no GII 4/8 pt (50%). Os pt com recorrência apresentaram maiores diâmetros de AE (p50%) foi observada. 3 pt (2.7%)apresentaram tamponamento cardíaco e 3 pt (2.7%) acidentes vasculares isquemicos transitórios, todos com boa evolução clinica. Conclusões: A ablação da FA utilizando o MEA apresenta-se como método eficaz e com baixa incidência de complicações. Os maiores índices de recorrência foram observados nos casos de FA permanente e nos pt com maiores diâmetros de AE.






133 - Impacto do Tempo do Início das Modificações dos Eletrogramas das Veias Pulmonares durante a Ablação por Radiofrequência da Fibrilação Atrial

Paulo César Tostes, Cláudio Cirenza, Otávio Ayres, Alberto Nogueira, Cézar E Mesas, Jefferson Jaber, Veruska Hernandes, André R Zanatta, Henrique H Veloso, Angelo A V de Paola

Setor de Eletrofisiologia Clínica-Escola Paulista de Medicina-UNIFESP

Fundamentos: No isolamento eletrofisiológico das veias pulmonares(VP) a ablação é guiada pela precocidade e polaridade dos eletrogramas (EGM) registrados durante o mapeamento circunferencial da região ostial das VPs. Dados relacionados ao tempo de início na modificação(TIM) do EGM durante aplicação de radiofrequência(RF) não foram estudados. Objetivos: Comparar TIM no EGM entre aplicações de RF com modificação persistente e transitória. Pacientes e Métodos: Analisadas 281 aplicações de RF em 15 pacientes submetidos a isolamento de VPs. Modificação no EGM foi definida como eliminação, atraso(10ms) ou redução da amplitude (0,5mV) de potenciais de VP(PVP). TIM foi dividido em <=10s(G1) e >10s(G2). Foram consideradas modificações persistentes(MP) se presentes após 30 min. Resultados: Das 281 aplicações, 101 (36%) apresentaram algum critério de modificação, 80 < =10s(G1) e 21 > 10s(G2). Modificações transitórias foram observadas em 1 paciente (1/80) no G1 e em 4 pacientes (4/17) no G2 (p < 0,001). (Tabela). Conclusão: 1)Na amostra estudada mudanças no padrão de ativação dos PVP foram observados em 36% das aplicações. 2)Houve associação significante entre a TIM < =10s com a persistência dos resultados no período estudado.








134 - Qualidade da Anticoagulação em Pacientes Portadores de Fibrilação Atrial Acompanhados em Ambulatório Específico de Anticoagulação Dentro de um Serviço Terciário Público

Patrícia Hitomi Kuga, Paulo C Tostes, Elerson Arfelli, Érika O V Bragança, Jefferson Jaber, Alessandro Amaral, Cézar E Mesas, Fátima D Cintra, Henrique H Veloso, Angelo A V de Paola

Serviço de Eletrofisiologia Clínica UNIFESP-SP

Fundamentos: A incidência de eventos embólicos em pacientes com fibrilação atrial (FA) é reduzida com o uso de anticoagulantes orais (ACO),porém,a manutenção de valores adequados de INR é difícil. Objetivos: Determinar a porcentagem(%) dos exames de AP com INR dentro da faixa terapêutica (FT) por paciente (pt),incidência de complicações hemorrágicas (CH) e suas causas. Métodos: Revistos os prontuários de pts em acompanhamento por FA e em uso de ACO atendidos em 2003 no HSP. Resultados: 86 pts;idade 67,7±11,2a;30% com id.>75a;58% homens.A % de exames com INR dentro da FT foi de 45%,acima 25% e abaixo 28%.As CH que ocorreram foram:hematomas 38%,hematúria 11%,gengivorragia 7%,epistaxe 7%,hemorragia digestiva alta (HDA) 5,8%. 9,3% dos pts necessitaram de internação hospitalar e 4,7% de hemoderivados (1 óbito por HDA 1,1%). Conclusão: 45% dos INRs encontravam-se dentro da FT,o que confirma a dificuldade em se manter uma anticoagulação adequada.25% estavam acima do esperado,o que poderia explicar a alta incidência de CH,mesmo que menores.Idade superior a 75a e uso concomitante de aspirina foram preditores de ocorrência de CH na população estudada








135 - Preditores de Fibrilação Atrial no Pós-Operatório de Cirurgia de Revascularização do Miocárdio

Henrique Horta Veloso, Henrique M. Balieiro, Tatiana B. Leal, João A. Ferreira Jr., Bruna H.S. Azevedo, Júlio F. Honório, Mohamed Wafae Fo., Jefferson C. Chaves

Objetivo: Investigar os preditores de fibrilação atrial (FA) no pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio (CRVM). Material e métodos: Análise retrospectiva de pt consecutivos. As variáveis estudadas foram: sexo, idade, hipertensão arterial (HA), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), infarto prévio do miocárdio (IM), insuficiência cardíaca (IC), fração de ejeção (FE), átrio esquerdo (AE), uso de betabloqueador ou amiodarona (BA), vasos revascularizados, cirurgias associadas e uso de circulação extracorpórea (CEC). Resultados: Estudados 102 pt (58 homens, idade 63±9 anos, FE 62±12%, AE 34±5mm), 81% com HA, 19% com DPOC, 32% com IM e 44% com IC. Receberam tratamento antiarrítmico profilático 58% dos pt. Foram submetidos à CRVM isolada 95% dos pt, à cirurgia associada de valva aórtica 2%, de valva mitral 1%, aneurismectomia 1% e miomiectomia 1%. A CEC foi utilizada em 52% dos pt. A média de vasos revascularizados foi de 3,5±1. A FA ocorreu em 21% dos pt, em média 72±85h após a cirurgia. Apenas o AE=38mm esteve relacionado à ocorrência de FA (OR 4,31; IC 95% 1,49-12,44). Conclusão: Apenas o aumento de AE foi preditor de FA pós-operatória. Nesses pt, o tratamento profilático para a arritmia deve ser utilizado de maneira mais sistemática.








136 - Análise da Coaptação do Cateter de Mapeamento Circular nas Veias Pulmonares em Pacientes Submetidos a Ablação de Fibrilação Atrial

Otavio; Paulo C Tostes, Jefferson Jaber, Cláudio Cirenza, Patrícia H Kuga, Alberto Nogueira, André Zanatta, Ellerson Arfelli, Erika O Bragança, Angelo A V de Paola

Setor de Eletrofisiologia Clínica-EPM/UNIFESP

Fundamentos: O isolamento elétrico das veias pulmonares(VP) guiado pelo mapeamento circular(MC) é um método eficaz para a ablação de fibrilação atrial(FA). Precocidade e inversão de polaridade dos eletrogramas são preditores de efetividade das aplicações(EA) de radiofrequência(RF). A posição do cateter circular no óstio das VPs ainda não foi avaliado. Objetivos: Analisar o posicionamento do cateter de MC conforme sua coaptação nas VPs e EA de RF. Métodos: Avaliadas 235 aplicações de RF nas VP superior esquerda(VPSE) e VP superior direita(VPSD). A coaptação foi dividida e definida pela venografia contrastada em total ou parcial (ausência ou presença de fluxo de escape entre o limite do cateter e a borda venosa). EA foi definida como eliminação, atraso(10ms) ou redução da amplitude (0,5mV) de potenciais de VP. Resultados: EA foi observada em 32%(56/ 172) das VPSE e 33%(21/63) das VPSD. Nas VPSEs houve EA em 40%(42/104) com coaptação total e 20%(14/68) com parcial(p < 0,05). Conclusões: 1) A análise mostrou EA em 32% das VPSEs e 33% das VPSDs. 2) Houve correlação significante entre a coaptação total do cateter de MC com a EA de RF nas VPSEs.








137 - A Fibrilação Atrial Pós-Operatória Aumenta o Tempo de Internação em Pacientes Submetidos à Cirurgia Cardíaca?

Henrique Horta Veloso, Tatiana B. Leal, Henrique M. Balieiro, Joyce M.B. de Paiva, Mohamed Wafae Filho, Júlio F. Honório, Hélio Paiva Jr., Jefferson C. Chaves

Objetivo: Investigar o impacto da ocorrência fibrilação atrial (FA) pós-operatória no tempo de internação hospitalar e na unidade de terapia intensiva (UTI) de pt submetidos à cirurgia cardíaca. Material e métodos: Análise retrospectiva de pt consecutivos. O tempo de internação hospitalar e na UTI foi comparado entre os pt que apresentaram FA e os demais. Para o tratamento da FA, foi administrada amiodarona i.v. e, em caso de insucesso em até 48h, a cardioversão elétrica externa foi realizada. Resultados: Estudados 114 pt (63 homens, idade 62±11 anos, fração de ejeção 63±12% e átrio esquerdo 35±5mm). Receberam tratamento profilático com betabloqueadores ou amiodarona 61% dos pt. As cirurgias realizadas foram: revascularização do miocárdio em 100 pt (isolada em 95 pt, associada a valva aórtica em 2, valva mitral em 1, aneurismectomia em 1 e miomiectomia em 1), valva aórtica em 8, valva mitral em 3, comunicação interatrial em 2 e pericardiectomia em 1; sendo 44% sem circulação extracorpórea. A FA ocorreu em 25% dos pt. Conclusões: A ocorrência de FA pós-operatória aumentou o tempo de internação hospitalar, sem diferença significante no tempo de internação na UTI.








138 - Concomitância de Taquicardia por Reentrada Nodal e Taquicardia Ventricular Sustentada em Paciente com Cardiopatia Isquêmica Tratado por Ablação por Radiofreqüência e Implante de Cardioversor-Desfibrilador

Henrique Horta Veloso, Marcelle C. Mendonça, João Otávio Q.F. Araújo, Júlio F. Honório, Jefferson C. Chaves, Hélio Paiva Jr., Angelo A.V. de Paola

Relato de Caso: Pt de 78 anos, admitido com taquicardia paroxística supraventricular, revertida com adenosina. Portador de cardiopatia isquêmica, com passado de infarto agudo do miocárdio de parede anterior, seguido de cirurgia de revascularização do miocárdio há 18 anos, apresentando ao ecocardiograma importante disfunção ventricular esquerda (fração de ejeção de 31%). Relatava que desde a adolescência apresentava crises de taquicardia, evoluindo com piora na freqüência e duração. Após a reversão da taquicardia supraventricular, foi tratado com amiodarona intravenosa. No dia seguinte, apresentou crise de taquicardia com QRS alargado e morfologia de bloqueio de ramo direito, refratária à adenosina, sendo restaurado o ritmo sinusal com procainamida intravenosa. Após a impregnação com amiodarona, foi submetido ao estudo eletrofisiológico, sendo induzida taquicardia por reentrada nodal atrioventricular, com CF de 585ms. Foi realizada a ablação por radiofreqüência da via lenta com sucesso. A estimulação ventricular programada levou à indução de taquicardia ventricular sustentada, com morfologia semelhante à taquicardia de QRS alargado espontânea, com CF de 360ms, condução ventrículo-atrial 2:1 e importante repercussão hemodinâmica, necessitando de cardioversão elétrica externa. O pt foi submetido ao implante de CDI, estando sem arritmias após 10 meses de acompanhamento. Conclusão: A taquicardia por reentrada nodal pode estar presente em concomitância à taquicardia ventricular sustentada em pt com cardiopatia isquêmica. Na presença de importante disfunção ventricular esquerda, a associação da ablação da via lenta nodal com o implante de CDI é uma boa opção terapêutica.






139 - Fibrilação Atrial durante Dengue Hemorrágica - Relato de Caso

Henrique Horta Veloso, João Anísio Ferreira Jr., Nancy C. Bellei, Joyce M.B. de Paiva, Hélio Paiva Jr., Angelo A.V. de Paola

Fundamentos: Durante a infecção por dengue, arritmias cardíacas como extrasistolia ventricular e bloqueios atrioventriculares têm sido observadas. Entretanto, arritmias supraventriculares ainda não foram descritas. Relato de caso: Pt de 61 anos, portador de diabete melito tipo 2, sem antecedentes cardiovasculares, foi admitido em janeiro de 2002 com febre, poliartralgia e vômitos há 3 dias. Apresentava-se febril (39?C), com desidratação leve e ritmo cardíaco irregular e taquicárdico (190bpm). O ECG revelou fibrilação atrial. Internado na Unidade Coronariana e medicado com paracetamol, hidratação venosa, enoxiparina e amiodarona. Os exames de sangue revelaram hemoconcentração (hematócrito de 49,2%) leucopenia (3.100/mm3) e plaquetopenia (54.000/mm3). O ecocardiograma demonstrou coração estruturalmente normal (átrio esquerdo de 39mm e fração de ejeção de 73%). Pela suspeita de dengue hemorrágica, a enoxiparina foi suspensa. Exames sorológicos específicos (IgG e IgM) confirmaram a infecção. Após 24h de admissão, o ritmo sinusal foi restaurado. Após 3 dias, o pt recebeu alta hospitalar. Após 20 meses de acompanhamento, o paciente permanece assintomático, estando sem medicação antiarríitmica há 10 meses. Conclusões: A fibrilação atrial pode ocorrer durante a dengue hemorrágica. No caso relatado, o curto período de anticoagulação não levou a complicações hemorrágicas. Entretanto, na suspeita de dengue, deve se considerar o início dessa terapia somente após os exames sorológicos específicos excluírem a infecção.






140 - Autoanticorpos Muscarínicos com Atividade Funcional Cardíaca podem Explicar a Maior Dispersão do Intervalo QT na Cardiopatia Chagásica Crônica

Emiliano Medei, P. C. Costa, C. C. H. Quintero, V. S. Linhares, O. M. Masuda, A. C. Campos de Carvalho, J. H. M. Nascimento, R. P. Cury

Recentemente foi descrito que a dispersão de QT (dQT >65ms) e o QTmax (>465ms) são preditores independentes de mortalidade na doença de Chagas e morte súbita(MS). Autoanticorpos(AAc) com atividade cardíaca funcional muscarínica(AAcM2) e B1 adrenérgica(AAcB1) têm sido descritos na cardiopatia chagásica. Nosso estudo teve como objetivos investigar a relação da presença destes AAc nos pacientes chagásicos crônicos(PCChc) com a dispersão de QT e observar o efeito dos AAc no intervalo QT em coração isolado de coelho. Métodos e Resultados: Em 39 PCChc com AAcM2, AAcB1 ou soro sem atividade M2 e B1 (AAc-) analisamos QTmax e dQT no ECG. Avaliamos o QT(ms) em corações isolados de coelhos perfundidos com os soros de 36 pacientes. Em pacientes com AAcM2 observamos dQT = 75.88±5ms, nos pacientes com AAc- o dQT = 51.33±4ms e nos com AAc-B1 dQT = 44±6ms. Estes dados são significativos comparando-se AAcB1 e AAc- com AAcM2 (p < 0,01 e p < 0,001 respectivamente) e AAc- e AAcB1 (p < 0,01). Os pacientes com AAcM2 tiveram maior QTmax (AAcM2 QTmax = 447.6±11ms, AAc- QTmax = 425.3±13ms e AAcB1 Qtmax = 434±1ms, p = ns). Em coração isolado de coelho os soros dos pacientes com atividade muscarínica aumentaram o QT (QTcontrole = 241,3±6 vs QTsoroM2 = 255±6, p < 0,005) enquanto os soros B1 diminuíram (QTcontrole = 240±8 vs QTsoroAAcB1 = 216±11, p < 0,05) e os soros sem atividade (QTcontrole = 245,5±7 vs QTsoroAAc- = 252,7±9, ns) não provocaram mudanças significativas. Conclusão: Estes dados sugerem que dQT > 65ms pode estar relacionado a presença dos AAcM2 nos pacientes chagásicos. A comprovação desta hipótese implicaria na possível utilização destes AAc como marcadores de alto risco para MS nos PCChc.

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