114
Visualizações
Acesso aberto Revisado por pares
Espaço Publicitário

Troca Automática de Modo (AMS - Auto Mode Switch) com Aumento da Freqüência Básica durante Taquicardias Atriais. Possibilidade acessível nos modelos Integrity e Identity da St. Jude Medical

Troca Automática de Modo (AMS - Auto Mode Switch) com Aumento da Freqüência Básica durante Taquicardias Atriais. Possibilidade acessível nos modelos Integrity e Identity da St. Jude Medical

St. Jude Medical

Durante episódios de taquiarritmia atrial paroxística, pacientes podem apresentar queda de débito atrial, com conseqüente redução do débito cardíaco. Estudos indicam que, para compensar essa redução, a freqüência ventricular aumenta 30 a 40 ppm1. Marcapassos com algoritmos convencionais de troca de modo não têm como atender a essa necessidade de maneira sistemática. Os modelos Integrity e Identity da St. Jude Medical possuem esta possibilidade.


BENEFÍCIOS DA FREQÜÊNCIA BÁSICA DE AMS

- Aumenta o conforto do paciente ao garantir transições de freqüência mais suaves;
- Melhora a hemodinâmica;
- Evita a resposta ventricular rápida conseqüente a taquiarritmias atriais;
- Mantém o débito cardíaco durante episódios de AMS (troca automática de modo), permitindo ao clínico programar uma Freqüência Básica de AMS mais elevada.

"Pode-se dizer que um aumento de 30 a 40 bpm na freqüência de estimulação durante a fibrilação atrial (...) tem efeitos marcantes nos sintomas clínicos e nos parâmetros de troca gasosa durante a respiração"2.

"Há consenso de que a freqüência ventricular, quando em fibrilação atrial, necessita ser 30 a 40 bpm mais rápida do que em ritmo sinusal, para compensar a perda do transporte atrial"3.

As freqüências cardíacas de repouso, que são fisiologicamente apropriadas durante o ritmo sinusal, podem ser inadequadas durante a fibrilação atrial, dada a ausência do estímulo atrial. Isto demonstra que, durante a fibrilação atrial, freqüências cardíacas na faixa de 60 a 70 batimentos por minuto estão sempre virtualmente associadas com a redução do débito cardíaco4,5.

"Em alguns pacientes, uma freqüência ventricular em repouso de 90 a 100 bpm resulta em controle do débito cardíaco com menor comprometimento da função cardíaca"6.


FUNCIONAMENTO DA FREQÜÊNCIA BÁSICA DE AMS

A troca de modo ocorre quando o marcapasso detecta uma freqüência atrial intrínseca mais alta que a Freqüência Programável de Detecção de Taquicardia Atrial (ATDR - Atrial Taquicardia Detection Rate) (Figura 1).


Figura 1 - Freqüência básica de MAS.



Durante a troca de modo, o dispositivo muda para um modo sem sincronismo AV. Sem a Freqüência de Básica de AMS, o marcapasso reverteria para a Freqüência Básica programada.

A Freqüência Básica de AMS da St. Jude Medical fornece compensação para a perda da contribuição atrial resultante da taquicardia atrial, prevenindo a desaceleração abrupta da estimulação, com maior conforto do paciente. A Freqüência Básica de AMS permite aos médicos programar uma freqüência básica efetiva independente durante a troca do modo, garantindo maior débito cardíaco em razão de uma freqüência de estimulação ventricular mais elevada, reduzindo assim a variabilidade da freqüência ventricular (Figura 2).


Figura 2 - A freqüência básica de AMS regulariza a freqüência ventricular, como apresentado na faixa de ECG.



HISTOGRAMA DE AMS

- Permite o registro gráfico de toda a atividade automática de troca de modo;

- Registra o número dos episódios de AMS para as dez faixas de duração e nove faixas de freqüência atrial filtrada de pico (Figura 3).


Figura 3 - Histograma de AMS.



BENEFÍCIOS DO HISTOGRAMA

- Evidencia taquicardias atriais;
- Monitora a freqüência das recorrências de arritmias;
- Correlaciona os episódios sintomáticos com o ritmo;
- Ajuda a conduzir ajustes aos medicamentos.


O REGISTRO DE AMS FORNECE

- A lista dos episódios de AMS registrados na ordem de ocorrência, com data, hora, duração e freqüência máxima alcançada durante o episódio;
- Os episódios armazenados (a capacidade de armazenamento é específica para cada marcapasso), acompanhados do resumo de informações, como data da leitura, número de trocas de modo e data da última reinicialização; - Um símbolo de ECG por episódio, indicando que há um EGM armazenado associado, se o dispositivo foi programado para resgatar EGM armazenados quando for utilizado o AMS (Figura 4).


Figura 4 - Registro da troca automática do modo.



Os eventos de AMS mais recentes são registrados com hora, data, duração e freqüência máxima. O ícone próximo aos eventos mais recentes informa ao usuário que um EGM associado está disponível para observação. A seleção de qualquer um dos eventos leva o usuário ao EGM armazenado (figura 5).


Figura 5 - EGM de entrada de AMS.



PROTEÇÃO DE CAMPO DISTANTE

A Proteção de Campo Distante é usada para eliminar ondas R de campo distante sentidas no canal de sensibilidade atrial do dispositivo. A eliminação dos eventos de campo distante melhora a precisão dos diagnósticos dos marcapassos e elimina as interferências que possam ocorrer nos períodos refratários responsivos à freqüência. Essa característica não programável pode evitar a sensibilidade inadequada (oversensing) de campo distante e diminuir o potencial para trocas de modo desnecessárias.

O PVARP responsivo à freqüência reage automaticamente às mudanças na freqüência intrínseca ou estimulada, aumentando ou diminuindo o intervalo do período refratário e permitindo que valores mais altos sejam programados para a Freqüência Máxima de Sincronismo Atrioventricular. A introdução dessa característica reduz a possibilidade de estimulação competitiva e diminui o tempo da Troca Automática de Modo, em razão da janela de sensibilidade maior.


POR QUE UTILIZAR A FREQÜÊNCIA BÁSICA DE AMS DA ST. JUDE MEDICAL?

- Maior conforto para o paciente, devido a transições de freqüências mais suaves.

- Débito cardíaco estável durante arritmias atriais, graças à freqüência básica programável da Troca Automática de Modo.

- Ritmo ventricular regular durante os episódios de Troca Automática de Modo.

- Maior precisão dos algoritmos e dos diagnósticos.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 Brunner-La Rocca KP, et al. Importance of ventricular rate after mode switching during low intensity exercise as accessed by clinical symptoms and ventilatory gas exchange. PACE 2000;23:32-9.

2 Lau CP, et al. Automatic Mode Switching of Implantable Pacemakers II: Clinical Performance of Current Algorithms and Their Programming. PACE 2002;25:1094-113.

3 Levine PA, Sholder JA, Young G. Automatic mode switching; is this optimal management of atrial fibrillation? In M Santini (ed.): Progress in Clinical Pacing. Armonk, NY Futura Media Services Inc., 1996, pp. 331.

4 Alboni P, Scarfo S, Fuca G, et al. Hemodynamics of idiopathic paroxysmal atrial fibrillation. PACE 1995;18:980-5.

5 Lau CP, Leung WH, Wong CK, et al. Haemodynamics of induced atrial fibrillation: A comparative assessment with sinus rhythm, atrial and ventricular pacing. Eur Heart J 1990;11:219-24.

6 Rawles JM. What is meant by a "controlled" ventricular rate in atrial fibrillation? Br Heart J 1990;63:157-61.

© Todos os Direitos Reservados 2019 - Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular