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Editorial Páginas 1 a 1

Silas dos Santos Galvão Filho, uma vida dedicada à Estimulação Cardíaca brasileira

Autores: Genildo Ferreira Nunes

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Silas dos Santos Galvão Filho, nascido em Belém do Pará, em 1955, graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Pará, em 1979. Fez residência em Cardiologia no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo (Hospital BP), sob orientação do Prof. Dr. Adib D. Jatene, entre 1980 e 1981, e residência em Estimulação Cardíaca Artificial no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, sob orientação do Dr. Décio Silvestre Kormann, entre 1982 e 1983.

No final de 1983, foi indicado pelo Dr. Kormann para ser assistente estrangeiro no Serviço de Ritmologia Cardíaca do Centro Hospitalar Universitário de Nancy, na França, sob coordenação do Dr. Bernard Dodnot, atividade que exerceu durante o ano de 1984. Em 1985, tomando conhecimento da nova modalidade de tratamento das taquicardias por meio de cateteres, iniciada no Hospital Jean Rostand, em Paris (França), cumpriu estágio nesse hospital sob orientação do Dr. Guy Fontaine.

Retornando ao Brasil, no final de 1985, assumiu o Setor de Estimulação Cardíaca Artificial, da equipe do Dr. José Pedro da Silva, no Hospital BP, tendo participado das primeiras cirurgias para o tratamento de arritmias cardíacas aí realizadas. Em 1987, iniciou o Serviço de Eletrofisiologia nesse mesmo hospital, realizando estudos eletrofisiológicos e os primeiros procedimentos de ablação por cateter através de corrente direta (fulguração endocavitária).

Em 1989, fundou, junto com o Dr. José Tarcísio de Vasconcelos, a Clínica de Ritmologia Cardíaca, e no início de 1991 publicou, nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, o primeiro trabalho sobre ablação por cateter na síndrome de Wolff-Parkinson-White no Brasil. Nesse mesmo ano, iniciou

o Programa de Especialização em Ritmologia Cardíaca, que, posteriormente, se tornaria Pós-Graduação lato sensu. No final da década de 1990, iniciou as experiências com a terapia de ressincronização cardíaca, publicando os primeiros artigos nacionais dessa modalidade terapêutica em 2000 na RELAMPA e em 2001 nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia.

Foi presidente do Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (DECA/SBCCV) no biênio 1997-1998, tendo papel importante na incorporação do cardiodesfibrilador implantável no rol de procedimentos cobertos pelo Sistema Único de Saúde. Também foi presidente da Sociedade Latino Americana de Estimulação Cardíaca e Eletrofisiologia (SOLAECE) no biênio 2005-2006 e atualmente é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, departamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SOBRAC/SBC). Em 2015, presidiu o XXXII Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas, realizado na cidade de São Paulo.

O Dr. Galvão Filho participou de centenas de trabalhos apresentados em congressos no Brasil e no exterior, e de dezenas de artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais. Foi responsável pela formação em Ritmologia Cardíaca de 56 médicos que se encontram exercendo a especialidade por todo o Brasil, dentre os quais me orgulho muito de fazer parte.


Genildo Ferreira Nunes
Editor-chefe
Gestão 2016-2017
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