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Artigo Original Páginas 99 a 103

Efeitos da lidocaína vs. ropivacaína durante anestesia local para implantes de marcapasso

Autores: Márcio Galindo Kiuchi1; Alexandre Santoro Francisquini2; Guilherme Miglioli Lobato3

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Descritores: Nó Sinusal; Bloqueio Atrioventricular; Marcapasso Cardíaco Artificial; Arritmias Cardíacas; Anestésicos Locais.

RESUMO:
INTRODUÇÃO: A lidocaína é o anestésico local mais amplamente utilizado durante os procedimentos de implante de marcapasso, principalmente pelo seu perfil seguro e baixo custo. Atualmente, nosso grupo vem utilizando a ropivacaína no lugar da lidocaína. Essa substância é um anestésico local do tipo amida de longa duração com efeitos anestésico e analgésico, proporcionando, assim, maior conforto aos pacientes.
MÉTODO: O presente estudo transversal foi realizado em 1.178 pacientes que necessitavam de implante de marcapasso dupla-câmara. Durante o implante do dispositivo eletrônico implantável, 450 pacientes foram submetidos a anestesia do músculo peitoral (direito ou esquerdo) com 20 ml de lidocaína 2% sem vasoconstritor, enquanto 728 pacientes foram submetidos a anestesia local na mesma região com 20 ml de ropivacaína 7,5%. Avaliamos o tempo de ausência da sensação dolorosa após o implante do marcapasso e a segurança relacionada ao uso de lidocaína vs. ropivacaína.
RESULTADOS: A ausência de dor após o implante avaliada em horas demonstrou que a ropivacaína promove efeito anestésico de 6,5 ± 0,4 horas ao término do procedimento, enquanto a lidocaína só foi capaz de aliviar a dor durante 2,3 ± 0,6 horas (P < 0,0001). Em relação à segurança dos fármacos, a taxa de complicação anestésica foi muito semelhante: 15 pacientes (2,03%) com utilização de ropivacaína e 12 pacientes (2,67%) com uso de lidocaína (P = 0,5482).
CONCLUSÃO: A ropivacaína parece ser tão segura e mais eficaz que a lidocaína durante a anestesia local, tendo efeitos analgésicos mais prolongados após implante de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis.

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